Festa Colorida.

Mesmo nao fazendo parte da torcida do co-irmão gaúcho que jogou ontem a noite, fiquei extremamente ENVERGONHADA quando fiquei sabendo do vexame que a torcida pagou. Quando soube através da @SilvanaSM que o @andreolifelipe, do CQC havia apanhado no Beira-Rio achei graça, mas não imaginei que fosse o que eu li no blog dele:
"Se fosse apenas a torcida gritando, sem probelmas, isso é normal, comum em todos os locais. Não havíamos feito nada, nenhuma pergunta ou "piada", estávamos apenas chegando, caminhando até a área de imprensa. Neste caminho um bando se aproximou, afinal esses caras são machos apenas em bando. Começaram a xingar de todos os palavrões, e outros como "corintiano"e pior, paulista. Então quer dizer que tem que bater em quem é de fora ? Viva a porrada! Ou já que eu estou de preto e branco sou corintiano? ( sim, existe gente que pensa isso ). E por isso tem que apanhar, claro. Viva a porrada. E então começamos a se agarrado, chutado, socos, dedo na bunda ( é sério, não é brincadeira, dedada), eu tomei uma gravata e tive que me livrar. Se não fosse um santo segurança do estádio a gente ia apanhar feio. Eu, o cinegrafista e produtor. Por sorte o grandão apareceu. Um ou outro torcedor ainda tentou nos proteger ajudar, vale ressaltar.
Muitos bradavam para não fazer piada que gaúcho é viado, homossexual, gay. Uma preocupação exagerada com o tema. É engraçado que muita gente gosta quando a gente ( a gente porque todo mundo faz ) faz "piada" que corintiano é ladrão, favelado, que são-paulino é boiola, ou tantas outras associações que são feitas há muito tempo, e que são BRINCADEIRAS, ainda mais no futebol, que é para ser um ambiente alegre, de festa. A hipocrisia é a pior coisa. Os mesmos que reclamam e acham ruim certas "piadas" ( sempre entre aspas ), riem de outras que, provavelmente, existem pessoas que não gostam. Humor, como tantas coisas na vida, é gosto."
Eu li alguns comentarios no blog dele dizendo que muito nós gaúchos já fomos avacalhados com xingamentos desse tipo, e que por isso era 'justificavel' tal atitude de alguns gaúchos. Agressão nenhuma é justificavel. A questão não é uma piada ou outra, a questão ainda é que existem idiotas, pela sacos, pra não dizer filhos-da-puta que não vão pra estadio pra torcer pro seu time, levantar ele, pra fazer a festa. Vão pra brigar, pra se ofender, pra tretar bem como seus JOGADORES fazem em campo, dando um lindo exemplo- e isso não é exclusividade do D'Alessando e cia. Muitos jogadores do Tricolor perdem a cabeça também. Se tu chegas com uma blusa azul no campo de treinamento do Inter, nego de olha torto, e se tu vai de camisa vermelha no olimpico, o mesmo acontece. Aqui a coisa é muito mais competitiva, e arriscaria dizer que é muito diferente do resto do país (arriscaria, por que não sei com fatos vistos, apenas com fatos lidos). OBVIAMENTE existem MUITOS TORCEDORES QUE VÃO PRA LEVANTAR SEU TIME E AJUDA-LO. Isso é Fato. Mas me envergonho de ler o que ele escreveu ai, e de saber que tem gente estúpida à esse ponto. Mas é preciso dizer que essa é uma pequena parcela ridicula e escrota da torcina GRE-NAL que acha que pra torcer tem que trocar socos e ofenças, ser mediocre. E depois, ser hipocrita ao ponto de o mesmo cara que faz isso levantar a bandeira da paz nos estádios. Os bons sempre pagam pelos maus. Eu espero muito que a festa de hoje á noite- com ou sem classificação (mas sempre acreditando nela), seja MUITO MAIS BONITA E RESPEITOSA do que foi no BEIRA-RIO, baseado no relado do Andreoli. Só existe uma expressão pra resumir isso tudo: LA-MEN-TÁ-VEL.

