Canção Pra Não Voltar



Canção Pra Não Voltar
A Banda Mais Bonita da Cidade
Não volte pra casa, meu amor, que aqui é triste
Não volte pro mundo onde você não existe
Não volte mais
Não olhe pra trás
Mas não se esqueça de mim não
Não me lembre que o sol nasce no leste e no oeste e morre depois
O que acontece é triste demais
Pra quem não sabe viver, pra quem não sabe amar
Não volte pra casa, meu amor, que a casa é triste
Desde que você partiu aqui nada existe
Então não adianta voltar
Acabou o seu tempo, acabou o seu mar, acabou seu dia
Acabou, acabou
Não volte pra casa, meu amor, que aqui é triste
Vá voar com o vento que só lá você existe
Não esqueça que eu não sei mais nada
Nada de você
Não me espere porque eu não volto logo
Não nade porque eu me afogo
Não voe porque eu caio do ar
Não sei flutuar nas nuvens como você
Você não vai entender
Que eu não sei voar
Eu não sei mais nada
Dó com baixo em dó
Sol com baixo em si
Lá com baixo em lá
Lá com baixo em sol
Fá com baixo em fá
Fá com baixo em fá sustenido
Sol com baixo em sol
Sol com lá bemol


--

Pra ouvir e pensar; Cantar e sofrer.

o que a gente aprende com o destino?

Fico em duvida se, desta vez, o destino foi mais cruel ou se foi mais irônico em relação a nós dois. Nos manteve perto um do outro tempo suficiente pra que, quando você estivesse por perto, eu ficasse atrapalhada, sem palavras e ao mesmo tempo com as palavras erradas, tentando não parecer o que estava obvio no jeito que eu te olhava. Nem sempre eu consegui ser resistente o bastante para não deixar isso tão exposto; eu sei todos os momentos que tu percebeu. Não poderia ser tão palpável, tão real. Eu sentia muito, e sentia além do que pretendia, mas aceitava toda a ficção da história que eu creie. Além de ser algo pouco provável de acontecer, eu fantasiava demais qualquer tipo de relação que pudéssemos ter. Tomei todo cuidado necessário pra não deixar esse sentimento confuso sair da minha imaginação e interferir naquele ambiente perturbado que nos encontrávamos. Todo contato me deixava em dúvida... Nunca sabia se era o momento de deixar ser percebida, ou se deveria mais uma vez fingir que não te vi, passar por ti e ignorar tua figura ali, diante dos meus olhos e deixando meu coração palpitando. Era muita coisa pra eu lidar e não tenho a mesma frieza que você. Eu imaginava, sentia, fantasiava mas não acreditava. Não existia um elo, além do que eu criei. Obviamente esses sentimentos eram alimentados e isso me deixava atônita, aflita: não conseguia entender se existia realmente uma reciprocidade ou se era vaidade tua. E é aí que o destino começou a se revelar: do alto das minhas duvidas, eu fiquei incapaz de analisar qualquer gesto que pudesse esclarecer alguma coisa. A tua presença deixou de ser algo que me deixasse fantasiosa e passou a ser perturbadora, eu queria mas não conseguia ter uma relação de amizade sentindo tanto quanto eu sentia e antes que eu tivesse essa oportunidade o destino resolveu te tirar da minha rotina, dos meus olhos. Resolver essa questão me deixava tão ocupada que eu nunca pude perceber os sinais que recebia, e o destino acabou com todas as minhas duvidas deixando essa história sem um final (mais uma vez). Eu sei que essa foi a melhor saída, mas quando que a gente conhece o final das histórias de (quase) amor? Onde e quando a gente aprende com elas? Se ficam todas as duvidas com a gente, onde é que a gente busca as respostas?

Eu nem sei onde te (re)encontrar.

Tempo.

