Vera Loca - Aoa Meus Amigos

VERA LOCA AO VIVO - "AOS MEUS AMIGOS" from Bloco Imagens on Vimeo.

quem inventou a razão, a emoção desconhece / criamos a falsa impressão que só o corpo que cresce

escrevedorismo

Descobri, por obra do acaso, porque eu gosto tando de escrever, mesmo que faça isso incrivelmente mal: eu sou péssima com palavras faladas – Muito pior do que com palavras escritas. Não sei me organizar com elas, elas saem soltas por aí, e depois eu não consigo concertar o que eu disse. No papel eu me organizo, eu raciocino pra escrever algo, eu relaciono os fatos, eu penso de novo, e de novo, e de novo. Penso tantas vezes até doer. Muitas destas vezes não sai nada. Aliás, eu escrevo muito, não só o que eu coloco aqui. Qualquer papel eu rabisco alguma coisa, as vezes minha cabeça parece que não para de reproduzir umas coisas, e misturar com a minha vida, que eu me perco, e preciso transcrever essas coisas pra conseguir separar o real do imaginário. Eu posto aqui o que eu acho menos ruim.- Pausa pra você imaginar o que deve ser ruim de verdade. Deu. - Sou atrapalhada com as palavras num grau, que as vezes eu sou até um pouco grossa. Hoje mesmo eu fui extremamente grossa, porque eu fui falar algo que eu pensava sobre uma atitude da pessoa em questão e fui rude. Mas eu só falei o que me passou na cabeça, porque não tive tempo de editar as palavras, compactá-las, trocar as grossas por algumas mais suaves e principalmente não deu tempo de disfarçar a apatia e substituir por sarcasmo. Se eu tivesse escrito teria feito isso. Se eu tivesse escrito, teria sido menos... eu. Talvez seja isso que me salva da loucura e da solidão. Palavras escritas e cantadas. Eu poderia, ao menos, ter vindo com o dom de fabrica, né?!

Eu ja fui muito,

muito, muito mais "crua". Dessas que se preocupa realmente em ser correta com as pessoas, de falar sempre a verdade e não deixar duvidas no ar; ser transparente de uma forma bem diferente da que eu sou hoje... Ainda faço questão de ser correta, mas agora comigo. Não me preocupo mais tanto assim em deixar duvidas e em ser verdadeira, me preocupo mais em me sentir bem, em me sentir viva. Hoje eu sou o que me é conveniente ser, e eu sou um pouco melhor por ser minha verdade. Pensando bem... tudo continua basicamente a mesma coisa, só que numa versão melhorada e um pouco mais adulta. Hoje eu sei me beneficiar sozinha, sem ser dependente de alguém pra dividir isso. O que me faz afastar o mundo que eu vivia e, consequentemente, quem não me acompanhar. Ser de verdade é diferente de se achar a verdade. Enquanto tem gente que grita pro mundo que é de verdade e é melhor por isso, eu me tornei a minha verdade, e prefiro que ninguém veja isso. Eu acabo pagando um preço bem caro por isso. Mas é um preço justo.

Concordo com quem diz

Concordo com quem diz que talvez eu possa me arrepender das minhas escolhas. Essa possibilidade existe pra tudo na vida, e eu posso me arrepender de tudo que eu fiz um dia. De TUDO, em caps lock e negrito, pra enfatizar. E talvez eu possa não me arrepender de coisa nenhuma que eu fiz. Tudo são possibilidades, e eu preciso tê-las. Eu preciso saber que eu tenho o sim e o não pra escolher, o certo e o errado. Conseguir enxergar que eu tenho escolhas, que eu tenho alternativas, mesmo sabendo que não sei lidar bem com opções. Eu não posso me privar de escolher, porque eu talvez não saiba fazer as escolhas certas. Preciso ter alternativas, e experimentar todas elas – me arrepender depois das que foram ruins, mas saber que foram ruins porque eu as testei. Isso me torna, em certos momentos, uma pessoa extremamente contraditória, porque ter opções pode te confundir, encher os olhos e cegar ao mesmo tempo; acreditar muito em algo e desacreditar completamente em outra coisa e depois tudo mudar de posição. Variáveis da vida. E se eu me privasse disso, estaria ME anulando completamente. Eu não quero ser uma pessoa só. Eu não quero ter uma escolha só. Não quero um OU outro. Quero os dois, quero tudo. Quero ser o que eu quiser, quantas quiser e da maneira que quiser. Quero ser eu, mesmo que isso continue custando o preço que eu pago. Ou talvez não tenha preço ser de verdade.

E esta sou eu, tentando descobrir.

