Não tenho apelidinhos legais e nem sorte.

Meu humor é negro e super sem graça - só eu entendo, e eu consigo rir dele. Ainda não sei se quero Publicidade ou Jornalismo, mas eu sei que quero dinheiro, logo estou escolhendo as profissões erradas. Acho tudo muito caro e odeio sopa. Meu inglês é terrivel por que minhas professoras nunca souberam mais do que o verbo To be. Eu acho que escrevo e alguém lê, mas afinal.. a troco de que alguém leria o que eu escrevo? Odeio rosa e acho as groupies muito legais. tenho cara de debochada, e de fato sou. falo igual bicha e odeio quem escreve errado. Eu digito errado - o que não quer dizer que eu não saiba escrever, é que meus dedos são nervosos. Ás vezes (ás vezes?) eu escrevo coisas sem nexo algum e posto, ai eu leio umas trinta vezes, depois de dois dias não sei por que escrevi aquilo. Se eu fosse outra pessoa me acharia chata e desagradavel, inescrupulasa e de gosto duvidoso. Mas isso tudo nunca ninguém vai entender. Das duas uma: Ou sou um genio ou uma retardada. Fico com a primeira opção pra não me sentir ridicula. bgs

Sobre sentimentos.

Não gosto da forma como a gente julga os sentimentos ditos ruins nas outras pessoas. Às vezes os sentimentos tem uma conotação ruim, mas acabam sendo executados de outra forma, necessários às vezes, e os jure nem sabe por que. Não falo de negativismo, egocentrismo, individualismo. Falo de egoísmo, interesse, prepotência, arrogância. Falo a gente, por que eu escrevendo e tu provavelmente lendo julga que esses sentimentos que eu citei são ruins. E pessoas que usam eles são pessoas más. Na verdade eu sempre acreditei que fosse até descobrir que eu preciso delas.
Eu acredito que essa separação entre sentimentos bons e ruins começa na quando a gente define os traços da personalidade. Sei lá, é como se quando a gente começasse a deformar (ou formar, como queira) a nossa personalidade, ganhássemos uma caixinha cheia de sentimentos estranhos misturados e uma tabela, e tivéssemos que separar sem saber do que se trata nem o que é, entre bons (aqueles que só as pessoas boas devem ter, como os heróis, os mocinhos e todo resto que vai pro céu) e ruins (que só as pessoas más sentem – vilões, usurpadores e aproveitadores). Como a gente não faz idéia do que aquelas palavras representam e o medo de errar já acompanha a gente, seguimos um modelo pré-estabelecido, a tabelinha vulgarmente conhecida como hipocrisia.
Pois bem, eu sempre deixei claro que eu mudo de idéia fácil, não tenho compromisso com erro, e até hoje essa minha “caixinha” tem todos os sentimentos misturados e a tampa aberta... vez ou outra eu tiro uma delas pra fora, uso muito e classifico.
Quando me acontece algo que aquela tabelinha julga “ruim” ou “errado”, eu separo esses sentimentos como me convêm, classifico como bom.
A verdade é que a gente vive uma vidinha medíocre de aparências, certezas e acertos e na pior das hipóteses aceitação e conformismo. Te conformas com o que tu tens e tenta deixar sempre a palavra felicidade em cima do resto todo, pra MOSTRAR que tu és feliz. E quando aparece alguém sem saco pra equilibrar a realização lá em cima, e corre atrás da felicidade, mesmo que por meios nada convencionais e sem a tabelinha pra mostrar o que é bom e ruim todo mundo julgas os sentimentos e intenções ruins, tu te tornas uma pessoa má. Mas isso é tão errado quanto os meios tortos que a gente arruma pra correr atrás.
A verdade é que as pessoas gostam de separar tudo na vida pelo convencional e não-convencional, por pura preguiça de vasculhar a caixinha de sentimentos, provar cada um e concluir o que é bom ou ruim. O nível de bondade ou maldade dos teus sentimentos na no teu grau de hipocrisia, mas isso só tu sabe.

Eu, Tu, Ele. Ele....