"(...) Pela primeira vez tive um insight do que é ser fã.

Sério! Nós que trabalhamos com arte, seja ela em qualquer forma, estamos acostumados a estar na outra ponta da corda e muitas vezes não entendemos o que move todas aquelas pessoas. Eu, pelo menos, sempre tive problemas para receber aplausos e entender o que faz todas aquelas adolescentes me tratarem do jeito que me tratam, afinal eu só estou fazendo meu trabalho!! Mas estes dias vi que é uma identificação que vai além da vontade do artista. É algo intrínseco, como se o que aquela pessoa fizesse, cantasse ou escrevesse fosse exatamente o que eu queria fazer ou ser. É admiração pura. E muitas vezes está em lugares que o próprio artista não imaginava que iria atingir as pessoas. É algo mágico e bonito.


Fora a qualidade musical indiscutível, todo o mistério que o acompanhava era fundamental para ocupar o lugar que o mundo lhe reservou: o maior artista que já pisou na terra. (...)


(...)É insuportável ter que aturar pessoas tão gabaritadas no assunto como Datena, Nelson Rubens e Sonia Abrão entre outros nos presentearem com suas opiniões ta embasadas. Me poupem! Ver o Datena dizer que ele é um péssimo exemplo pra sociedade mostra o quanto ele não conhece o assunto que estava cobrindo. Por acaso ele não sabe que foi ele que criou e escreveu a música do projeto We Are The World? Ele não sabe que o cara já destinou, comprovadamente, mais de 300 milhões de dólares para caridade? Vou até escrever o numero pra dar uma idéia melhor: US$ 300.000.000.00 (!!!!). Se deixar levar pela opinião pública é algo que nunca vi acontecer com o Datena antes e isto mostra a pré-disposição das pessoas a rejeitarem o cara pela sua aparência. E será que ninguém consegue avaliar por um momento o que causou aquilo?! O sofrimento que deve estar por trás desta transformação tão absurda. (...)"


FO-DA. Concordo em tudo que o papito falou. E diria mais: the last legend.


O resto ta aqui no Blog do Marcos Mion

Three.

Tu não achas o três um número ruim? Nunca me trouxe sorte, nem no jogo, nem no amor. Eu não sei escolher entre três coisas. Não sei, ainda mais quando se trata de três amores. Tudo bem, há quem diga que isso não existe, que ninguém consegue amar, gostar ou se apaixonar por duas pessoas ao mesmo tempo, que dirá três. Esse número me persegue ferrenhamente, insistentemente, mortalmente. (três adverbios) Mas tudo se completa. Talvez se, um dia eu conseguisse achar em uma pessoa só o que os três têm, eu fiaria com uma só... ou não. Não imagino alguém que seja como eles, nem me imagino com alguém que não sejam os três. Minha vida sentimental é cheia de fantasmas. E toda vez que eu começo um novo relacionamento, os velhos fantasmas me atraem como nunca atraíram. E foi o que aconteceu. É o que acontece. Eu não tenho três amores, eu tenho um relacionamento e dois fantasmas. E talvez, se eu encontrar alguém interessante que me queira, sejam três fantasmas. Fato é que eu não sei me desvencilhar deles, de nenhum dos três. Química, sentimento e brincadeira. Os três não me deixam, não me largam, até por que não os deixo longe de mim. Alimento cada um deles, porque isso alimenta meu ego. Talvez esse seja o quarto e o maior de todos: o Ego.

