Assim como não se deve misturar bebidas,
misturar pessoas também pode dar ressaca.”
Martha Medeiros
...cada um no seu quadrado.
Assim como não se deve misturar bebidas,
misturar pessoas também pode dar ressaca.”
Martha Medeiros
...cada um no seu quadrado.
eu planejei algo que deu certo, completamente certo. Na verdade deu tudo errado até o momento que começou a conspirar as coisas ao meu favor. Queria falar sobre, mas acho que não precisa. Foi um final de semana foda, com gente boa, divertida, boa musica. Obvio que, como não poderia deixar de faltar, eu passei um trabalhinho carregando barraca até Atlântida Sul, sem a menor necessidade. Mas eu corria o risco de não ter onde ficar. Tem muita gente que diz que já passou o "tempo" em que era bom. Tem gente que acha que só toca musica ruim, tem gente que reclama e blábláblá. Fato é que eu não consigo compartilhar da mesma ideia. EU GOSTO, e eu faço bobagem por metro quadrado pra ir, tipo faltar o trabalho sem dar satisfação pra NINGUÉM, e pegar dinheiro que eu não tenho pra ir. Eu gosto e eu me diverti como nunca num Planeta, como esse e com essa gente louca. Anyway.... to esperando, ansiosamente, o Planeta 2012. Aliás, falta muito?
que você não esta disposta a dar. Mas se torna menos penoso quando isso vem de alguém que não faz a menor questão de demonstrar que isso é puro e somente interesse. Só precisa naquele momento. Menos penoso porque eu me sinto na obrigação, na deliciosa obrigação, de negar. De dizer NÃO. Não posso, não quero, não sei, NÃO TEM COMO, NÃO. NÃO. NÃO, NÃÃÃÃÃÃÃÃO. Quase orgástico dizer isso. Eu, que sou movida pelo meu ego, meu orgulho e meu egoísmo, quase não caibo em mim de felicidade de poder negar alguma coisa boa, pra uma pessoa que não tem a menor intensão de ser tão boa quanto o que eu posso fazer por ela. E não falo de gratidão... falo simplesmente de reconhecer NA SUA MEDIOCRIDADE E DEPENDEICA que poderia ser mais humilde, E MUITO MENOS ARROGANTE. E EU NÃO PRECISO DE FAVORES. EU CORRO ATRÁS DO QUE EU QUERO. Sou grosseira no momento em que eu tenho que ser, mas reconheço e com muito orgulho e admiração, quem me fez alguma coisa boa, quem me ajudou em algum momento. Quem faz por merecer ser lembrado, faz por merecer eu me esforçar pra conseguir algo. Eu lamento muito, mas NÃO, NÃO E NÃO. Sou ruim, mas não coloco minhas dificuldades como algo digno de pena, E SOU HUMILDE PRA RECONHECER NO MOMENTO CERTO QUE SIM, PRECISO DOS OUTROS, muito mais que outras pessoas, que FINGEM não precisar. Não sou grossa, arrogante e prepotente sem necessidade.
TUDO QUE VAI, VOLTA. E volta duplicado.
Eu, sinceramente, não gostaria de ter o mesmo papel que tu na vida: sozinho e implorando, mendigando a ajuda de alguém que acredite que tu é uma vitima. E eu to sem tempo pra gente arrogante.
Eu aprendi uma coisa na minha breve estada na realidade: só é sozinho quem quer.