E ele não queria ser de uma só, queria tudo, queria mais. Insaciável e coração congelado define ele. Depois de sofrer, resolveu fazer quem sempre o quis sofrer. Rebeldia e vingança. A doce sensação que faz a pele sentir um arrepio.
Eu sempre quis mais do que ser só a segunda opção. Mas confesso que me divertia muito mais assim. Me sentia muito mais bem quista sendo a segunda... Ele tinha aquela lá só pelas aparências, comigo era carnal, era tesão. Não existiam cobranças, nem culpa por nada. Mas mesmo assim, às vezes eu sentia vontade de ser ela. Aquela que ele dormia abraçado, que ele ligava pra saber como tava, aquela pra quem ele mandava flores do dia dos namorados. Não que ele não me mandasse flores, não me ligasse nem dormisse comigo de conchinha, fazia, mas sempre preocupado em que horas tinha que voltar.
Ás vezes eu me sentia melhor que ela, maior, mais poderosa. Afinal, ele trocava momentos de carinho com ela, por caricias comigo. Mas também sentia inveja, por que por mais que fossem só aparências, era ela quem ele apresentava pros amigos, pra família. E era com ela que ele estava naquela foto.
Me senti traída, quanta contrariedade, não?

twiste azul-neon

Há quem leve a vida muito à serio. Que saboreia demais a amargura, sabendo que não precisa; pelo prazer de estar fazendo-o. Há quem diga que a vida é difícil, é sofrida. Certamente quem diz, não sabe o que é dor e sofrimento. Há quem diga que nada vale a pena, que tudo está errado. Pra mim é uma questão de ponto de vista. Há quem nos ache reles humanos, e há quem se ache um bailarino, um grande dançarino gozador, palhaço da vida. Que ao invés de procurar o amargo pra saborear, quer o doce, o leve. Que ao invés de sempre reclamar do que é ruim, olha o lado azul néon da vida. Há quem queira ser humano, e há quem queira ser dançarino. Depende de ti, escolher uma valsa densa e longa, ou um twiste. Sou uma dançarina gozadora desse imenso twiste que é a vida.

Ainda existe o politicamente correto,

o escrúpulo, e medo em mim, preciso arrancar, vomitar isso que ainda resta, tirar de mim.
É como se fosse uma bulimia: cada vez que essa coisas vêem a tona, eu vomito elas. Assim me livro mais fácil.
Não quero que pessoas boas sejam minhas amigas, geralmente são chatos. Não me importo com o que são, desde que sejam RUINS, no melhor sentido da palavra; não quero ninguém que esteja na prateleira de amigos ultra legais, quero os doentes, os ruins de verdade. Aqueles que usam, abusam, dizem a verdade e se preciso for, cospem em ti, se julgarem divertido. Nunca procurei pessoas por afinidades, por beleza, ou seja lá o que faz a gente sentir apreço por alguém e cria um laço. Sempre deixei surgir. Talvez por isso estivesse sempre no corredor errado, na mão. Nunca tive alguém que pudesse (conseguisse) falar absolutamente tudo que eu penso – ou melhor, o que sinto. Eu tenho um bloqueio exatamente por saber que a qualquer hora o ‘ouvinte’ pode virar o locutor, o narrador e sair por aí, narrando o conto de fadas invertido que é a minha vida , turbulência que são meus sentimentos, e a contrariedade das coisas que eu digo. Eu sei que qualquer momento isso pode acontecer. Por isso eu prefiro os ruins. Eu tenho certeza que isso vai acontecer, só preciso ficar na espreita, aguardando. E também, pessoas legais demais me irritam. Felizes demais me incomodam. Certas de mais me dão nojo. Eu vou pro depósito, na caixa dos amigos quebrados, doentes, politicamente incorretos, escrotos. Eu sempre estive no corredor errado.. então.. follow-me ill.
Eu deveria vomitar todos vocês.
Pode valer a pena, e pode ser um erro. Depende do teu ponto de vista.

Eu realmente queria entender o por que.