Ela

Quanto mais ela sonha, mais desapegada da realidade ela fica. Há quem diga que isso é ruim, mas há quem acredite nos propósitos dela.
Não ter marido aos 35 anos não era nada assustador, embora as amigas – todas casadas, afirmassem categoricamente que sim. E não por falta de oportunidades, de homens, de romances. Era por escolha mesmo. Não se deixava amar. Gostava mesmo de fazer eles se apaixonarem, correr atrás, lhes fazer rastejar em busca do amor dela. E ela continuava inabalável. Parecia até que ela não se comovia com o sentimento dos rapazes. E ás vezes era isso que acontecia...
Vários passaram por isso. Sexo á noite, bilhete com um recadinho pela manhã e quando ela dava azar, eles nunca ligavam. Mas isso raramente acontecia. E se divertia tanto com tantas declarações, tantos amores repentinos, tantas paixões que ela não sentia a menor necessidade de alguém pra lhe regrar, alguém com quem ela acordasse todo dia, lhe fizesse servir café, e lhe desse uma criança de brinde. Não se imaginava cuidando de uma criança! Não se imaginava toda noite com o mesmo homem, e o pior: acordar todo dia com ele.
Talvez por inveja, talvez por zelo, a sua melhor amiga avisava: Tu ainda vai te apaixonar ferrenhamente. Mas ela não dava bola. Sabia que esse dia ia chegar, sabia que esse dia ia voltar. O fato é que ela queria aproveitar tudo que ela ainda não havia experimentado, queria ter tudo que não tinha ainda. Mesmo que isso lhe custasse à felicidade de uma vida a dois. Expressão a qual, ela não entendia, nem nunca fez esforço para entender. A única preocupação era não se deixar amar. E isso ela tirava de letra.

A dúvida.

É, ou eu rasgo a tua foto ou atiro no que pra mim ainda vem pela frente.
É, ou eu rasgo a tua foto ou retiro a carta que sustenta todo o castelo. Se eu não quero mais viver no presente, melhor então me desfazer do passado.
É, ou eu rasgo a tua foto e me viro ou eu não rasgo a tua foto e me mato.
Capaz.. Incapaz...
É ou eu rasgo a tua foto ou eu viro um prisioneiro do primeiro fracasso.
É ou eu rasgo a tua foto ou eu piro eu quebro toda a decoração da cela. Se eu não posso mais viver nos teus braços, melhor então cortar o que me segura.
Ou eu rasgo a tua foto e eu sigo ou eu não rasgo e sedo aos gritos de "Pula!"
Capaz... Incapaz...
Ou eu rasgo a tua foto e eu vivo ou mesmo esqueço dessa foto e te mato.
Capaz... Incapaz... http://twitter.com/graziburns

Não tenho apelidinhos legais e nem sorte.

Meu humor é negro e super sem graça - só eu entendo, e eu consigo rir dele. Ainda não sei se quero Publicidade ou Jornalismo, mas eu sei que quero dinheiro, logo estou escolhendo as profissões erradas. Acho tudo muito caro e odeio sopa. Meu inglês é terrivel por que minhas professoras nunca souberam mais do que o verbo To be. Eu acho que escrevo e alguém lê, mas afinal.. a troco de que alguém leria o que eu escrevo? Odeio rosa e acho as groupies muito legais. tenho cara de debochada, e de fato sou. falo igual bicha e odeio quem escreve errado. Eu digito errado - o que não quer dizer que eu não saiba escrever, é que meus dedos são nervosos. Ás vezes (ás vezes?) eu escrevo coisas sem nexo algum e posto, ai eu leio umas trinta vezes, depois de dois dias não sei por que escrevi aquilo. Se eu fosse outra pessoa me acharia chata e desagradavel, inescrupulasa e de gosto duvidoso. Mas isso tudo nunca ninguém vai entender. Das duas uma: Ou sou um genio ou uma retardada. Fico com a primeira opção pra não me sentir ridicula. bgs

Sobre sentimentos.