De todas as inúmeras coisas que eu tenho medo (que são verdadeiras bobagens), a que mais prende meu pensamento é o tempo: eu tenho medo que não dê tempo. Não de tempo de ir a algum lugar no dia marcado, que não dê tempo de comer algo que eu quero, que não dê tempo de ver uma pessoa que eu goste e estou com saudades, de não dar tempo de chegar na hora certa à aula, que não de tempo de executar o que eu tanto planejo. Eu não sei explicar exatamente do que é esse medo de não dar tempo, já até pensei se seria o caso de ter medo da morte talvez - o que explicaria não dar tempo de fazer alguma coisa – aquela velha máxima de que a vida é curta. Mas não é, não é o medo de acabar tudo de uma hora para outra. O medo é o tempo acabar e eu não ter feito o que eu tanto queria. Medo de não fazer o que me deixa bem, me deixa feliz e dá sentido pra que eu exista e insista em mim, que me faz seguir. Medo de não me realizar. Isso é o que mais me assombra. Os outros medos eu lido muito bem: todos têm solução. Esse não. Nesse caso eu até posso dizer que tenho medo de morrer, mas é um caso bem específico: tenho medo de morrer antes que dê tempo para eu me tornar uma pessoa completamente realizada.

Feita de Papel - Megh Stock

Sempre preciso de mais
Essa coisa não tem fim
Pra quem não encontra a paz
Como eu que nunca admiti ser fraca
E não consigo ir para casa
Mesmo quando estou cansada

Nunca digo a verdade aliás
Sei que o meu discurso já não cola mais
Chega uma hora em que pra mim tanto faz
Então só penso em correr atrás
Porque pouco já não satisfaz

http://letras.terra.com.br/luxuria/944959/

Se eu parar pra analisar

alguns aspectos da minha vida eu vou, mais uma vez, concluir que eu vivo uma eterna batalha contra mim mesma. Isso porque eu sempre quero ir um passo além de onde eu impus meu limite... avançar e avançar. Acho isso bom porque é como se eu sempre superasse meus objetivos: ultrapasso o que eu achei que fosse impossível. Aliás, isso é positivo até o momento que eu ultrapasso a linha do “avanço” e, sem escalas, paro na obsessão... fico obsessivamente querendo buscar o que eu acho impossível e querendo passar por onde eu sei que não dá; não que eu não possa passar por que é impossível ou inacessível, não poderia porque de alguma forma eu vou me agredir com isso. E assim começa a luta... eu sei que vai ser penoso, mas não consigo admitir fraqueza, sabendo que eu posso demonstrar caso queira, porque essa fraqueza já é muito além do que o que outra pessoa suportaria. Em tudo eu preciso me provar que eu consigo ir além do que o que eu determinei que fosse o limite, mesmo bradando que eu nunca preciso provar nada pra ninguém. O mais curioso disso, é eu não consigo me enxergar agindo com a mesma clareza na qual eu vejo isso, pra consegui mudar essa postura megalomaníaca que eu resolvi ter, por tanto tempo.

Só que eu acho que, definitivamente, eu cansei de conseguir suportar tudo.

"De vez em quando a gente tem que reconhecer que o mundo fica chato. Que as coisas ficam sem graça. Que fica tudo um saco mesmo. Porque a gente cresce o tempo inteiro com essa história de que os melhores estão sempre alegres e não se abalam com as adversidades da vida. Resignam-se, suportam tudo. Que as pessoas admiráveis não choram e não sofrem de melancolia. “Você é forte!” eles dizem. “Mas olha, como ela é guerreira!”. Todos querem ser de rocha, mas até os guerreiros surtam um dia. E que se foda. Que a gente se permita surtar, para então não enlouquecer”

"Bom mesmo

"Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia pois o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante." (Charles Chaplin)

E tem uma voz na minha cabeça que fala sem parar: "Todo mundo tem um limite. Se passa dele tu vira uma mentira. E aí?... assume teu limite. Não é tão ruim assim." Mas, curiosamente, eu não quero cala-la.

agridoce

Em plena madrugada o frio, um filme, o edredom e ele e o assunto fica arriscado. Comentou-me sobre seus antigos amores, e me pediu que falasse dos meus. Parei e pensei... não lembrei de um amor. Lembrei de inúmeras paixões, casos e romances, mas no âmbito amor deixei a desejar. Foi triste perceber que, enquanto ele fala dos seus amores, todos doces como nos filmes, eu tinha apenas paixões para comentar... Mas eu tinha algo a meu favor: ninguém havia despertado o meu amor, ele poderia se quisesse e conseguisse, por que estaria acostumado a viver dessa forma. Fiquei confusa, por um momento: com tantos amores que ele teve, por que estava sozinho? E por que, escolheu a mim, que não sei amar direito, pra tentar de novo... Ele, vendo minha confusão instantânea responde, sem que a ele eu tenha perguntado: cansou-se de amores doces e infinitos, queria algo que fosse intenso e que parecesse que a qualquer momento poderia acabar mesmo sabendo que poderia não ter um fim.