Eu quero dizer
Agora o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

"Eu devo reconhecer que ninguém me conhece.

Não realmente. Os que mais sabem não sabem da metade. Não deixo todos os segredos escaparem de mim, não mesmo. Uma delicadeza com os outros, eu diria, pois não quero assustar as pessoas com meu passado. Em especial aquelas que continuaram gostando de mim após o pouco que souberam. Mesmo porque aquela, que fez aquilo, não está mais aqui. Eu sou literalmente outra." Fernanda Young

Talvez essa seja a minha sorte,

ou meu destino. Ser exaustivamente eu. Ter os mesmos erros, os mesmos acertos. Errar mais do que acertar e não pode mudar uma virgula só do destino. Talvez eu pense mais do que faça, muito mais.

Talvez minha sorte mesmo seja ser incompreensívelmente eu, e viver paralelamente a vida. Se eu me entendesse, explicaria isso a vocês.

Sabe,

ser o mínimo possível perspicaz é o que eu espero das pessoas. Saber usar as coisas que as outras pessoas possam oferecr convenientemente e de maneira inteligente. Juro, é só (na maioria das vezes) o que eu espero das pessoas com as quais eu convivo. Venho tendo êxito na maior parte do tempo neste ponto. Não tenho muita coisa a oferecer às pessoas, a não ser eu mesma, mas seria uma tremenda mentira dizer que todas as pessoas que estão a minha volta gostam tanto de mim, ao ponto de serem fieis a uma amizade, ou porque simplesmente me acham super legal. Eu nem legal sou. Em algum momento eu terei (ou já tive) alguma utilidade. E sim, eu acho isso extremamente normal. O que me choca, diante isso, são pessoas que usam isso de forma BURRA. Porque, apesar de achar perfeitamente normal ter "conveniencias" ao invés de amizades, eu ainda assim espero sutileza nisso. Tenho amigos, obviamente, e tenho pessoas com as quais me relaciono porque me é conveniente. E eu não acho isso errado porque eu faço da maneira que eu acho correta. Não abuso (ou destruo) sentimentos alheios, apesar de inumeras vezes querer fazê-lo, tem pessoas que merecem. Sabe o artifício certo na mão da pessoa errada? vejo isso o tempo todo.
"Pessoas de plástico não morrem, mas também não vivem."

Die Lüge


demais... DEMAIS.

Fresno


Composição: Lucas Silveira / Rodrigo Tavares

Deixei dinheiro pra me visitar
Te dei meu sangue pra você pintar a parede da sala de estar (mas não tem volta)

Te dei meu tempo pra você usar da forma que você bem entender
Mas eu nunca disse meu amor, que era de graça

Tem algo que eu sempre precisei
Secretamente eu requisitei
E até quando eu comecei a gritar (você não me ouviu)

E eu me contento com o que sobrou, eu como o pão que o diabo amassou
Mas eu não divido com você nem um segundo do que me resta a viver

Ninguém mais pode me ouvir, ninguém mais pode me parar
Chegou a hora de gritar (wooooah)
Tudo o que eu tinha se acabou e foi você quem me tomou
Que cara você vai fazer quando a sua casa desabar

Um dia desses acordei, não conseguia respirar
Enquanto não cuspisse tudo o que eu tinha pra falar
Na sua frente, na sua cara, tudo o que eu sei que você é
O que você esconde atrás desse sorriso torto de quem não sabe como é

Olhar pra frente e ver que não dá pra onde ir e saber que o seu lugar é muito longe daqui
Meu mundo é muito maior, seu mundo é uma mentira que você mesmo inventou

Ninguém mais pode me ouvir, ninguém mais pode me parar
Chegou a hora de gritar (wooooah)
Tudo o que eu tinha se acabou e foi você quem me tomou
Que cara você vai fazer quando a sua casa desabar

Mas olha só pra você ficou horrível sem mim
Achou que ia arrasar mais de mil caras afim
Mas qualquer um pode ver que você é de mentira (que só eu mesmo acreditei)

Ninguém mais pode me ouvir, ninguém mais pode me parar
Chegou a hora de gritar (wooooah)
Tudo o que eu tinha se acabou e foi você quem me tomou
Que cara você vai fazer quando a sua casa desabar

how to deal.