Não gosto da forma como a gente julga os sentimentos ditos ruins nas outras pessoas. Às vezes os sentimentos tem uma conotação ruim, mas acabam sendo executados de outra forma, necessários às vezes, e os jure nem sabe por que. Não falo de negativismo, egocentrismo, individualismo. Falo de egoísmo, interesse, prepotência, arrogância. Falo a gente, por que eu escrevendo e tu provavelmente lendo julga que esses sentimentos que eu citei são ruins. E pessoas que usam eles são pessoas más. Na verdade eu sempre acreditei que fosse até descobrir que eu preciso delas.
Eu acredito que essa separação entre sentimentos bons e ruins começa na quando a gente define os traços da personalidade. Sei lá, é como se quando a gente começasse a deformar (ou formar, como queira) a nossa personalidade, ganhássemos uma caixinha cheia de sentimentos estranhos misturados e uma tabela, e tivéssemos que separar sem saber do que se trata nem o que é, entre bons (aqueles que só as pessoas boas devem ter, como os heróis, os mocinhos e todo resto que vai pro céu) e ruins (que só as pessoas más sentem – vilões, usurpadores e aproveitadores). Como a gente não faz idéia do que aquelas palavras representam e o medo de errar já acompanha a gente, seguimos um modelo pré-estabelecido, a tabelinha vulgarmente conhecida como hipocrisia.
Pois bem, eu sempre deixei claro que eu mudo de idéia fácil, não tenho compromisso com erro, e até hoje essa minha “caixinha” tem todos os sentimentos misturados e a tampa aberta... vez ou outra eu tiro uma delas pra fora, uso muito e classifico.
Quando me acontece algo que aquela tabelinha julga “ruim” ou “errado”, eu separo esses sentimentos como me convêm, classifico como bom.
A verdade é que a gente vive uma vidinha medíocre de aparências, certezas e acertos e na pior das hipóteses aceitação e conformismo. Te conformas com o que tu tens e tenta deixar sempre a palavra felicidade em cima do resto todo, pra MOSTRAR que tu és feliz. E quando aparece alguém sem saco pra equilibrar a realização lá em cima, e corre atrás da felicidade, mesmo que por meios nada convencionais e sem a tabelinha pra mostrar o que é bom e ruim todo mundo julgas os sentimentos e intenções ruins, tu te tornas uma pessoa má. Mas isso é tão errado quanto os meios tortos que a gente arruma pra correr atrás.
A verdade é que as pessoas gostam de separar tudo na vida pelo convencional e não-convencional, por pura preguiça de vasculhar a caixinha de sentimentos, provar cada um e concluir o que é bom ou ruim. O nível de bondade ou maldade dos teus sentimentos na no teu grau de hipocrisia, mas isso só tu sabe.

Eu, Tu, Ele. Ele....

E ele não queria ser de uma só, queria tudo, queria mais. Insaciável e coração congelado define ele. Depois de sofrer, resolveu fazer quem sempre o quis sofrer. Rebeldia e vingança. A doce sensação que faz a pele sentir um arrepio.
Eu sempre quis mais do que ser só a segunda opção. Mas confesso que me divertia muito mais assim. Me sentia muito mais bem quista sendo a segunda... Ele tinha aquela lá só pelas aparências, comigo era carnal, era tesão. Não existiam cobranças, nem culpa por nada. Mas mesmo assim, às vezes eu sentia vontade de ser ela. Aquela que ele dormia abraçado, que ele ligava pra saber como tava, aquela pra quem ele mandava flores do dia dos namorados. Não que ele não me mandasse flores, não me ligasse nem dormisse comigo de conchinha, fazia, mas sempre preocupado em que horas tinha que voltar.
Ás vezes eu me sentia melhor que ela, maior, mais poderosa. Afinal, ele trocava momentos de carinho com ela, por caricias comigo. Mas também sentia inveja, por que por mais que fossem só aparências, era ela quem ele apresentava pros amigos, pra família. E era com ela que ele estava naquela foto.
Me senti traída, quanta contrariedade, não?

twiste azul-neon

Há quem leve a vida muito à serio. Que saboreia demais a amargura, sabendo que não precisa; pelo prazer de estar fazendo-o. Há quem diga que a vida é difícil, é sofrida. Certamente quem diz, não sabe o que é dor e sofrimento. Há quem diga que nada vale a pena, que tudo está errado. Pra mim é uma questão de ponto de vista. Há quem nos ache reles humanos, e há quem se ache um bailarino, um grande dançarino gozador, palhaço da vida. Que ao invés de procurar o amargo pra saborear, quer o doce, o leve. Que ao invés de sempre reclamar do que é ruim, olha o lado azul néon da vida. Há quem queira ser humano, e há quem queira ser dançarino. Depende de ti, escolher uma valsa densa e longa, ou um twiste. Sou uma dançarina gozadora desse imenso twiste que é a vida.