Pela primeira vez na minha vida

eu preciso admitir com toda a sinceridade que eu consigo carregar e todo teor de drama que eu consigo criar – e que não foge a realidade: ta tudo errado. Tudo. Mas ta errado porque eu faço as escolhas erradas. Escolho o momento errado de cuidar de mim, o momento errado de gastar, o momento errado de engolir o orgulho e continuar e o momento errado de deixar o orgulho me atropelar e me esmagar. Tenho uma grande aptidão em tomar pequenas, porém decisivas, atitudes erradas. Tudo na vida é uma reação em cadeia: o todo afeta tudo, o tudo afeta o todo. Nada tem pouca ligação com nada. Preciso cuidar de mim na hora certa: agora. Preciso pôr prática decisões que havia tomado antes e organizar o pequeno e turbulento caos que eu consegui instalar na minha vida. Só preciso descobrir por onde começar... No auge do meu drama eu até cogito a possibilidade alguém ter posto meu nome da boca do sapo, na encruzilhada ou sei lá o que, só pra tirar esse peso de mim, mas eu sei: a culpa é toda minha. Em poucos meses eu baguncei tudo na minha vida e consegui ficar, desesperadamente, sem porto algum. Não sei nem por onde começar, porque eu tenho um grande problema com isso: eu gosto de viver nesse caos e estou, da pior forma que eu conseguiria encontrar, aprendendo a lidar com isso.

Congrats, Grazielle.

Eu sei

que a gente não deve julgar ninguém pela aparência, nunca. É preconceituoso e a idéia quase sempre é erronia. A primeira imagem é sempre bem distorcida. Sou mestre nessa arte. Vejo a imagem, conceituo conforme eu acho que deve ser e CHAZAN... dou com os burros n’água: a pessoa sempre é melhor do que o que eu IMAGINAVA. A gente cria muita expectativa quando faz algo novo ou quando conhece pessoas novas e se frustra quase sempre. É quase impossível atender as nossas expectativas. Não as outras pessoas atendê-las, mas a gente mesmo atender isso. A gente cria uma expectativa de conhecer gente inteligente... como a gente, que gostas das mesmas coisas que a gente e costume ir nos mesmos lugares. Se vista da mesma forma e pense da mesma forma, goste das mesmas comidas, ouça as mesmas músicas... que seja quase a gente. E, é obvio, se frustra. Elas são completamente elas, e esperam que nós sejamos como elas. Ciclicamente. Isso acontece comigo sempre. Eu sempre imagino como vai ser antes de ser e decreto que seja daquela forma, que nunca vai ser. Daí, chega lá e... pronto: aprende a respeitar as diferenças, as individualidades, as chatices, as mesmices, os clichês, os legais e os iguais. Aceita e entende as pessoas que agregam. Quem não dá pra criar amizade, cuido pra não criar inimizades. A velha política da boa vizinhança, que sempre dá certo. Não consigo entender gente que, por não ser igual, ou por ter uma aparência diferente, se acha superior. Acho isso completamente BURRO e IGNORANTE. Todo mundo agrega, em algum momento, em alguma coisa, nem que seja uma vírgula numa linha. Pensar que alguém goste de ser separatista e radical ao ponto de só querer por perto os que são iguais me faz entender porque existe tanta gente solitária no mundo.

Intimidade é uma merda.

Dar liberdade demais pra que uma pessoa se torne intima ao ponto de poder opinar sobre as minhas coisas me assusta. Eu mudo de ideia como quem troca de roupa, e isso me deixa vulnerável às pessoas lembrarem de qualquer coisa que eu disse que nunca faria e que passei a fazer. Eu não acho isso errado, mas as pessoas adoram apontar esse tipo de coisa. Meu pai que sempre me dizia: “essa história de 'unha e carne' não dá certo...”. Ainda bem que eu sigo o conselho. Tenho grandes amigos, mas nenhum é o melhor amigo, desses que dizem saber tudo um do outro. Além disso conhecer demais uma pessoa faz com que ela perca a graça, fica previsível, chato, monótono. Afinal, tu conhece cada detalhe daquela pessoa. Prefiro as que eu não sei tudo, que tem mistério, e que preferem não deixar tudo evidente. Até por que... O que a gente faz depois que sabe exatamente tudo sobre ela? Essa história de trocar de ideia constantemente faz com que quando eu conheça tudo naquela pessoa, queira conhecer outra e aquilo que eu conheço de cor não me atrai mais. Eu nunca vou dar a liberdade de alguém ser tão intimo, assim como nunca vou querer ter essa liberdade com alguém. E eu acho isso justo comigo: eu prefiro descobrir uma pessoa, do que simplesmente conhecer.

