Tenho uma estranha aversão às coisas que eu gosto. Gosto de muitas coisas, mas não sei distingui-las. Pra mim é muito mais fácil dizer tudo que eu não gosto. Não gosto de bombom, não gosto de festa com deejay, não gosto de berinjela, não de gente chata, não gosto de pasta de dente colorida, não gosto de rosa, não gosto de ouvir musica baixa, não gosto de olhar tv no domingo. Não gosto de dormir sem musica, não gosto de programas com loiras, não gosto do verão, não gosto de rotulação, não gosto de pessoas carinhosas demais, não gosto que me elogiem. Não gosto de cenoura, nem de salada se não tiver feijão. Não gosto de hipocrisia, não gosto de gente burra, não gosto de esperar, não gosto de ir ao médico e não gosto da recepcionista da clinica que eu vou. Não gosto de sair todo final de semana, não gosto que digam que eu fico tempo demais no pc e não gosto de comer fora de casa. Não gosto de gente que se acha, não gosto de usar o que a maioria usa, não gosto de chicle, não gosto de refri de uva nem se suco de manga. Não gosto de maçã, não gosto de historinhas românticas de amor. Não gosto muito dos anos 80, acho tudo muito feio, tirando as bandas. Não suporto cheiro de cigarro, de filosofos do msn, de enquetes, do orkut, d egente solidária demais e que me façam muitas perguntas. Não gosto que me façam a pergunta 'do que tu gosta então?!' e odeio que digam que eu odeio tudo.
Pedra, flor e espinho.
Eu ando um turbilhão de sentimentos. Só testando pra ver até quando eu agüento o furacão que eles formam embaixo da minha pele, dentro de mim. É um pouco de tudo, muito de nada e tudo junto ao mesmo tempo girando dentro de mim.
- ok, odeio prepotência, seja ela qual for. Numa pessoa que gosto ou numa que odeio, não faz diferença. Que mania que as pessoas tem de achar que sempre sabem mais! Aliás, que coisa chata saber de tudo. Que chato ter sempre a razão, saber sempre o próximo passo. Não gosto de pessoas tão cheias de certezas assim.
To de saco cheio do que eu achava mais legal. E eu vejo é tudo aparentemente o que eu não gosto. O que me mata é eu saber que eu gosto de uma coisa que é justamente o que eu não gosto.
Por algumas horas, fora da atmosfera que eu vivo eu me senti melhor, muito melhor. Foi voltar e ver o quão medíocre ta sendo.
E as velhas novidades são sempre letras. Não vi um sentimento verdadeiro naquilo. Ok, eu vi, na hora, mas não senti absolutamente nada depois. Que droga de sentimento é esse? Alguém sabe descrever?
O que mais me chateia é que sempre que eu chego com algo que me faça bem, sinto pouco caso de todos os lados. Que merda de sentimento é esse? Não faz diferença.
E quando eu me sinto bem de verdade, eu percebo que eu não preciso de nada das aparências que eu vinha mantendo. Que não são absolutamente nada e eu acho que são alguma coisa. Eu preciso abandonar um dos meus lados. Mas não sei como me abandonar. Me sinto presa
Oi? Tchau.
Por esses e outros motivos que eu ‘não gosto de nada’.
O que eu preciso não tá no meu alcance. Preciso de algo físico. Que eu sinta fisicamente o contrario do que eu sinto emocionalmente. Quero algo que não me cobrem de volta.
A vida é uma peça.
Somos todos parte atuante do teatro. Mas nessa peça não existem mocinhos. Só vilões. Somos os atores coadjuvantes, os protagonistas, a técnica, a platéia, os críticos. O problema é que não dá pra fazer tudo. Não dá pra ser o vilão, e criticar ele. Não dá pra odiar o protagonista, reclamar da platéia, vaiar o coadjuvante. Não dá, mas é isso que fazemos todo dia. Odiamos tudo e vamos assistir todo dia a peça teatral ridícula da nossa vida. E é ai que começamos a mostrar porque só existem vilões inescrupulosos, corruptos e hipócritas. Somos tudo isso. E um resquício de bondade, pra que haja superioridade. Ser vilão é tão bom, que sempre tem quem não goste de ser crítico da própria vida, e procura a vida de outro ator, outro teatro. Somos toda a classe de um vilão, e só a prepotência de um mocinho.
congratulations... i hate you!
É.
Sou incrível na arte de magoar, de fazer doer
Se tu mente tu é criticada. Não foi verdadeira.