Ainda existe o politicamente correto,

o escrúpulo, e medo em mim, preciso arrancar, vomitar isso que ainda resta, tirar de mim.
É como se fosse uma bulimia: cada vez que essa coisas vêem a tona, eu vomito elas. Assim me livro mais fácil.
Não quero que pessoas boas sejam minhas amigas, geralmente são chatos. Não me importo com o que são, desde que sejam RUINS, no melhor sentido da palavra; não quero ninguém que esteja na prateleira de amigos ultra legais, quero os doentes, os ruins de verdade. Aqueles que usam, abusam, dizem a verdade e se preciso for, cospem em ti, se julgarem divertido. Nunca procurei pessoas por afinidades, por beleza, ou seja lá o que faz a gente sentir apreço por alguém e cria um laço. Sempre deixei surgir. Talvez por isso estivesse sempre no corredor errado, na mão. Nunca tive alguém que pudesse (conseguisse) falar absolutamente tudo que eu penso – ou melhor, o que sinto. Eu tenho um bloqueio exatamente por saber que a qualquer hora o ‘ouvinte’ pode virar o locutor, o narrador e sair por aí, narrando o conto de fadas invertido que é a minha vida , turbulência que são meus sentimentos, e a contrariedade das coisas que eu digo. Eu sei que qualquer momento isso pode acontecer. Por isso eu prefiro os ruins. Eu tenho certeza que isso vai acontecer, só preciso ficar na espreita, aguardando. E também, pessoas legais demais me irritam. Felizes demais me incomodam. Certas de mais me dão nojo. Eu vou pro depósito, na caixa dos amigos quebrados, doentes, politicamente incorretos, escrotos. Eu sempre estive no corredor errado.. então.. follow-me ill.
Eu deveria vomitar todos vocês.
Pode valer a pena, e pode ser um erro. Depende do teu ponto de vista.

Eu realmente queria entender o por que.

Não existem laços, não existem elos, não existe NADA que por um instante una a nós. E mesmo assim eu insisto em pensar, em sentir, em evitar. Na verdade não existe nem o que evitar, por que não existe algo a ser evitado. Não dá pra entender. Não consigo identificar o motivo pelo qual eu desejo isso, desejo ele. Não existe atração sentimental, física ou seja lá o que eu acho que deva existir. Então por que diabos eu insisto em sentir? Talvez isso nem seja algo sentimental, e sim psicológico. Eu penso que quero, eu penso que desejo, eu penso que sinto; ai então eu penso que exista. Eu realmente queria saber por que eu penso, e ainda insisto em escrever.
Yes I fell a bad love. ;)
MENTE INSANA.

Coisas....

..de pobre.
#coisasdepobre01: saber quantos pedaços de pizza cada pessoa comeu. Por que se tu comeu três, eu tenho que comer três e meio.
#coisasdepobre02: chegar no horário do almoço pra 'tomar chimarrão'. Mas sem a intenção de almoçar, é que a fome saudade bateu.
#coisasdepobreo3: guardar etiquetas de roupas. Por que algum dia na tua vida tu vai usar elas. Só precisa descobrir pra que.
#coisasdepobreo4: bigode. Deixa o bigode pra economizar gilete.
#coisasdepobre05: anotar telefone e/ou recados em papel de pão. A fadiga impede de pegar um papel descente.
#coisasdepobre06: pedir sabão liquido emprestado. Afinal, o mercado nem sempre é perto.
#coisasdepobre07: Ir pra balada que começa as 23hrs, às 15 hrs pra garantir lugar bom. Não dá pra ver o show do Bruno e Marrone lá de trás.
#coisadepobre08: fazer coleções de coisas escrotas tipo... etiqueta de roupas. Essa é a única explicação pra alguém guardá-las.
#coisasdepobre09: jaqueta jens velha. Jaqueta surrada é uma coisa, velha é outra...
#coisasdepobre09: fazer listinhas sobre coisas de pobre, a fim de tentar fingir que não faz nada disso.