Já assistiu o filme “Meu Novo Amor”? É uma comédia-drama-romântica de uma menina que não acredita muito no amor e em relacionamentos. Todos as referencias que ela tinha eram desastrosas. Os pais dela se separam e o pai vai viver com uma mulher mais nova que ela detesta, a mãe fica solitária e sentindo a falta dele, a irmã vai se casar e não para de discutir um instante com seu noivo e a melhor amiga estava apaixonada, mas o cara tem uma morte súbita em um jogo de futebol. Ou seja, ela realmente tinha motivos pra estar desacreditada no amor. Só que aí, um amigo em comum do ex-namorado da sua melhor amiga (que morreu) começa a se aproximar e se tornam bons amigos, e a coisa fica colorida, só que ela fica com medo de se jogar nisso, porque sabe que caso se entregue, ele pode machucá-la. Eu me vi nessa história, porque concordava com as coisas que ela dizia sobre relacionamentos e amor. E eu pensei bem e... eu nunca tive um relacionamento pra saber que isso é um desastre, mas tive bons (ou maus?) exemplos de como não ser feliz em um relacionamento e de como é ridículo o que algumas pessoas se tornam. Como eu já disse muitas vezes aqui, sou uma ótima ouvinte e, talvez, de tanto ouvir as decepções alheias e viver aquilo sem sentir, eu tenha me privado de sentir, e por isso não me permitido entregar a qualquer uma das inúmeras paixões que eu tive e lutei bizarramente contra, ou os (quase) relacionamentos que eu consegui destruir antes mesmo de começar. Taí uma boa explicação. Obvio que isso é só mais uma teoria. Talvez a mais sensata seja de que eu ainda não conheci alguém que eu ache que valha a pena.

Mas o filme é bem legal.

Móveis Coloniais de Acaju - Indiferença

Imaginei todas as situações possíveis

que eu pudesse encontrá-lo fora do nosso lugar comum. Todas. Me perturbava a ideia de encontrá-lo e não saber o que dizer, como agir... não estar preparada. Ensaiava as noites em frente ao espero, e no escuro, o que dizer quando encontrasse-o, a cara de surpresa, o momento de sair sorrateiramente deixando-o me procurar um pouco; encontrá-lo despretensiosamente de novo e comentar sobre qualquer coisa, enquanto me sacolejava dançante, e as luzes piscavam. Planejei tudo, tudo mesmo. A bebida, a musica que estaria tocando, fingir não ouvir o que ele dissesse pra poder chegar mais perto, sorrir e não gargalhar. Ensaiei inúmeras vezes, decorei cada palavra minha, cada reação e cada suspiro. Treinei até controlar esses suspiros - eles me denunciariam de cara. Planejei tanto, que achei que o momento nunca ia chegar, mas se chegasse estaria completamente preparada para as situações que eu criaria.. No fundo eu não acreditava muito na probabilidade daquilo acontecer, da forma como eu queria, como eu imaginava, mas eu desejava sem parar. Até as reações dele eu tinha planejadas. Quando eu menos esperei, aquela eu encontrei-o. Vi tudo isso ir por água a baixo quando finalmente aconteceu. Não sabia o que falar, não sabia como agir, não sabia nada! Me senti com a cara petrificada em forma de besta, sorrindo bestamente e falando besteira sem parar! Um desastre sem tamanho. Eu definitivamente estava preparada pra tudo que eu imaginei, só não me preparei pra quando acontecesse. Não me preparei para o que o destino me guardava. Talvez tenha sido um aviso: eu não tenho nada sob controle.

To precisando dar minha cara a tapa;

precisando me jogar e me desprender das coisas que me deixam paralisada, estatica, tendo alucinações de que me movimento. Me descobrir, me libertar, me fazer acreditar de novo em mim. Me acostumei aceitar que eu não posso querer que tudo saia conforme meus cálculos malucos, e aceitar o que vem - seja bom ou ruim. Acabei me tornando otimista demais. Convenço-me, a qualquer custo e de qualquer ótica, de que tudo tem um lado bom e, consequentemente aceito tudo o que vem. Eu quero me rebelar de novo, me livrar, mudar. Não aceitar mais o que eu consegui, mas exigir o que me convém, como eu sempre fui e acabei me perdendo... Aliás, onde é que eu fui parar, mesmo?

O encaixe.

Sabe aquela história da pessoa ser o teu número? Eu fico impressionada que tenha gente que consiga achar exatamente o seu número, sem uma casinha decimal se quer a mais, nem a menos. Literalmente o encaixe perfeito. Claro que, observando um pouco melhor, tu vê que pra conseguir encaixar arranhou um pouco e até rachou em algumas extremidades, mas o centro ficou intacto e esta tudo perfeitamente interligado. Só que tem gente (e eu me refiro a maioria esmagadora) que não tem seu encaixe perfeito, tipo eu, e que não cre muito que consiga um dia achar alguém tão perfeito, que se encaixe sem deixar nenhum vãozinho se quer...