Se tu rodeia, não fala a verdade. Não é direta.
Se tu fala a verdade tu é malvada. Vira uma vilã de ficção.
Bem vindos ao mundo da hipocrisia, vire vilã, mate o mocinho e corte seus pulsos.
love is a losing game
Que necessidade burra a gente te tem de amar, de depender de outra pessoa pra ser feliz e completo. Primeiro tu tem que conseguir ser feliz sozinho - estar feliz sozinho melhor dizendo, pra depois pensar em ser feliz com outra pessoa. Pelo menos pra mim, tu não pode depender tua felicidade de outra pessoa, tu tem que somar a tua na dela e a dela na tua. A maioria das pessoas confundem somar com completar. Se fosse só completar era só tu achar uma pessoa que dependa de outra também pra ser feliz, e mesmo assim ainda faltaria um bocado de felicidade entre os dois, e é sempre ai que acabam os relacionamentos. E essa história de que tu tens que ter vários relacionamentos pra achar a pessoa certa é ridículo, convenhamos. Tu só vai ser feliz com uma pessoa se tu for feliz sozinha, se tu souber separar amor de DEPENDENCIA, de vicio. Pra mim, as pessoas deveriam curtir o que podem da vida, sem se comprometer, criar um relacionamento, depender de outro. Deixar acumular todo amor. Ai, o dia que tu estiver cansada disso e completamente feliz, tu vai encontrar alguém que esbanje felicidade também, liberar esse amor contido e ser duplamente feliz, que é muito melhor do que ser só feliz. A vida pode se tornar menos dolorosa, menos sentimental, menos desgastante. A gente perde tempo demais se preocupando em achar uma pessoa pra ser completo, e esquece de ser de fato feliz.
Let it be.
Burra, eu. Doze minutos. Começou e terminou comigo. Aliás, terminou sem terminar, sem fim, sem uma resposta, só a vontade de que não terminasse... e como se de fato não precisasse de nada disso. E eu que tentei por alguns minutos que fosse diferente. Tentei chamar atenção como pude, mas não foi o suficiente pra ser notada. Logo eu, que naquele caso era o centro das atenções. O centro dos elogios, o centro dele. Meio gozado até, eu ter que me fazer notar. Nunca precisei disso até afastar tudo de mim com meu ego. Ego burro, diga-se de passagem, que na ânsia de se alimentar trocou os pés pelas mãos e ficou vazio, sozinho e com vontade do mais. Pensava eu que ser fria não me traria esses sentimentos, pelo contrario, afastaria. Nesse caso, não só o ego, burra eu também, que perdi doze minutos tentando atrair tudo que eu e meu ego burro afastamos. E o pior é que eu não consigo evitar, e não exitar em fazer de novo. Enquanto isso o fim tá lá, inacabado, aberto, esperando uma resposta. Burra, eu.
Feita de tudo...
... de planos, de sonhos, de miragens, de ilusões, de motivações, de razões, de viver. Feita de açúcar também. Feita de rancor, de auto destruição, de nostalgia, de conformidade e de inconstância. Feita de medos. Medo de altura, de escuro, de ratos, de ficar careca e sem dente, de cair, de não levantar, de não saber, de não querer, do não. Feita de músicas, de melodias, de frases, de expressões, de partiduras, de rock, de indie e até de pop. Feita de cores, de azul, de vermelho, de amarelo, de preto, de cinza, de magenta e até de azul neon ás vezes. Feita de sono, do olheiras, de pesadelos, de lembranças, de memorias, de motivos, de sustos. Feita de membros, de sangue, de órgãos, de mente insana, de licença poética. Feita de figuras, de círculos, de triângulos, de retângulos de vértices, de bases, de geometria. Feita de coisas, de objetos, de amores, de desamores, de invejas, de alegria. Feita de pedaços, de sinais, de tudo, de nada. Feita do que há de bom, do que há de ruim, e principalmente do que faz feliz. Não necessariamente nessa ordem...
Trailler da vida.