“é fácil pra que ta de fora do jogo”

É sempre mais fácil. Tu não vai correr, não vai chutar, não te contundir, não vai perder, não vai brigar. Tu não te desgastas vendo tudo pela tv. E eu acredito que na vida, as coisas sejam exatamente assim. É muito mais fácil tu opinar – de graça- a vida de alguém se tu não passa e sente a vida daquela pessoa. Nessa questão, os sentidos te deixam burra.

é, legal é a tua vida

- oi, caramba.. fazia tempo que não nos víamos ?

- é verdade... muito tempo.

- e ai, me conta as novidades? O que mudou?

- nada...

- nada?

- nada...

- pô, que chato... Mas e a vida?

- vivendo boemiamente, morando na casa dos pais, e procurando um rumo pro resto da vida, trocando o dia pela noite, todo dia de ideia, de pensamento, de vontade. Oscilando a felicidade... e a tua?

- to em um emprego estável, namorando. praticando esportes, me alimentando bem, praticamente o mesmo de sempre e feliz sempre..

- pô que chata...

- Chata?!

- é, chata...

- por que?

- sei lá. Estabilidade, normalidade, felicidade. Isso me parece tão...comum.. Não queria ter uma vida tão certinha, regrada, tão igual.. 'sempre'. Que chata tua vida...

- "..."

Efeito Pipoqueira

Quando eu tava caminhando hoje por ai, passei na frente da minha escola antiga, pela qual passei bons e incríveis anos. Bem naquela fase que a gente acha que sabe de tudo, que cria inimizades por qualquer bobagem, que não pode sair a noite. Me deu uma nostalgia, uma saudade, e um tantinho de vergonha das coisas inacreditáveis que eu passei lá, saudade das pessoas que hoje eu não tenho mais contato, por distancia, casualidade ou propositadamente. Passando pelas quadras que tem lá, lembrei do dia do ultimo torneio que participei lá, os “Jogos da Primavera”: Eu fiz um gol incrível, e chutei a bola na cabeça do amigo do Fulano, que aliás, estava lá naquele dia também. “Não sei” o que ele foi fazer lá, mas me senti muito. Fui pro banheiro fofocar com as gurias e contar que eu não sabia o que ele tava fazendo lá. Na hora que eu marquei o gol ele me olhou de uma forma e sorriu. Gelei dos pés á cabeça. Nessa época eu tinha sentimentos frescos. Depois, na hora da entrega do troféu ele fazia que não me via. Lembrei também das mil aulas de Educação Física que eu sempre odiei. Do dia que a Ester correu atrás de um cavalo que tava lá e ficou pro resto do ano com o apelido de esterco. Do tombo que eu cai e milagrosamente ninguém viu. Da gente ensaiando na areia uma comemoração pros gols que a gente marcaria. De eu entrar pro Grêmio da escola e dos preparativos pra uma festa que nunca aconteceu. Da professora Cláudia que fez a gente pagar o king-kong fazendo coreografias com as formas geométricas... a músiquinha era engraçada. Ahh a aula de biscoito.. hahah foi muito engraçado, porque a gente só comia e não fazia nada. Lembrei que eu sempre tomei as dores dos nerds, apresar de sempre ser da chamada ‘turma do fundão.’ E que minha visão política de não ter uma visão política veio daquele tempo. E isso tudo ficou viajando da minha cabeça durante o trajeto todo. As lembranças surgiram num efeito pipoqueira: ficavam pulando de um lado para o outro, até eu desligar a mente dessa nostalgia toda.

Eu gosto...