Poderia existir uma loja de artigos sentimentais. Pra ajudar pessoas assim, tipo eu. Algo mais ou menos assim:

Loja pioneira no ramo de prestações de serviços sentimentais. Não trazemos seu amor em sete dias, mas lhe vendemos o que falta pra você ter seu encaixe perfeito. Sentimentos, pensamentos entre outros “entos” estão no nosso catalogo. Mas atenção!!! Não vendemos peças inteiras, e não atendemos atacado. Somente varejo. Trabalhamos para auxiliá-los em busca da felicidade sentimental. Mas não confundam: não vendemos formulas magicas da felicidade, muito menos a própria.. Temos as peças mais variadas para completar seu quebra-cabeças em nosso estoque. Tudo para que não sejam danificadas as bordas dos encaixes e deixá-los mais próximos do que julgam ser a felicidade. Porém, não aceitamos devoluções, e nossos produtos não são passiveis de trocas.

Seria mais ou menos achar aquela pecinha do quebra cabeças, que ficou perdida e tá fazendo que duas outras peças não fiquem ligadas. Pouca coisa, só pra dar uma ajudinha quando a coisa fica quase... Quase perfeita, sabe? Só o que me incomoda é esse lance de não aceitar devoluções. Bom, pelo menos a gente poderia comprar outra peça, para um outro romance. E o gerente deveria ser alguém que não se deslumbrasse com tantos sentimentos bons, alguém que entendesse que a felicidade não esta a venda na loja e que tivesse o discernimento disso, pra poder explicar aos seus clientes. Alguém que quase convencesse seus clientes a não comprar e a tentar encaixar da forma que desse, e, em ultimo caso, a tal da pecinha perdida poderia ser adquirida, resgatada em uma das imensas estantes de sentimentos da loja. Seria necessário alguém completo e feliz, sem a necessidade da peça do encaixe, capaz de entender a necessidade de tê-lo, e ao mesmo tempo entender que para ser feliz não precisamos entrar na sua loja, adquirir seus produtos e formatar a felicidade.

Pensando bem, talvez essa loja não tivesse um gerente a altura. Mas com certeza não faltariam clientes. Tipo... eu.

Felizes aqueles que encontraram seu número, e felizes aqueles que sabem que sua felicidade independe de um numero, uma peça ou uma fórmula qualquer.

Talvez eu reclame

demais das coisas que eu tenho e da forma que as pessoas são. É egocentrismo demais exigir que as pessoas sejam da forma como eu quero para me sentir mais... querida. É egoísmo não aceitar e não ser flexível às pessoas, bem como eu acho bobeira as pessoas não serem flexíveis a mim. Eu tento, o máximo que consigo, me adaptar e faço isso sem parar. Meu problema é não ver isso de volta, mas... talvez eu seja mesmo difícil de lidar, e não seja da forma com que as pessoas esperam. Sou quem eu quero, e de todas que eu posso ser, escolho quase sempre a melhor. Depende de qual “eu” você despertar em mim.

"Eu sou essa gente que se dói inteira porque não vive só na superfície das coisas." Marla de Queiroz

Eu ando SENTINDO tanta coisa,

que não sei como transformar em palavras. "Quem inventou a razão, a emoção desconhece, criamos a falsa impressão que só o corpo que cresce" vera loca.

Abre aspas.

Sinceramente, eu acreditava que nunca viveria uma história de amor. Lia aquelas histórias e imaginava que aquilo utópico demais: viver, amar, morrer, e antes disso ser feliz para sempre. Eu nunca engoli esse "sempre". A ordem pra mim era diferente: viver, amar, viver, viver, viver, viver, amar de novo se desse tempo. Dedicar-se a alguém, tornar-se um só. É possível entender isso? Quando iniciava um relacionamento mais sério, me sentia acorrentada a uma bigorna - a corrente poderia até ser grande, mas em algum momento ia esticar tanto, que eu ia lembrar que estava presa em algo impossivel de mover. Não me sentia totalmente livre. Eu precisava ser completamente livre. Se ter horários me incomodava, imagina ter que passar relatórios ao pretendente? Me incomodava essa ideia de tal maneira, que fui ficando seca. Todos os meus sentimentos secaram. Até então eu acreditava nisso. Eu só precisava de alguém que regasse o deserto que virou minha vida sentimental. Fui um pouco relutante. Sentia aquele frio na barriga, a voz engasgava e eu fica besta demais. Um nervoso só. Mas eu não tinha muita ideia do que fosse. Precisava ser lembrada, recordar. Praticamente estudar meu lado sentimental, acordar tudo aquilo que havia adormecido. Na verdade sempre esteve adormecido, nunca havia sido despertado. Por isso me parecia utópico demais: eu não fazia a menor ideia do que era amar. Talvez ainda não saiba. Mas eu resolvi tentar mudar a ordem das coisas: viver, amar, viver, amar, viver, amar, viver e amar.

fecha aspas.