Não existem laços, não existem elos, não existe NADA que por um instante una a nós. E mesmo assim eu insisto em pensar, em sentir, em evitar. Na verdade não existe nem o que evitar, por que não existe algo a ser evitado. Não dá pra entender. Não consigo identificar o motivo pelo qual eu desejo isso, desejo ele. Não existe atração sentimental, física ou seja lá o que eu acho que deva existir. Então por que diabos eu insisto em sentir? Talvez isso nem seja algo sentimental, e sim psicológico. Eu penso que quero, eu penso que desejo, eu penso que sinto; ai então eu penso que exista. Eu realmente queria saber por que eu penso, e ainda insisto em escrever.
Yes I fell a bad love. ;)
MENTE INSANA.

Coisas....

..de pobre.
#coisasdepobre01: saber quantos pedaços de pizza cada pessoa comeu. Por que se tu comeu três, eu tenho que comer três e meio.
#coisasdepobre02: chegar no horário do almoço pra 'tomar chimarrão'. Mas sem a intenção de almoçar, é que a fome saudade bateu.
#coisasdepobreo3: guardar etiquetas de roupas. Por que algum dia na tua vida tu vai usar elas. Só precisa descobrir pra que.
#coisasdepobreo4: bigode. Deixa o bigode pra economizar gilete.
#coisasdepobre05: anotar telefone e/ou recados em papel de pão. A fadiga impede de pegar um papel descente.
#coisasdepobre06: pedir sabão liquido emprestado. Afinal, o mercado nem sempre é perto.
#coisasdepobre07: Ir pra balada que começa as 23hrs, às 15 hrs pra garantir lugar bom. Não dá pra ver o show do Bruno e Marrone lá de trás.
#coisadepobre08: fazer coleções de coisas escrotas tipo... etiqueta de roupas. Essa é a única explicação pra alguém guardá-las.
#coisasdepobre09: jaqueta jens velha. Jaqueta surrada é uma coisa, velha é outra...
#coisasdepobre09: fazer listinhas sobre coisas de pobre, a fim de tentar fingir que não faz nada disso.

“é fácil pra que ta de fora do jogo”

É sempre mais fácil. Tu não vai correr, não vai chutar, não te contundir, não vai perder, não vai brigar. Tu não te desgastas vendo tudo pela tv. E eu acredito que na vida, as coisas sejam exatamente assim. É muito mais fácil tu opinar – de graça- a vida de alguém se tu não passa e sente a vida daquela pessoa. Nessa questão, os sentidos te deixam burra.

é, legal é a tua vida

- oi, caramba.. fazia tempo que não nos víamos ?

- é verdade... muito tempo.

- e ai, me conta as novidades? O que mudou?

- nada...

- nada?

- nada...

- pô, que chato... Mas e a vida?

- vivendo boemiamente, morando na casa dos pais, e procurando um rumo pro resto da vida, trocando o dia pela noite, todo dia de ideia, de pensamento, de vontade. Oscilando a felicidade... e a tua?

- to em um emprego estável, namorando. praticando esportes, me alimentando bem, praticamente o mesmo de sempre e feliz sempre..

- pô que chata...

- Chata?!

- é, chata...

- por que?

- sei lá. Estabilidade, normalidade, felicidade. Isso me parece tão...comum.. Não queria ter uma vida tão certinha, regrada, tão igual.. 'sempre'. Que chata tua vida...

- "..."

