Eu gosto...

Tenho uma estranha aversão às coisas que eu gosto. Gosto de muitas coisas, mas não sei distingui-las. Pra mim é muito mais fácil dizer tudo que eu não gosto. Não gosto de bombom, não gosto de festa com deejay, não gosto de berinjela, não de gente chata, não gosto de pasta de dente colorida, não gosto de rosa, não gosto de ouvir musica baixa, não gosto de olhar tv no domingo. Não gosto de dormir sem musica, não gosto de programas com loiras, não gosto do verão, não gosto de rotulação, não gosto de pessoas carinhosas demais, não gosto que me elogiem. Não gosto de cenoura, nem de salada se não tiver feijão. Não gosto de hipocrisia, não gosto de gente burra, não gosto de esperar, não gosto de ir ao médico e não gosto da recepcionista da clinica que eu vou. Não gosto de sair todo final de semana, não gosto que digam que eu fico tempo demais no pc e não gosto de comer fora de casa. Não gosto de gente que se acha, não gosto de usar o que a maioria usa, não gosto de chicle, não gosto de refri de uva nem se suco de manga. Não gosto de maçã, não gosto de historinhas românticas de amor. Não gosto muito dos anos 80, acho tudo muito feio, tirando as bandas. Não suporto cheiro de cigarro, de filosofos do msn, de enquetes, do orkut, d egente solidária demais e que me façam muitas perguntas. Não gosto que me façam a pergunta 'do que tu gosta então?!' e odeio que digam que eu odeio tudo.

Pedra, flor e espinho.

Eu ando um turbilhão de sentimentos. Só testando pra ver até quando eu agüento o furacão que eles formam embaixo da minha pele, dentro de mim. É um pouco de tudo, muito de nada e tudo junto ao mesmo tempo girando dentro de mim.

  • ok, odeio prepotência, seja ela qual for. Numa pessoa que gosto ou numa que odeio, não faz diferença. Que mania que as pessoas tem de achar que sempre sabem mais! Aliás, que coisa chata saber de tudo. Que chato ter sempre a razão, saber sempre o próximo passo. Não gosto de pessoas tão cheias de certezas assim.

To de saco cheio do que eu achava mais legal. E eu vejo é tudo aparentemente o que eu não gosto. O que me mata é eu saber que eu gosto de uma coisa que é justamente o que eu não gosto.

Por algumas horas, fora da atmosfera que eu vivo eu me senti melhor, muito melhor. Foi voltar e ver o quão medíocre ta sendo.

E as velhas novidades são sempre letras. Não vi um sentimento verdadeiro naquilo. Ok, eu vi, na hora, mas não senti absolutamente nada depois. Que droga de sentimento é esse? Alguém sabe descrever?

O que mais me chateia é que sempre que eu chego com algo que me faça bem, sinto pouco caso de todos os lados. Que merda de sentimento é esse? Não faz diferença.

E quando eu me sinto bem de verdade, eu percebo que eu não preciso de nada das aparências que eu vinha mantendo. Que não são absolutamente nada e eu acho que são alguma coisa. Eu preciso abandonar um dos meus lados. Mas não sei como me abandonar. Me sinto presa em nada. Mas tenho medo de me desprender e cair no abismo. Talvez isso seja bom.

Oi? Tchau.

Por esses e outros motivos que eu ‘não gosto de nada’.

O que eu preciso não tá no meu alcance. Preciso de algo físico. Que eu sinta fisicamente o contrario do que eu sinto emocionalmente. Quero algo que não me cobrem de volta.

A vida é uma peça.

Somos todos parte atuante do teatro. Mas nessa peça não existem mocinhos. Só vilões. Somos os atores coadjuvantes, os protagonistas, a técnica, a platéia, os críticos. O problema é que não dá pra fazer tudo. Não dá pra ser o vilão, e criticar ele. Não dá pra odiar o protagonista, reclamar da platéia, vaiar o coadjuvante. Não dá, mas é isso que fazemos todo dia. Odiamos tudo e vamos assistir todo dia a peça teatral ridícula da nossa vida. E é ai que começamos a mostrar porque só existem vilões inescrupulosos, corruptos e hipócritas. Somos tudo isso. E um resquício de bondade, pra que haja superioridade. Ser vilão é tão bom, que sempre tem quem não goste de ser crítico da própria vida, e procura a vida de outro ator, outro teatro. Somos toda a classe de um vilão, e só a prepotência de um mocinho.

congratulations... i hate you!