Mudança

Na minha infância, quando todas as gurias estavam preocupadas com a roupa e em ficar bonitinhas, eu estava preocupada em me divertir, suja mesmo. Acho que desde de criança nunca me prendi as aparências, em especial, a minha. O fato de eu ter sido (e ser) a mais gordinha do 'clube da luluzinha' pode ter afetado nisso. Eu sempre odiei rosa. Adorava salto alto, saia e vestido. Adorava fotos minhas, mas detestava tirar fotos em aniversários, pra mim era um sacrifício ficar atrás do bolo, sorrindo e fingindo que gostava de estar ali. Mas eu adorava dançar, fazer festas em casa. Tinha um monte de brinquedos, e a maioria quebrados. Na verdade eu parecia e tinha modos de um menino, e até hoje isso faz meio que parte de mim. Eu ainda detesto rosa, mas não gosto de salto alto, nem vestido, nem saia. Gosto de tirar fotos, mas se minha pessoa estiver presente nela, tem que ser tirada por mim, deve ser a vocação. Pensando nas coisas que eu fazia e nas que faço percebi o quanto eu deixei meu lado MASCULO acabar aos poucos, e ao mesmo tempo como essas mudanças foram mínimas. Aboli o salto alto, mas aderi ás maquiagens. Aboli as saias e vestidos, mas aderi as bolsas e bijus. E antes de aderir á isso tudo, passei pela fase de guria estúpida que acha que pra gostar de rock, tu tem que usar blusa de banda, correntes e all stars. Resultado: Passei a parecer mais ainda um menino. Hoje eu entendi que pra eu gostar de algo, não preciso ser exatamente aquilo, nem parecer como a maioria das pessoas que gostam daquilo parecem. Quando eu resolvi entrar nessas de mudar, a intenção era, e ainda é mudar de por dentro, e deixar transparecer por fora, sem que isso afete quem esta do lado de fora. É só pra eu sentir o gostinho de ser eu mesma. Desde a infância tanta coisa mudou, e daqui até a velhice, muito mais vai mudar, mas desde sempre fica a essência, o caráter. Tudo que tu é até tu chegar a tua velhice, é exatamente o que tu foi quando era uma criança, e pra isso não importa muito quantas vezes tu mudou, e sim o quanto tu acrescentou á tua personalidade com essas mudanças. Desde a época da foto, da minha essência pouca coisa mudou, basicamente foi a troca do salto alto, pelo all star.
Estranhamente eu andava com um bom humor inacreditável.

Elas ♥
(21:47) Grazi: ah aiuehaiuehaiuheiauheiuaheiua

A Fê, eu conheço desde a quarta série, a Vanessa dese o primeiro ano e a Pam desde esse ultimo ano. A Fe é a magrela, a modelo, tem umas caretas engraçadas e ás vezes ela emite uns sons estranhos, junto com as caretas, mas a gente atura por amor, sabe falar sério e sabe falar mal, que é melhor do quefalar sério. rs Acho que eu conheço ela á uns oito ou nove anos. Eu ainda devo um presente de aniversário pra ela -.- Mas eu JURO que ainda pago ele. Tudo que tu possa imaginar que tu possa precisar tem na casa dela. TUDO. Não passei pela situação de dizer que precisava de algo e ela não soltar a frase “Acho que eu tenho lá em casa, vou ver e amanhã te trago”. Além do mais, ela tem estrutura corporal de modelo, e cabeça tb rsrs
A Vanessa eu conheço desde o primeiro ano, e a gente não foi muito uma com a cara da outra. Na real mais eu do que ela. Ela andava com a pessoa mais insuportavelmente irritante da face da terra, a laranja, e por isso eu não gostava muito dela. Sabe aquele ditado “Vão-se os anéis e ficam-se os dedos”? Com a vanessa é Vão-se os anéis, os brincos, os cds, as canetas, as pulseiras... vai-se tudo. Ela têm um altar meu, na casa dela, com todas as minhas coisas.. mas bem na real eu não me importo muito. Toda vez que ela olhar minha pulseira de bolinhas na cama dela, ela vai lembrar de mim, e isso é o que vale. Ela incrivelmente transforma uma história triste numa comédia quando ela conta. Já dei boas risadas de histórias que era pra chorar, com ela contando. Sem contar que o capetinha baixa no corpo e o cara não sabe como controlar... INCOMODA o que pode, o que não pode e até cansar. Esse uiltimo ano foi mais tranquilo, porque tiveram anos que a gente brigava feito doidas, sabe-se lá porque. Mas é uma relação saudável, como ela mesmo disse uma vez.