Eu tenho pensado num monte de coisas.

Na verdade é a coisa que eu mais tenho feito. Não dá tempo de organizar tanta coisa na minha cabeça. E como a minha memória é algo entre a dóris e a dóris, do procurando nemo e do procurando nemo, respectivamente, perco tudo.

Mas eu tava lembrando de um video, e resolvi postar aqui.

PACIÊNCIA E PERSISTÊNCIA.

É isso.

Queda Livre - Cascadura

♫ Sempre a primeira vez é mais difícil tentar sentir-se em paz, pensar em nada mais vendo-se cair, mas, ao invés de temer eu paro e penso: Outro jeito não há, já que eu tenho que estar solto a descer, o jeito é curtir a queda livre ♫

Assunto: ...

05h32 am

Uma página em branco. Isso foi tudo que eu consegui expressar durante horas... nada que eu dissesse traduzia o que eu sentia. Eu sei que, mesmo não concordando, o destino providencia as escolhas certas pra nós..um tanto dolorosa, mas eu sei que é assim que tem que ser. Duas vidas. Só. Essa coisa de virar uma alma só sempre me incomodou. Acho que realmente é melhor assim. Eu sou destinada a ser sozinha: não sei dividir, não sei ceder, e isso torna quase impraticável ter alguém ao meu lado o tempo todo. Não existe ninguém compreensível ao ponto de poder entender que eu sou sim a pessoa mais egoísta que conheço, sei muito bem e lido com isso como se fosse a coisa mais natural do mundo. Faz parte da minha conduta, meu erro de caráter, meu desvio de personalidade. Todas essas coisas que adoram apontar em mim. Eu entendo perfeitamente... é difícil a gente mencionar sem parar as coisas que gosta, ou as coisas boas em uma pessoa, eu mesma não saberia listar ou citar as coisas das quais gosto, mas sei uma por uma das que não gosto, inclusive em ti. Essas ficam bem mais evidentes. Não estou mal, pelo contrário. Eu mesma não suportaria viver comigo assim, do jeito que você queria. Boas férias de mim. Por que eu sei que não vai durar pra sempre, só até amadurecer. Lembra o que eu disse sobre o destino? ...

A moral não me ajuda.

Sou antagônico nato. Sou uma daquelas pessoas que são feitas para exceções, não para regras.
Oscar Wilde

Se eu contasse pra vocês

a novela que se passa na minha cabeça, certamente ficariam confusos... Um drama digno de troféu Sombreiro de ouro. Tudo milimetricamente calculado com a realidade, acontece tão paralelo que eu até confundo. Mas isso me dispersa totalmente dos meus problemas dispensáveis e fúteis, já que eles estão de férias. Me causam todos os sentimentos possíveis: do ódio ao amor. Dor de chorar, alegria de chorar. Choro de verdade, mesmo. De não conseguir parar. Sei lá, acontece. É muito esquisito, mas eu substituo as coisas ruins pelas boas e tudo fica bem. the gold sombrero goes to... Por isso que eu só conto o que parece acontecer, e não o que acontece. Talvez vocês me dissessem que eu preciso de analise...

Dezenove Vezes Amor




Se é pra seguir, Aponte ao menos em que direção.
Se faz sentir,
E amarro os pés, cabeça e o coração.
Se vai voltar,
Não sei, não disse, foi embora,
apague a luz e um beijo,
meu amor

Amor, amor,
Te encontro só num próximo verão.
Amor, amor,
Não chore se eu morrer de novo.
Amor, amor,
No espelho dos teus erros meu perdão.
Amor, amor,
Vou te deixar morrer de novo.

Se é pra seguir,
Aponte ao menos em que direção.
Se faz sentir,
E amarro os pés, cabeça e o coração.
Se vai voltar,
Não sei, não disse, foi embora.
Apague a luz e um beijo,
meu amor

Amor, amor,
Te encontro só num próximo refrão.
Amor, amor,
Não chore se eu morrer de novo.
Amor, amor,
No espelho dos meus erros teu vilão.
Amor, amor,
Vou te deixar morrer de novo.

