Não tenho apelidinhos legais e nem sorte.
Sobre sentimentos.
Eu, Tu, Ele. Ele....
twiste azul-neon
Ainda existe o politicamente correto,
Eu realmente queria entender o por que.
Coisas....
“é fácil pra que ta de fora do jogo”
é, legal é a tua vida
- oi, caramba.. fazia tempo que não nos víamos né?
- é verdade... muito tempo.
- e ai, me conta as novidades? O que mudou?
- nada...
- nada?
- nada...
- pô, que chato... Mas e a vida?
- vivendo boemiamente, morando na casa dos pais, e procurando um rumo pro resto da vida, trocando o dia pela noite, todo dia de ideia, de pensamento, de vontade. Oscilando a felicidade... e a tua?
- to em um emprego estável, namorando. praticando esportes, me alimentando bem, praticamente o mesmo de sempre e feliz sempre..
- pô que chata...
- Chata?!
- é, chata...
- por que?
- sei lá. Estabilidade, normalidade, felicidade. Isso me parece tão...comum.. Não queria ter uma vida tão certinha, regrada, tão igual.. 'sempre'. Que chata tua vida...
- "..."
Efeito Pipoqueira
Eu gosto...
Tenho uma estranha aversão às coisas que eu gosto. Gosto de muitas coisas, mas não sei distingui-las. Pra mim é muito mais fácil dizer tudo que eu não gosto. Não gosto de bombom, não gosto de festa com deejay, não gosto de berinjela, não de gente chata, não gosto de pasta de dente colorida, não gosto de rosa, não gosto de ouvir musica baixa, não gosto de olhar tv no domingo. Não gosto de dormir sem musica, não gosto de programas com loiras, não gosto do verão, não gosto de rotulação, não gosto de pessoas carinhosas demais, não gosto que me elogiem. Não gosto de cenoura, nem de salada se não tiver feijão. Não gosto de hipocrisia, não gosto de gente burra, não gosto de esperar, não gosto de ir ao médico e não gosto da recepcionista da clinica que eu vou. Não gosto de sair todo final de semana, não gosto que digam que eu fico tempo demais no pc e não gosto de comer fora de casa. Não gosto de gente que se acha, não gosto de usar o que a maioria usa, não gosto de chicle, não gosto de refri de uva nem se suco de manga. Não gosto de maçã, não gosto de historinhas românticas de amor. Não gosto muito dos anos 80, acho tudo muito feio, tirando as bandas. Não suporto cheiro de cigarro, de filosofos do msn, de enquetes, do orkut, d egente solidária demais e que me façam muitas perguntas. Não gosto que me façam a pergunta 'do que tu gosta então?!' e odeio que digam que eu odeio tudo.
Pedra, flor e espinho.
Eu ando um turbilhão de sentimentos. Só testando pra ver até quando eu agüento o furacão que eles formam embaixo da minha pele, dentro de mim. É um pouco de tudo, muito de nada e tudo junto ao mesmo tempo girando dentro de mim.
- ok, odeio prepotência, seja ela qual for. Numa pessoa que gosto ou numa que odeio, não faz diferença. Que mania que as pessoas tem de achar que sempre sabem mais! Aliás, que coisa chata saber de tudo. Que chato ter sempre a razão, saber sempre o próximo passo. Não gosto de pessoas tão cheias de certezas assim.
To de saco cheio do que eu achava mais legal. E eu vejo é tudo aparentemente o que eu não gosto. O que me mata é eu saber que eu gosto de uma coisa que é justamente o que eu não gosto.
Por algumas horas, fora da atmosfera que eu vivo eu me senti melhor, muito melhor. Foi voltar e ver o quão medíocre ta sendo.
E as velhas novidades são sempre letras. Não vi um sentimento verdadeiro naquilo. Ok, eu vi, na hora, mas não senti absolutamente nada depois. Que droga de sentimento é esse? Alguém sabe descrever?
O que mais me chateia é que sempre que eu chego com algo que me faça bem, sinto pouco caso de todos os lados. Que merda de sentimento é esse? Não faz diferença.
E quando eu me sinto bem de verdade, eu percebo que eu não preciso de nada das aparências que eu vinha mantendo. Que não são absolutamente nada e eu acho que são alguma coisa. Eu preciso abandonar um dos meus lados. Mas não sei como me abandonar. Me sinto presa
Oi? Tchau.
Por esses e outros motivos que eu ‘não gosto de nada’.
O que eu preciso não tá no meu alcance. Preciso de algo físico. Que eu sinta fisicamente o contrario do que eu sinto emocionalmente. Quero algo que não me cobrem de volta.
A vida é uma peça.