** eu escrevi isso há algum tempo atrás, e hoje, vasculhando uns documentos achei. Lembro de não publicar naquele momento porque, além de eu estar com raiva e poder, talvez, ter sido um pouco ríspida, eu poderia estar sendo grossa sem necessidade, fazendotempestade em copo d'água e blá blá blá. A verdade dói pra muita gente, e eu prefiro evitar ME aborrecer com quem não merece. Precisava desabafar e usei o br.office writer pra isso, já que eu não sei lidar com gente que faz papel de vítima compulsivamente. Mas, como isso é emoção congelada, e no ápice dela, resolvi depois de tudo calmo, postar este texto. Não devo muita explicação, mas pense que: se não tem teu nome, pode não ser pra ti.**
Perdi muito tempo tentando entender porque acabou. Muito tempo mesmo, e foi um tempo que não passou rápido, e cada dia parecia mais dolorido, mais pesado e sem sentido. “Era amor, eu sei que era” era o que eu pensava. Depois desse tempo todo de reconstrução, eu me encontrava com um escudo na mão, esperando o momento em que você aparecesse, e resolvesse conversar. Eu estava aqui, escudo em punhos e com todas as armas que pude recolher durante todo esse tempo, pra poder usar contra você. Mas no fundo eu estava tranquila, porque sinceramente, eu não esperava que isso acontecesse. Estava preparada pra algo que eu julgava que era quase nula a possibilidade de acontecer.. e aconteceu. Acabou sendo totalmente inesperado, apesar da preparação na qual eu passei, e não foi nem um pouco da forma como eu planejei. Enfim, você na minha frente. Em todas as noites que eu ficava plantada na frente do espelho, decorando todas das minhas falas, os xingamentos e os eu-não-te-perdôo, nunca imaginei que você não pediria perdão, muito menos tentei imaginar porque acabou, nem imaginava que você estaria feliz, e que eu invejaria profundamente isso. Você costumava ser mais previsível, e essa sempre foi a sua principal caracteristica. Ora, eu planejei o dia em que nos conhecemos, planejei nossa primeira viajem. Eu planejava uma vida juntos, planejava nosso negocio próprio, e já havia até escolhido o nome dos nossos filhos justamente porque eu sempre sabia qual seria o seu próximo passo. Eu escrevia o nosso romance, enquanto você coadjuvava em tempo integral. Eu deixei você ser o coadjuvante, porque você não tem, nem nunca teve o perfil de protagonista de uma história. Mas você queria era um amor desses de cinema com um casal romântico contando uma história de amor, enquanto o que eu poderia te proporcionar era auxiliar a minha atuação no nosso relacionamento. Eu agia assim, porque sabia que você sempre faria a pior escolha, e sempre escolheria a cena mais obvia. Quer dizer... eu estraguei tudo, né. A intenção, obviamente, nunca fora essa. Foi te encontrar feliz, que eu percebi isso, numa fração de segundos. Precisou viajar, encontrar um amor em outro país, doer de saudade e achar que nunca mais vai vê-la, sentir amor até parecer que vai implodir pra ter coragem de me perdoar, por algo que eu nem imaginava que tinha feito, e me culpar com um ar blasé. Admito que nunca pensei dessa forma e que eu jamais colocaria a culpa em mim. Mas entendi. Eu estraguei tudo, me senti um trapo por tempo indeterminado por culpa minha, enquanto você protagonizava a cena da sua vida, o romance da história, com um daqueles beijos de cinema e final feliz, com um para sempre estampado na sua testa. Extremamente previsível. Por incrível que pareça me senti bem ao saber disso. E sabe porque você nunca protagonizou minha história? Porque enquanto eu vivia ela, você mal decorava seus textos, não lembrava das suas falas, inventava esse amor. A minha hisórtia sempre esteve mais pra filme de ação, mesmo minimamente calculado, do que que um drama romantico, como os que você gostava de assistir. Por isso o seu papel parecia mais com um figurante, mas como eu gostava de você, precisava de um par pra minha história, você era lindo e tinha um bom gosto indiscutível, te dei o papel pra atuar como coadjuvante. Por isso não planejava cada passo atoa, planejava tudo mesmo, eu tinha calculado as cenas, e tinha escrito o final. Era a minha história, mas estranhamente o final era aquele em que você se sentiria feliz, porque dessa forma eu imaginava que também estaria. Planejei tão bem, que nem percebi quando meus cálculos deram certo. Quer dizer, deram certo pra você, obviamente. Parece que, enfim, você se tornou protagonista de um romance, como sempre quis. Eu continuo aqui, só que agora, na minha história de ação fui desarmada, meu escudo foi quebrado pelo meu próprio ego e me sinto totalmente desamparada. Planejei bem seu final feliz, calculei o meu errado e desisti completamente de saber qual vai ser meu próximo passo, até porque eu nunca saberia qual vai ser mesmo. O seu eu sei. Essa talvez seja a grande questão de tudo que aconteceu... eu planejei tanto e tão bem porque você é completamente previsível.
Essa comédia romântica é a tua cara, mesmo. Vai lá, quero ver você escrever sozinho sua própria história.