É.

Sou incrível na arte de magoar, de fazer doer em alguém. E o mais legal é que não dói nenhum pouco em mim. Não faz diferença. Talvez por que eu faça doer em quem não existe laços de afeto, ou porque eu não tenha emoções mesmo. Sinto dois segundos de culpa por ter feito ou digo alguma coisa, depois me vem um sensação de que eu devia mesmo ter feito aquilo, e o meu botãozinho do ‘foda-se’ liga automaticamente. Tira-me a culpa e me trás uma paz. Tudo bem que eu imagino o que, naquele exato momento de êxtase em mim, passa na outra pessoa, o que deve achar de mim, e o que eu poderia ter feito pra ser diferente. Mas são só mais dois segundos, depois vem de novo aquela sensação. A questão é que não me sinto culpada por agredir, por ser desagradável, por ser definitivamente o que eu quero naquele momento. Me sentiria horrível, se talvez se não fizesse questão de falar. Mas também, que mal há?! Ser a vilã das histórias não é tão ruim assim. Porque ao contrario dos contos de fadas, na vida real, não existem mocinhas....

Se tu mente tu é criticada. Não foi verdadeira.

Se tu rodeia, não fala a verdade. Não é direta.

Se tu fala a verdade tu é malvada. Vira uma vilã de ficção.

Bem vindos ao mundo da hipocrisia, vire vilã, mate o mocinho e corte seus pulsos.

love is a losing game

Que necessidade burra a gente te tem de amar, de depender de outra pessoa pra ser feliz e completo. Primeiro tu tem que conseguir ser feliz sozinho - estar feliz sozinho melhor dizendo, pra depois pensar em ser feliz com outra pessoa. Pelo menos pra mim, tu não pode depender tua felicidade de outra pessoa, tu tem que somar a tua na dela e a dela na tua. A maioria das pessoas confundem somar com completar. Se fosse só completar era só tu achar uma pessoa que dependa de outra também pra ser feliz, e mesmo assim ainda faltaria um bocado de felicidade entre os dois, e é sempre ai que acabam os relacionamentos. E essa história de que tu tens que ter vários relacionamentos pra achar a pessoa certa é ridículo, convenhamos. Tu só vai ser feliz com uma pessoa se tu for feliz sozinha, se tu souber separar amor de DEPENDENCIA, de vicio. Pra mim, as pessoas deveriam curtir o que podem da vida, sem se comprometer, criar um relacionamento, depender de outro. Deixar acumular todo amor. Ai, o dia que tu estiver cansada disso e completamente feliz, tu vai encontrar alguém que esbanje felicidade também, liberar esse amor contido e ser duplamente feliz, que é muito melhor do que ser só feliz. A vida pode se tornar menos dolorosa, menos sentimental, menos desgastante. A gente perde tempo demais se preocupando em achar uma pessoa pra ser completo, e esquece de ser de fato feliz.

Let it be.

Burra, eu. Doze minutos. Começou e terminou comigo. Aliás, terminou sem terminar, sem fim, sem uma resposta, só a vontade de que não terminasse... e como se de fato não precisasse de nada disso. E eu que tentei por alguns minutos que fosse diferente. Tentei chamar atenção como pude, mas não foi o suficiente pra ser notada. Logo eu, que naquele caso era o centro das atenções. O centro dos elogios, o centro dele. Meio gozado até, eu ter que me fazer notar. Nunca precisei disso até afastar tudo de mim com meu ego. Ego burro, diga-se de passagem, que na ânsia de se alimentar trocou os pés pelas mãos e ficou vazio, sozinho e com vontade do mais. Pensava eu que ser fria não me traria esses sentimentos, pelo contrario, afastaria. Nesse caso, não só o ego, burra eu também, que perdi doze minutos tentando atrair tudo que eu e meu ego burro afastamos. E o pior é que eu não consigo evitar, e não exitar em fazer de novo. Enquanto isso o fim tá lá, inacabado, aberto, esperando uma resposta. Burra, eu.