Efeito Pipoqueira

Quando eu tava caminhando hoje por ai, passei na frente da minha escola antiga, pela qual passei bons e incríveis anos. Bem naquela fase que a gente acha que sabe de tudo, que cria inimizades por qualquer bobagem, que não pode sair a noite. Me deu uma nostalgia, uma saudade, e um tantinho de vergonha das coisas inacreditáveis que eu passei lá, saudade das pessoas que hoje eu não tenho mais contato, por distancia, casualidade ou propositadamente. Passando pelas quadras que tem lá, lembrei do dia do ultimo torneio que participei lá, os “Jogos da Primavera”: Eu fiz um gol incrível, e chutei a bola na cabeça do amigo do Fulano, que aliás, estava lá naquele dia também. “Não sei” o que ele foi fazer lá, mas me senti muito. Fui pro banheiro fofocar com as gurias e contar que eu não sabia o que ele tava fazendo lá. Na hora que eu marquei o gol ele me olhou de uma forma e sorriu. Gelei dos pés á cabeça. Nessa época eu tinha sentimentos frescos. Depois, na hora da entrega do troféu ele fazia que não me via. Lembrei também das mil aulas de Educação Física que eu sempre odiei. Do dia que a Ester correu atrás de um cavalo que tava lá e ficou pro resto do ano com o apelido de esterco. Do tombo que eu cai e milagrosamente ninguém viu. Da gente ensaiando na areia uma comemoração pros gols que a gente marcaria. De eu entrar pro Grêmio da escola e dos preparativos pra uma festa que nunca aconteceu. Da professora Cláudia que fez a gente pagar o king-kong fazendo coreografias com as formas geométricas... a músiquinha era engraçada. Ahh a aula de biscoito.. hahah foi muito engraçado, porque a gente só comia e não fazia nada. Lembrei que eu sempre tomei as dores dos nerds, apresar de sempre ser da chamada ‘turma do fundão.’ E que minha visão política de não ter uma visão política veio daquele tempo. E isso tudo ficou viajando da minha cabeça durante o trajeto todo. As lembranças surgiram num efeito pipoqueira: ficavam pulando de um lado para o outro, até eu desligar a mente dessa nostalgia toda.

Eu gosto...

Tenho uma estranha aversão às coisas que eu gosto. Gosto de muitas coisas, mas não sei distingui-las. Pra mim é muito mais fácil dizer tudo que eu não gosto. Não gosto de bombom, não gosto de festa com deejay, não gosto de berinjela, não de gente chata, não gosto de pasta de dente colorida, não gosto de rosa, não gosto de ouvir musica baixa, não gosto de olhar tv no domingo. Não gosto de dormir sem musica, não gosto de programas com loiras, não gosto do verão, não gosto de rotulação, não gosto de pessoas carinhosas demais, não gosto que me elogiem. Não gosto de cenoura, nem de salada se não tiver feijão. Não gosto de hipocrisia, não gosto de gente burra, não gosto de esperar, não gosto de ir ao médico e não gosto da recepcionista da clinica que eu vou. Não gosto de sair todo final de semana, não gosto que digam que eu fico tempo demais no pc e não gosto de comer fora de casa. Não gosto de gente que se acha, não gosto de usar o que a maioria usa, não gosto de chicle, não gosto de refri de uva nem se suco de manga. Não gosto de maçã, não gosto de historinhas românticas de amor. Não gosto muito dos anos 80, acho tudo muito feio, tirando as bandas. Não suporto cheiro de cigarro, de filosofos do msn, de enquetes, do orkut, d egente solidária demais e que me façam muitas perguntas. Não gosto que me façam a pergunta 'do que tu gosta então?!' e odeio que digam que eu odeio tudo.

Pedra, flor e espinho.

Eu ando um turbilhão de sentimentos. Só testando pra ver até quando eu agüento o furacão que eles formam embaixo da minha pele, dentro de mim. É um pouco de tudo, muito de nada e tudo junto ao mesmo tempo girando dentro de mim.

  • ok, odeio prepotência, seja ela qual for. Numa pessoa que gosto ou numa que odeio, não faz diferença. Que mania que as pessoas tem de achar que sempre sabem mais! Aliás, que coisa chata saber de tudo. Que chato ter sempre a razão, saber sempre o próximo passo. Não gosto de pessoas tão cheias de certezas assim.

To de saco cheio do que eu achava mais legal. E eu vejo é tudo aparentemente o que eu não gosto. O que me mata é eu saber que eu gosto de uma coisa que é justamente o que eu não gosto.

Por algumas horas, fora da atmosfera que eu vivo eu me senti melhor, muito melhor. Foi voltar e ver o quão medíocre ta sendo.

E as velhas novidades são sempre letras. Não vi um sentimento verdadeiro naquilo. Ok, eu vi, na hora, mas não senti absolutamente nada depois. Que droga de sentimento é esse? Alguém sabe descrever?

O que mais me chateia é que sempre que eu chego com algo que me faça bem, sinto pouco caso de todos os lados. Que merda de sentimento é esse? Não faz diferença.