Como eu te ignoro solene, discreta e sutilmente, pra que você não perceba que eu gosto de ti, você joga com as mesmas armas. Me ignora, finge não me ver. De vez em quando demostra um carinho, olha escondido, cuida... mas é só eu perceber que você volta a me ignorar, passar por mim e fingir que eu não existo com tanta veemência, que eu quase acredito..
Mas é injusto.
Eu sei, o jogo é o mesmo, mas é injusto.
Eu gosto de ti, e só faço isso pra não alimentar ainda mais esse sentimento burro. Faço isso pra me poupar de te querer e te poupar de uma situação ruim, onde alguém vai ter que dizer pra deixar de lado.
Tu não.
Tu faz isso pra me instigar. Pra fazer com que eu te queria cada vez mais, pra que todo mundo perceba o que só tu até o momento entendeu. Pra me enlouquecer. É isso. E é injusto.
Eu só faço isso pra nos poupar de um desagradável e feérico romance que nunca poderia acontecer, tu faz isso por vaidade. Assim, como tu sempre faz. Faz bem, porque é impossível não se encantar.
Só queria te avisar que eu ainda estou no jogo e agora eu entendi como funciona, e que eu posso ter cartas na manga. Talvez seja melhor que tu desista, porque eu não sei perder, nem pretendo aprender.
To estacionada na fila dos repetentes com o protocolo do fracasso amoroso dolorosamente preenchido. Mas é engano seu pensar que na fila dos repetentes só rola melancolia. O pessoal ta sedento por amor. Caiu, levantou e repete isso ciclicamente e incansavelmente. Quase ou mais efusivos quanto o pessoal iniciante, que ainda olha curioso ao redor pra entender o que rola com quem chega "lá" na ponta. Eu vou devagar, um passo de cada vez, e cuido onde eu piso. O histórico é breve. Não me movo, e quando vou o avanço é tão pouco que quase parece não ter saído do lugar. O pessoal reclama, mas aí eu deixo passar na frente. Eles parecem gostar da brincadeira: quando chegam no inicio pegam suas folhinhas e passam a catraca. Normalmente quando voltam estão abatidos, mas esperançosos ao entrar na fila novamente. Parei pra analisar, observar e refletir porque eu não conseguia me mover naquela velocidade, conseguir um amor de novo pra anexar a minha vida e guardar depois de findado. Pareço estar estática na fila, porque eu vou deixando as pessoas passarem na minha frente. Talvez eu não tenha o menor jeito pra esses protocolos da vida. Vou desistir dele, dessa corrida desesperada pra encontrar um amor, dessa fila de espera cansativa e dessa gente, to incoerente com o que eu sou... Um amor só de cada vez torna tudo mais dificil. Vou viver meus amores todos juntos.
Não porque você merece, mas porque eu merecia sentir uma coisa assim. Merecia toda essa sensação estranha que eu tenho quando to contigo. A barriga gela, as mãos suam, não sei o que dizer, não sei pensar, não sei ficar longe, não sei ser nada. Me presenteei com um amor. Amor desses de sentir sozinha, de alimentar cada dia, de ter só pra saborear mesmo. Desses de dar sem pensar em receber, só pela sensação de parecer que a gente vai explodir, de tanto amor, e se transformar numa chuva de corações. Meio platônico até. Sem exigir reciprocidade, sem medir o que é mais e o que é menos. Amar só pra ver o quanto eu aguento, o quanto eu consigo ser uma pessoa melhor. E poderia ser assim, e ter aquele final feliz e com um para sempre bem grande, não fosse você ter que cuidar e cicatrizar o seu passado. Passado, aliás, que anda bem vivo e espalhando aos quatro cantos que nem é tão passado assim. Eu me presenteei com a coisa mais linda e mais incrível que poderia ter, mas veio com o ônus de não conseguir ser completo, de não conseguir respirar tão fundo quanto eu. Não seria verdadeiro, se não tivesse algo pra atrapalhar; e se não tivesse, essa história não seria minha. Sempre foi assim. Talvez você não mereça tanta coisa assim, mas eu mereço. Mereço sentir tudo isso, e se o ônus tem que ser lidar com um passado bem-mal-bem resolvido, que seja. Eu tive que aprender a te querer mesmo.