Somos todos parte atuante do teatro. Mas nessa peça não existem mocinhos. Só vilões. Somos os atores coadjuvantes, os protagonistas, a técnica, a platéia, os críticos. O problema é que não dá pra fazer tudo. Não dá pra ser o vilão, e criticar ele. Não dá pra odiar o protagonista, reclamar da platéia, vaiar o coadjuvante. Não dá, mas é isso que fazemos todo dia. Odiamos tudo e vamos assistir todo dia a peça teatral ridícula da nossa vida. E é ai que começamos a mostrar porque só existem vilões inescrupulosos, corruptos e hipócritas. Somos tudo isso. E um resquício de bondade, pra que haja superioridade. Ser vilão é tão bom, que sempre tem quem não goste de ser crítico da própria vida, e procura a vida de outro ator, outro teatro. Somos toda a classe de um vilão, e só a prepotência de um mocinho.
congratulations... i hate you!
É.
Sou incrível na arte de magoar, de fazer doer
Se tu mente tu é criticada. Não foi verdadeira.
Se tu rodeia, não fala a verdade. Não é direta.
Se tu fala a verdade tu é malvada. Vira uma vilã de ficção.
Bem vindos ao mundo da hipocrisia, vire vilã, mate o mocinho e corte seus pulsos.
love is a losing game
Que necessidade burra a gente te tem de amar, de depender de outra pessoa pra ser feliz e completo. Primeiro tu tem que conseguir ser feliz sozinho - estar feliz sozinho melhor dizendo, pra depois pensar em ser feliz com outra pessoa. Pelo menos pra mim, tu não pode depender tua felicidade de outra pessoa, tu tem que somar a tua na dela e a dela na tua. A maioria das pessoas confundem somar com completar. Se fosse só completar era só tu achar uma pessoa que dependa de outra também pra ser feliz, e mesmo assim ainda faltaria um bocado de felicidade entre os dois, e é sempre ai que acabam os relacionamentos. E essa história de que tu tens que ter vários relacionamentos pra achar a pessoa certa é ridículo, convenhamos. Tu só vai ser feliz com uma pessoa se tu for feliz sozinha, se tu souber separar amor de DEPENDENCIA, de vicio. Pra mim, as pessoas deveriam curtir o que podem da vida, sem se comprometer, criar um relacionamento, depender de outro. Deixar acumular todo amor. Ai, o dia que tu estiver cansada disso e completamente feliz, tu vai encontrar alguém que esbanje felicidade também, liberar esse amor contido e ser duplamente feliz, que é muito melhor do que ser só feliz. A vida pode se tornar menos dolorosa, menos sentimental, menos desgastante. A gente perde tempo demais se preocupando em achar uma pessoa pra ser completo, e esquece de ser de fato feliz.
Let it be.
Burra, eu. Doze minutos. Começou e terminou comigo. Aliás, terminou sem terminar, sem fim, sem uma resposta, só a vontade de que não terminasse... e como se de fato não precisasse de nada disso. E eu que tentei por alguns minutos que fosse diferente. Tentei chamar atenção como pude, mas não foi o suficiente pra ser notada. Logo eu, que naquele caso era o centro das atenções. O centro dos elogios, o centro dele. Meio gozado até, eu ter que me fazer notar. Nunca precisei disso até afastar tudo de mim com meu ego. Ego burro, diga-se de passagem, que na ânsia de se alimentar trocou os pés pelas mãos e ficou vazio, sozinho e com vontade do mais. Pensava eu que ser fria não me traria esses sentimentos, pelo contrario, afastaria. Nesse caso, não só o ego, burra eu também, que perdi doze minutos tentando atrair tudo que eu e meu ego burro afastamos. E o pior é que eu não consigo evitar, e não exitar em fazer de novo. Enquanto isso o fim tá lá, inacabado, aberto, esperando uma resposta. Burra, eu.
Feita de tudo...
... de planos, de sonhos, de miragens, de ilusões, de motivações, de razões, de viver. Feita de açúcar também. Feita de rancor, de auto destruição, de nostalgia, de conformidade e de inconstância. Feita de medos. Medo de altura, de escuro, de ratos, de ficar careca e sem dente, de cair, de não levantar, de não saber, de não querer, do não. Feita de músicas, de melodias, de frases, de expressões, de partiduras, de rock, de indie e até de pop. Feita de cores, de azul, de vermelho, de amarelo, de preto, de cinza, de magenta e até de azul neon ás vezes. Feita de sono, do olheiras, de pesadelos, de lembranças, de memorias, de motivos, de sustos. Feita de membros, de sangue, de órgãos, de mente insana, de licença poética. Feita de figuras, de círculos, de triângulos, de retângulos de vértices, de bases, de geometria. Feita de coisas, de objetos, de amores, de desamores, de invejas, de alegria. Feita de pedaços, de sinais, de tudo, de nada. Feita do que há de bom, do que há de ruim, e principalmente do que faz feliz. Não necessariamente nessa ordem...