E quando eu me sinto bem de verdade, eu percebo que eu não preciso de nada das aparências que eu vinha mantendo. Que não são absolutamente nada e eu acho que são alguma coisa. Eu preciso abandonar um dos meus lados. Mas não sei como me abandonar. Me sinto presa em nada. Mas tenho medo de me desprender e cair no abismo. Talvez isso seja bom.

Oi? Tchau.

Por esses e outros motivos que eu ‘não gosto de nada’.

O que eu preciso não tá no meu alcance. Preciso de algo físico. Que eu sinta fisicamente o contrario do que eu sinto emocionalmente. Quero algo que não me cobrem de volta.

A vida é uma peça.

Somos todos parte atuante do teatro. Mas nessa peça não existem mocinhos. Só vilões. Somos os atores coadjuvantes, os protagonistas, a técnica, a platéia, os críticos. O problema é que não dá pra fazer tudo. Não dá pra ser o vilão, e criticar ele. Não dá pra odiar o protagonista, reclamar da platéia, vaiar o coadjuvante. Não dá, mas é isso que fazemos todo dia. Odiamos tudo e vamos assistir todo dia a peça teatral ridícula da nossa vida. E é ai que começamos a mostrar porque só existem vilões inescrupulosos, corruptos e hipócritas. Somos tudo isso. E um resquício de bondade, pra que haja superioridade. Ser vilão é tão bom, que sempre tem quem não goste de ser crítico da própria vida, e procura a vida de outro ator, outro teatro. Somos toda a classe de um vilão, e só a prepotência de um mocinho.

congratulations... i hate you!

É.

Sou incrível na arte de magoar, de fazer doer em alguém. E o mais legal é que não dói nenhum pouco em mim. Não faz diferença. Talvez por que eu faça doer em quem não existe laços de afeto, ou porque eu não tenha emoções mesmo. Sinto dois segundos de culpa por ter feito ou digo alguma coisa, depois me vem um sensação de que eu devia mesmo ter feito aquilo, e o meu botãozinho do ‘foda-se’ liga automaticamente. Tira-me a culpa e me trás uma paz. Tudo bem que eu imagino o que, naquele exato momento de êxtase em mim, passa na outra pessoa, o que deve achar de mim, e o que eu poderia ter feito pra ser diferente. Mas são só mais dois segundos, depois vem de novo aquela sensação. A questão é que não me sinto culpada por agredir, por ser desagradável, por ser definitivamente o que eu quero naquele momento. Me sentiria horrível, se talvez se não fizesse questão de falar. Mas também, que mal há?! Ser a vilã das histórias não é tão ruim assim. Porque ao contrario dos contos de fadas, na vida real, não existem mocinhas....

Se tu mente tu é criticada. Não foi verdadeira.

Se tu rodeia, não fala a verdade. Não é direta.

Se tu fala a verdade tu é malvada. Vira uma vilã de ficção.

Bem vindos ao mundo da hipocrisia, vire vilã, mate o mocinho e corte seus pulsos.

love is a losing game

Que necessidade burra a gente te tem de amar, de depender de outra pessoa pra ser feliz e completo. Primeiro tu tem que conseguir ser feliz sozinho - estar feliz sozinho melhor dizendo, pra depois pensar em ser feliz com outra pessoa. Pelo menos pra mim, tu não pode depender tua felicidade de outra pessoa, tu tem que somar a tua na dela e a dela na tua. A maioria das pessoas confundem somar com completar. Se fosse só completar era só tu achar uma pessoa que dependa de outra também pra ser feliz, e mesmo assim ainda faltaria um bocado de felicidade entre os dois, e é sempre ai que acabam os relacionamentos. E essa história de que tu tens que ter vários relacionamentos pra achar a pessoa certa é ridículo, convenhamos. Tu só vai ser feliz com uma pessoa se tu for feliz sozinha, se tu souber separar amor de DEPENDENCIA, de vicio. Pra mim, as pessoas deveriam curtir o que podem da vida, sem se comprometer, criar um relacionamento, depender de outro. Deixar acumular todo amor. Ai, o dia que tu estiver cansada disso e completamente feliz, tu vai encontrar alguém que esbanje felicidade também, liberar esse amor contido e ser duplamente feliz, que é muito melhor do que ser só feliz. A vida pode se tornar menos dolorosa, menos sentimental, menos desgastante. A gente perde tempo demais se preocupando em achar uma pessoa pra ser completo, e esquece de ser de fato feliz.