E a Pam, a psicopata. Meu, ela tem umas caras de dar meedo. Mas a gente sabe que é só com certas pessoas que ela aflora o lado maníaco do parque. Essa cara de brava dela, pra quem não conhece até convence, mas na reeal, como eu já disse pra ela, ela é um 'docinho de coco' auheaiueh. A gente passou o ano todo falando mal de todo mundo, e folgando, e se divertindo. A gente matou aula, que era pra apresentar um trabalho pra ir pro banheiro tirar foto. A Pam é meio invocadinha, gosta de pagode (as tres, né), e gosta de um 'preto' como ela diz, e a Mulher Macho do grupo rs "Nunca vi rastro de cobra, nem como de lobisomen, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, porque eu sou é homen, porque eu sou é homen, menina eu sou é homen, e como sou"aiuehauie . É bem debochadinha. Era a paixão platônica de um sapo, e eu fui me escala nela pra fazer a prova de química e ela não sabia nada. Eu só lamento ela não ter estado desde o primeiro ano com a gente.
Menção Honrosa pro Maicon, que esteve com a gente esses tres anos, encomodando e soltando aquelas frases celebres como: “Como é que é meu amigo?”, “paizinho é baaaalaaa” e todas aquelas irritantes.
Eu vou sentir uma puta falta de estar com eles todos os dias, se ferrando, e se divertindo. Eu já tava cansada de ir pra escola, e eles eram meus principais motivos (se não os únicos rs). Eu vou sentir falta de tudo, tudo. Desde o capetinha da Vanessa, as caretas da Fê, as caras de psicopatas da Pam, as frases chatas do maicon até das brigas. Mas sem dúvidas o que mais vai me fazer falta é a presença deles ali, todos os dias, seja conversando, seja estudando, seja rindo.
Gurias, eu espero muito mesmo, que vocês NUNCA esqueçam esses tres anos, e que daqui á uns quinze anos a gente se reuna com todads as mil fotos que tiramos pra relembrar. Mas quinze anos pra ve as fotos, e no máximo duas semanas sem se ver, é uma tortura já! Aiuheiuaheiahe
Se foi.
"Desejo a todo mundo que o sol brilhe a fu nesse 2009 que ta começando. Vamo que vamo!" Faz sentido, GraziNEle.
Sobre Padrão de Beleza, Padrão e Beleza.
Padrão, pelo Aurélio é qualquer coisa que sirva de modelo e iguale tudo. Beleza é algo muito belo e agradável, segundo o mesmo. Ok, essa parte eu entendi, mas.. quem diz o que é padrão? Tá, tá... ai tu vem me dizer que são os meios de comunicação e que as modelos são exemplos de padrão e blablabla. Isso eu sei, o que eu queria saber é quem disse a celebre frase: “Nossa colegãm que corpo MARA, tu é padrão e deve ser copiada pelo resto do mundo!”e isso serviu de regra? Porque, nos anos vinte, por exemplo, o padrão era outro, quase o oposto do que é hoje, tudo bem que também não existia essa tecnologia de hoje, e os tempos, de fato, eram outros, e a apelação, também, mas não existia essa busca infinita de 'padronização' por parte da maioria das pessoas.. E eu não falo só de ser magra ou gorda. Falo da cor, da forma e do corte do cabelo, do silicone, do tamanho da bunda, da cor do batom e da forma, e o quanto, os cílios devem estar curvados. Tudo é minimamente escolhido, pra que todos estejam, vistam, entrem e sejam a moda. Não entrarei em detalhes sobre se eu acho que esses padrões são válidos ou não. A questão é a escravidão que isso trás. Tem gente que é obsecada por ter um corpo perfeito, ter a 'cor do verão', um cabelo liso e comprido. Não acho errado a pessoa querer se sentir bem, e é essa exatamente a questão. Não se quer mais ser bonita para se sentir bem e querer ser de fato saudável. Largou-se a individualidade na beleza, para agarrar-se á bonecos de fabricação em massa. É a linha tênue entre querer ser e querer estar bonita (o). Eu acredito, que todos tem que ser, de uma forma ou outra, tão bonito quanto se pensa, ou se quer ser, eu também penso assim, mas isso, diferente do que a mídia prega e as pessoas obedecem, é uma questão de auto-estima, e não de se auto-afirmar...