Tenho uma estranha aversão às coisas que eu gosto. Gosto de muitas coisas, mas não sei distingui-las. Pra mim é muito mais fácil dizer tudo que eu não gosto. Não gosto de bombom, não gosto de festa com deejay, não gosto de berinjela, não de gente chata, não gosto de pasta de dente colorida, não gosto de rosa, não gosto de ouvir musica baixa, não gosto de olhar tv no domingo. Não gosto de dormir sem musica, não gosto de programas com loiras, não gosto do verão, não gosto de rotulação, não gosto de pessoas carinhosas demais, não gosto que me elogiem. Não gosto de cenoura, nem de salada se não tiver feijão. Não gosto de hipocrisia, não gosto de gente burra, não gosto de esperar, não gosto de ir ao médico e não gosto da recepcionista da clinica que eu vou. Não gosto de sair todo final de semana, não gosto que digam que eu fico tempo demais no pc e não gosto de comer fora de casa. Não gosto de gente que se acha, não gosto de usar o que a maioria usa, não gosto de chicle, não gosto de refri de uva nem se suco de manga. Não gosto de maçã, não gosto de historinhas românticas de amor. Não gosto muito dos anos 80, acho tudo muito feio, tirando as bandas. Não suporto cheiro de cigarro, de filosofos do msn, de enquetes, do orkut, d egente solidária demais e que me façam muitas perguntas. Não gosto que me façam a pergunta 'do que tu gosta então?!' e odeio que digam que eu odeio tudo.

Pedra, flor e espinho.

Eu ando um turbilhão de sentimentos. Só testando pra ver até quando eu agüento o furacão que eles formam embaixo da minha pele, dentro de mim. É um pouco de tudo, muito de nada e tudo junto ao mesmo tempo girando dentro de mim.

  • ok, odeio prepotência, seja ela qual for. Numa pessoa que gosto ou numa que odeio, não faz diferença. Que mania que as pessoas tem de achar que sempre sabem mais! Aliás, que coisa chata saber de tudo. Que chato ter sempre a razão, saber sempre o próximo passo. Não gosto de pessoas tão cheias de certezas assim.

To de saco cheio do que eu achava mais legal. E eu vejo é tudo aparentemente o que eu não gosto. O que me mata é eu saber que eu gosto de uma coisa que é justamente o que eu não gosto.

Por algumas horas, fora da atmosfera que eu vivo eu me senti melhor, muito melhor. Foi voltar e ver o quão medíocre ta sendo.

E as velhas novidades são sempre letras. Não vi um sentimento verdadeiro naquilo. Ok, eu vi, na hora, mas não senti absolutamente nada depois. Que droga de sentimento é esse? Alguém sabe descrever?

O que mais me chateia é que sempre que eu chego com algo que me faça bem, sinto pouco caso de todos os lados. Que merda de sentimento é esse? Não faz diferença.

E quando eu me sinto bem de verdade, eu percebo que eu não preciso de nada das aparências que eu vinha mantendo. Que não são absolutamente nada e eu acho que são alguma coisa. Eu preciso abandonar um dos meus lados. Mas não sei como me abandonar. Me sinto presa em nada. Mas tenho medo de me desprender e cair no abismo. Talvez isso seja bom.

Oi? Tchau.

Por esses e outros motivos que eu ‘não gosto de nada’.

O que eu preciso não tá no meu alcance. Preciso de algo físico. Que eu sinta fisicamente o contrario do que eu sinto emocionalmente. Quero algo que não me cobrem de volta.

A vida é uma peça.

Somos todos parte atuante do teatro. Mas nessa peça não existem mocinhos. Só vilões. Somos os atores coadjuvantes, os protagonistas, a técnica, a platéia, os críticos. O problema é que não dá pra fazer tudo. Não dá pra ser o vilão, e criticar ele. Não dá pra odiar o protagonista, reclamar da platéia, vaiar o coadjuvante. Não dá, mas é isso que fazemos todo dia. Odiamos tudo e vamos assistir todo dia a peça teatral ridícula da nossa vida. E é ai que começamos a mostrar porque só existem vilões inescrupulosos, corruptos e hipócritas. Somos tudo isso. E um resquício de bondade, pra que haja superioridade. Ser vilão é tão bom, que sempre tem quem não goste de ser crítico da própria vida, e procura a vida de outro ator, outro teatro. Somos toda a classe de um vilão, e só a prepotência de um mocinho.