Se é pra seguir,
Aponte ao menos em que direção.
Se faz sentir,
E amarro os pés, cabeça e o coração.
Se vai voltar,
Não sei, não disse, foi embora.
Apague a luz e um beijo,
meu amor.
Apague a luz e um beijo,
meu amor.
Apague a luz e um beijo,
meu amor.

"(...) Sou a melhor mentirosa do mundo.

Sou a alta auto estima mais baixa. Sou a falsa magra. Sou a mais alta das minhas amigas, mas não sou alta. Sou feliz, mas tenho uma eterna crise dentro de mim. Sou tímida, mas extrovertida. Sou quieta, mas tenho opinião de sobra. Tenho opinião formada sobre tudo, mas mudo de idéia como quem muda de canal. Odeio gente eclética. Odeio o mundo parado. Sou preguiçosa pra caralho. Faço mais de uma coisa ao mesmo tempo. Falo muito, sobre tudo, sobre todos, sobre qualquer coisa, mas você não me conhece. Você me ouve falando sobre que o acontece dentro de mim, mas você nunca tem certeza se o que você ouviu é o que eu quis dizer. E você não pensa muito nisso. A desconexa inteligente sou eu. A equilibrista que não despenca, sou eu. Você me acha muito sagaz, embora eu nunca entenda a piada. Piada nenhuma. E você não faz a menor idéia de como isso acontece, mas sabe que acontece.

Sou a coisa mais óbvia, comum, clichê, chata, besta, 1984, take me to your leader do mundo e meu maior desafio é viver assim."

Roubei do blog da nanielas, que aliás, eu adoro ler e recomendo.

Fazia tempo que eu não lia algo tão.. ~eu~.

Sempre que eu fico assim,

exatamente como eu estou agora, eu tenho vontade de escrever. É uma coisa bem complicada, porque não é vontade de falar sobre algo. É vontade de escrever compulsivamente sobre qualquer coisa que vier na minha mente. Qualquer coisa mesmo. Coisas que já aconteceram, coisas que nunca aconteceram, coisas que me magoaram, coisas que eu invento, que eu minto, ou as verdades que eu tenho vergonha de dizer. Q U A L Q U E R C O I S A. Não lembro de ter postado um dos inúmeros documentos de textos com esses momentos. São confusos, e eu normalmente não falo nada com nada. A intenção é sempre por a menor letra legível possível e preencher o maior número de folhas que eu conseguir, pra tirar essas coisas que me incomodam. Nem corrigir eu corrijo, escrevo um mundo de palavras erradas, sem o corretor, pra'quela coisinha vermelha não me chamar atenção. A intenção é justamente não corrigir. Por isso que eu digo que o meu blog é emoção congelada sem a opção de editar. Embora seja difícil acreditar é assim mesmo. Eu não acreditaria. Mas é assim porque eu simplesmente preciso por pra fora de qualquer maneira o que eu sinto quando eu to assim e essa foi a forma que eu encontrei. É como se fosse outra pessoa querendo sair, sabe? Não sei explicar o que acontece. Mas acontece. E só passa depois que eu escrevo. Tem vezes que eu queria conseguir falar o que eu consigo escrever, mas não dá. A principio é porque a folha em branco não vai desatar a me dar conselhos que eu não quero e me contar causos parecidos que eu não to interessada em ouvir, mas ouço só por educação e consideração a pessoa que, com um pouco de paciência, se dispôs a me ouvir e tentar me ajudar. Na verdade é basicamente isso. Escrever compulsivamente até aquele sentimento (seja ele qual for: ódio ou amor) desapareça e pare de me perturbar esse tanto que conseguem. As vezes eu nem falo do que eu to sentindo, eu simplesmente escrevo um monte de palavras sem sentido, como essas, e meus sentimentos se acalmam, como agora. Não sei se vou postar, mas escrevi sobre qualquer coisa que aliviasse o incomodo sentimento que eu tava, e acabei escrevendo sobre escrever.

Eu disse que era confuso...

A risada é inconfundível.

O gosto também. Só queria que fosse mais previsível. Um pouquinho só, pra eu poder ter alguma pista do próximo passo, e não ficar assim... tão perdida.

“Mas não se esqueça:

Assim como não se deve misturar bebidas,

misturar pessoas também pode dar ressaca.”

Martha Medeiros

...cada um no seu quadrado.