Let it be.

Burra, eu. Doze minutos. Começou e terminou comigo. Aliás, terminou sem terminar, sem fim, sem uma resposta, só a vontade de que não terminasse... e como se de fato não precisasse de nada disso. E eu que tentei por alguns minutos que fosse diferente. Tentei chamar atenção como pude, mas não foi o suficiente pra ser notada. Logo eu, que naquele caso era o centro das atenções. O centro dos elogios, o centro dele. Meio gozado até, eu ter que me fazer notar. Nunca precisei disso até afastar tudo de mim com meu ego. Ego burro, diga-se de passagem, que na ânsia de se alimentar trocou os pés pelas mãos e ficou vazio, sozinho e com vontade do mais. Pensava eu que ser fria não me traria esses sentimentos, pelo contrario, afastaria. Nesse caso, não só o ego, burra eu também, que perdi doze minutos tentando atrair tudo que eu e meu ego burro afastamos. E o pior é que eu não consigo evitar, e não exitar em fazer de novo. Enquanto isso o fim tá lá, inacabado, aberto, esperando uma resposta. Burra, eu.

Feita de tudo...

... de planos, de sonhos, de miragens, de ilusões, de motivações, de razões, de viver. Feita de açúcar também. Feita de rancor, de auto destruição, de nostalgia, de conformidade e de inconstância. Feita de medos. Medo de altura, de escuro, de ratos, de ficar careca e sem dente, de cair, de não levantar, de não saber, de não querer, do não. Feita de músicas, de melodias, de frases, de expressões, de partiduras, de rock, de indie e até de pop. Feita de cores, de azul, de vermelho, de amarelo, de preto, de cinza, de magenta e até de azul neon ás vezes. Feita de sono, do olheiras, de pesadelos, de lembranças, de memorias, de motivos, de sustos. Feita de membros, de sangue, de órgãos, de mente insana, de licença poética. Feita de figuras, de círculos, de triângulos, de retângulos de vértices, de bases, de geometria. Feita de coisas, de objetos, de amores, de desamores, de invejas, de alegria. Feita de pedaços, de sinais, de tudo, de nada. Feita do que há de bom, do que há de ruim, e principalmente do que faz feliz. Não necessariamente nessa ordem...

Trailler da vida.

Se tem uma coisa que me impressiona de verdade são os sonhos. Eu tenho uma teoria sobre eles, que muita gente discorda, não entende ou acha bobagem. A teoria se baseia em um pouco do espiritismo, em que diz que existe um plano superior onde os desencarnados vivem, e os encarnados convivem junto quando estão dormindo. Tem gente que não acredita, eu acredito. Eu acreditar ou não nisso, independe da minha crença religiosa. Eu simplesmente acredito, acho uma explicação plausível para os sonhos. Já sonhei coisas contínuas, durante uma semana. Faz muito tempo que não tenho pesadelos, e as vezes sonho tanta coisa que mal lembro. Mas essa noite eu tive um sonho, o mesmo, durante a noite inteira. Despertei, dormi e continuei tendo o mesmo sonho. Bem comum até, nada de anormal, nenhum super poder, nenhum indie e nenhuma grande história de aventura. Talvez por isso tenha me impressionado tanto. Pensei nele o dia todo, e mesmo assim, não sei contar ele. Ta dentro da minha cabeça, passando como um trailler de um filme que eu não sei contar. É estranho, ta ali, e eu não consigo descreve-lo. Parecia ter um histórico no sonho, como se fosse continuidade de algo, era confuso. Ora eu estava em um lugar, ora em outro. Ou não, talvez simplesmente eu lembre só de fatos. E esse sonho é mais um motivo pra eu crer neles. Tem coisas que parecem sinais. E quando esses sinais aparecem, é melhor segui-los para saber de onde saem, pra onde vão e porque veem.