talvez eu seja a personificação da palavra confusão. Me perco nas minhas ideias, porque são muitas. Me perco nos sentimentos porque são muitos. E nenhum deles são decifráveis, na maior parte do tempo. Talvez o problema é que são todos ao mesmo tempo, um querendo se sobressair ao outro, todos numa luta frenética e escalafobética pra ver quem vence: a razão ou a emoção. E no meio dessa briga sem nexo entre minhas ideias e meus sentimentos ficam eu, as pessoas ao meu redor e uma estranha solidão. Não consigo expressar os sentimentos, e minhas ideias são bagunçadas, embaralhadas. Os sentimentos acham as ideias inúteis e as ideias acham os sentimentos descartáveis. Uma luta escrota sem se quer um troféu pro vencedor. Aliás, não existe nem nunca vai existir um vencedor, porque eu tenho a impressão que nenhum deles vai dar o braço a torcer. Nunca. Ai a impressão alheia é inevitável: sou seca de sentimentos e irracional. Irônico, visto que os dois vivem uma eterna discussão pra ver quem vai prevalecer, e os dois parecem ser inexistentes. Existe remédio pra curar?
VERA LOCA AO VIVO - "AOS MEUS AMIGOS" from Bloco Imagens on Vimeo.
Descobri, por obra do acaso, porque eu gosto tando de escrever, mesmo que faça isso incrivelmente mal: eu sou péssima com palavras faladas – Muito pior do que com palavras escritas. Não sei me organizar com elas, elas saem soltas por aí, e depois eu não consigo concertar o que eu disse. No papel eu me organizo, eu raciocino pra escrever algo, eu relaciono os fatos, eu penso de novo, e de novo, e de novo. Penso tantas vezes até doer. Muitas destas vezes não sai nada. Aliás, eu escrevo muito, não só o que eu coloco aqui. Qualquer papel eu rabisco alguma coisa, as vezes minha cabeça parece que não para de reproduzir umas coisas, e misturar com a minha vida, que eu me perco, e preciso transcrever essas coisas pra conseguir separar o real do imaginário. Eu posto aqui o que eu acho menos ruim.- Pausa pra você imaginar o que deve ser ruim de verdade. Deu. - Sou atrapalhada com as palavras num grau, que as vezes eu sou até um pouco grossa. Hoje mesmo eu fui extremamente grossa, porque eu fui falar algo que eu pensava sobre uma atitude da pessoa em questão e fui rude. Mas eu só falei o que me passou na cabeça, porque não tive tempo de editar as palavras, compactá-las, trocar as grossas por algumas mais suaves e principalmente não deu tempo de disfarçar a apatia e substituir por sarcasmo. Se eu tivesse escrito teria feito isso. Se eu tivesse escrito, teria sido menos... eu. Talvez seja isso que me salva da loucura e da solidão. Palavras escritas e cantadas. Eu poderia, ao menos, ter vindo com o dom de fabrica, né?!
Concordo com quem diz que talvez eu possa me arrepender das minhas escolhas. Essa possibilidade existe pra tudo na vida, e eu posso me arrepender de tudo que eu fiz um dia. De TUDO, em caps lock e negrito, pra enfatizar. E talvez eu possa não me arrepender de coisa nenhuma que eu fiz. Tudo são possibilidades, e eu preciso tê-las. Eu preciso saber que eu tenho o sim e o não pra escolher, o certo e o errado. Conseguir enxergar que eu tenho escolhas, que eu tenho alternativas, mesmo sabendo que não sei lidar bem com opções. Eu não posso me privar de escolher, porque eu talvez não saiba fazer as escolhas certas. Preciso ter alternativas, e experimentar todas elas – me arrepender depois das que foram ruins, mas saber que foram ruins porque eu as testei. Isso me torna, em certos momentos, uma pessoa extremamente contraditória, porque ter opções pode te confundir, encher os olhos e cegar ao mesmo tempo; acreditar muito em algo e desacreditar completamente em outra coisa e depois tudo mudar de posição. Variáveis da vida. E se eu me privasse disso, estaria ME anulando completamente. Eu não quero ser uma pessoa só. Eu não quero ter uma escolha só. Não quero um OU outro. Quero os dois, quero tudo. Quero ser o que eu quiser, quantas quiser e da maneira que quiser. Quero ser eu, mesmo que isso continue custando o preço que eu pago. Ou talvez não tenha preço ser de verdade.
E esta sou eu, tentando descobrir.