PERAÍ

Nota: Eu escrever sobre algo, não quer dizer que seja verdade, bem como eu não falar sobre alguma coisa, não quer dizer que eu não sinta, ou não faça.

Talvez um dia ela caia nas próprias armadilhas.

Foi incentivada a ter amor próprio, acima de tudo. Amar-se para beneficiar-se. As coisas a volta eram secundárias. Foi isso que a vida lhe ensinou, aliás, foi isso o que as pessoas com as quais convivia ensinaram-na. Sempre havia alguém para lembrá-la de que ela não era igual – não que isso a incomodasse, mas tornava-se um desconforto. Viver no meio de pessoas iguais, que agiam iguais, isso a incomodava. E isso não era uma critica, era um fato. As pessoas não se copiavam, aqueles eram o que eram, cada qual com sua individualidade, mas ainda assim lhe pareciam todos do lado avesso. De tando ser tratada e lembrada de que era indiferente, e sentir-se por inúmeras vezes sozinha em meio a tanta companhias, amizades e amores, resolveu ser apática aquilo tudo. Não ceder ás emoções, não criar laços profundos, e ser tudo o que eles eram. Agir como tal, para se sentir aquilo. Conforme foi passando, menos ela exercitava seus sentimentos, e menos eles lhe pareciam úteis, afinal, ninguém os entendia. Ela era a única coisa heterogenia, ali. Até que, foi apresentada a alguém que era tão estranho àquela normalidade toda quanto ela. Sentiu-se desconfortável, de novo e pensou: como alguém como ela poderia fingir tanto, e por tanto tempo gostar de tudo aquilo. Quanto mais tentava se conhecer, mais estranha a ela e apatica aos outros se sentia. Ela era o que quisesse, e de tento ser, perdeu-se. Não se conhecia, não recordava-se do que realmente era. Dentre tantas que aprendeu a ser, pra conseguir passar sua estranheza desapercebida, esqueceu qual delas de verdade era.

sobre adaptar-se e os melhores amigos do mundo.

Tenho facilidade de me adaptar às pessoas - venho fazendo isso a minha vida toda. Eu não sou exatamente aquele tipo de pessoa cheia dos melhores amigos do mundo. Eu me adapto as pessoas conforme eu acho que me convêm, e isso acaba fazendo com que eu conheça muito gente legal e DIFERENTE, completamente diferente de mim. Não acho isso uma coisa ruim, na verdade esse é o fator determinante na minha vida. Minha melhor amiga sou eu mesma. Não tenho muito saco pra alugar as pessoas e choramingar da minha vida, dos meus medos e problemas. Tenho uma opinião bem formada a respeito disso: cada um com seus problemas. Ser uma boa ouvinte rouba tempo demais, e tu acaba ficando sem tempo de narrar tuas histórias. Apesar de ter essa opinião, eu gosto de ouvir as pessoas. O que me incomoda não é falar sobre mim, é ter que ouvir opiniões e conselhos. Por isso eu mesma me aconselho, e opino sobre a minha vida: O que eu quero ouvir é a mesma coisa que eu tenho pra me dizer. Simples. E as pessoas tem uma ideia muito estranha sobre ter os melhores amigos do mundo. As pessoas tem que se conhecer profundamente, e saber tudo o que a outra faz – all the time. Eu não sei ser assim, talvez eu nem saiba ser uma boa amiga, devido a isso. Vejo as pessoas desabafando, e pedindo uma opinião e o que eu faço? Digo o que EU gostaria de ouvir naquela situação. Mas, eu acho que eu ajo assim por não ter encontrado OS MEUS. Ou pelo menos uma pessoa que seja como eu. Tenha gostos parecidos e pense, se esforce e ENCARE as coisas da mesma forma. Como eu me adapto muito bem as pessoas, eu conheço um monte de gente parecida em alguns aspectos comigo, mas acaba não sendo da forma como disse agora. Na maioria dos casos ninguém encara as coisas da forma com que eu encaro. Talvez seja um pouco de egoísmo. Por isso eu me adapto facilmente as pessoas, eu não conheço ninguém igual a mim. Na verdade me adapto bem a qualquer coisa, desde que eu saiba que é temporário.