Trilha Sonora
Esses dias eu estava assistindo à uma novela, e quando o casal estáva se reconciliando e começou a tocar uma música. Toda vez que eles apareciam juntos, tocava essa música, a trilha sonora do casal. Fiquei um tempão tentando lembrar e/ou escolher uma pra mim. Acho incrível a forma como uma música descreve um momento teu, ou a tua vida inteira, mesmo que ela tenha sido escrita em um outro contexto, visando uma outra história, o momento de outra pessoa. Tu acaba infiltrando a tua história, na história de outra pessoa, que talvez não tenham nenhuma ligação plausível. Misturando e até mesmo invertendo totalmente o que de fato o autor daquela música quis passar. Isso vai de encontro á algo que eu sempre pensei, que tudo que uma pessoa escreve tem de ser interpretado conforme foi escrito, e se for de outra forma, de nada vale o que o cara escreveu. Talvez por pensar dessa forma eu não tenha conseguido escolher uma música que definisse minha história. Teria que ser um pouco de cada música, um trecho de cada letra, um acorde de cada violão. Nada pronto. De repente algo misturado, não sei. É mais fácil escolher a trilha de um casal de novela, do que da minha vida. Talvez porque um casal de novela, tenha a sua história inteira escrita, o destino inteiro traçado na ficção com inicio meio e fim e por mais que algo inacreditável na realidade deles aconteça, tudo na vida deles é previsível pra quem assiste, e na minha não.
Chega de tanta Prolixidade.
Aluga-se Amigos.
Mais ou menos.
Eu sou mais ou menos descuidada. Na verdade um pouco é o acaso que torna as situações favoráveis, e um pouco é descuido mesmo. Sou mais ou menos arrogante, um pouco é amargura, um pouco é arrogância alheia. Eu sou mais ou menos irritada, um pouco são as pessoas, um pouco eu mesma. Eu sou mais ou menos sonhadora, um pouco é a vontade do mais, um pouco é o medo de cair. Eu sou mais ou menos rotulada, um pouco é a impressão arrogante, um pouco é o sorriso falso. Eu sou mais ou menos impulsiva, um pouco é vontade, um pouco é verdade. Eu sou mais ou menos inconsequente, um pouco é por descuido, um pouco é a idade. Eu sou mais ou menos maltratada, um pouco são os outros, um pouco sou eu. Eu sou mais ou menos amada, um pouco é querer, o outro é deixar. Na verdade, eu sou mais ou menos o que eu queria ser, ou não.
Mutação ou Construção?

Sobre amor, paixão e platonismo ALHEIO.
Têm pessoas que perdem o sentido quando se apaixonam, aliás, perdem totalmente a noção do que é viver a sua vida. Precisam viver cada segundo da vida do outro, ligar mil vezes por dia, dizer toda hora o quanto gosta da outra pessoa. Paixão arrebatadora, amor á primeira vista, paixão fulminante, amor de infância, e todas as variações que esses sentimentos permitem. Eu sempre acreditei que paixão fosse mais sustentável que amor, porque paixão, como dizem por ai “é coisa que dá e passa”, é menos doloroso, porque é carnal. Na verdade paixão é uma espécie de tesão prolongado e romântico, nada mais. Amor é uma vez só na vida. É aquele de verdade, que dói antes de fazer feliz. Que torna as pessoas mais permissivas e manipuláveis. Treme as pernas, acelera o coração, e todo esse papo que as pessoas dizem por ai. Todo mundo que é apaixonado, diz que ama, quando percebe que era paixão, diz que esqueceu. Um absurdo, as pessoas não amam mais como antigamente. Existe também toda aquela história de alma gêmea, tampa da caneta, frigideira e essa papagaiada que o povo inventa pra dizer que entrou uma pessoa que á completa. Que cria uma ideia falsa de que alguém só é feliz, se encontra a sua. Baita mentira. E se tu encontrou, mas não é correspondido, será que vale? Ah, essa história de amor e paixão é um ponto sem fim. Na verdade existe um amor, no qual eu acredito de verdade, o Platônico. É um amor que tu cria, alimenta, e se despede quando quiser. Não precisa se preocupar onde ele está, que horas chega, quando volta, porque simplesmente tu sabe que aquilo é lúdico, fantasiado por ti mesmo. E só tu acredita nele. Me parece ser mais puro, porque tu não quer nada em troca. Tu ama pelo simples fato de amar. Tu procura pelo simples fato de.. amar. Porque é AMOR. É singelo. Não precisa de nada em troca pra ser alimentado. E tu não precisa procurar por que ele geralmente está no mesmo lugar. E não é no coração. É na parte mais sentimentalmente inatingível do ser humano, o Cérebro. E o coração, esse é só um músculo... só.