Feita de tudo...

... de planos, de sonhos, de miragens, de ilusões, de motivações, de razões, de viver. Feita de açúcar também. Feita de rancor, de auto destruição, de nostalgia, de conformidade e de inconstância. Feita de medos. Medo de altura, de escuro, de ratos, de ficar careca e sem dente, de cair, de não levantar, de não saber, de não querer, do não. Feita de músicas, de melodias, de frases, de expressões, de partiduras, de rock, de indie e até de pop. Feita de cores, de azul, de vermelho, de amarelo, de preto, de cinza, de magenta e até de azul neon ás vezes. Feita de sono, do olheiras, de pesadelos, de lembranças, de memorias, de motivos, de sustos. Feita de membros, de sangue, de órgãos, de mente insana, de licença poética. Feita de figuras, de círculos, de triângulos, de retângulos de vértices, de bases, de geometria. Feita de coisas, de objetos, de amores, de desamores, de invejas, de alegria. Feita de pedaços, de sinais, de tudo, de nada. Feita do que há de bom, do que há de ruim, e principalmente do que faz feliz. Não necessariamente nessa ordem...

Trailler da vida.

Se tem uma coisa que me impressiona de verdade são os sonhos. Eu tenho uma teoria sobre eles, que muita gente discorda, não entende ou acha bobagem. A teoria se baseia em um pouco do espiritismo, em que diz que existe um plano superior onde os desencarnados vivem, e os encarnados convivem junto quando estão dormindo. Tem gente que não acredita, eu acredito. Eu acreditar ou não nisso, independe da minha crença religiosa. Eu simplesmente acredito, acho uma explicação plausível para os sonhos. Já sonhei coisas contínuas, durante uma semana. Faz muito tempo que não tenho pesadelos, e as vezes sonho tanta coisa que mal lembro. Mas essa noite eu tive um sonho, o mesmo, durante a noite inteira. Despertei, dormi e continuei tendo o mesmo sonho. Bem comum até, nada de anormal, nenhum super poder, nenhum indie e nenhuma grande história de aventura. Talvez por isso tenha me impressionado tanto. Pensei nele o dia todo, e mesmo assim, não sei contar ele. Ta dentro da minha cabeça, passando como um trailler de um filme que eu não sei contar. É estranho, ta ali, e eu não consigo descreve-lo. Parecia ter um histórico no sonho, como se fosse continuidade de algo, era confuso. Ora eu estava em um lugar, ora em outro. Ou não, talvez simplesmente eu lembre só de fatos. E esse sonho é mais um motivo pra eu crer neles. Tem coisas que parecem sinais. E quando esses sinais aparecem, é melhor segui-los para saber de onde saem, pra onde vão e porque veem.

Mudança

Na minha infância, quando todas as gurias estavam preocupadas com a roupa e em ficar bonitinhas, eu estava preocupada em me divertir, suja mesmo. Acho que desde de criança nunca me prendi as aparências, em especial, a minha. O fato de eu ter sido (e ser) a mais gordinha do 'clube da luluzinha' pode ter afetado nisso. Eu sempre odiei rosa. Adorava salto alto, saia e vestido. Adorava fotos minhas, mas detestava tirar fotos em aniversários, pra mim era um sacrifício ficar atrás do bolo, sorrindo e fingindo que gostava de estar ali. Mas eu adorava dançar, fazer festas em casa. Tinha um monte de brinquedos, e a maioria quebrados. Na verdade eu parecia e tinha modos de um menino, e até hoje isso faz meio que parte de mim. Eu ainda detesto rosa, mas não gosto de salto alto, nem vestido, nem saia. Gosto de tirar fotos, mas se minha pessoa estiver presente nela, tem que ser tirada por mim, deve ser a vocação. Pensando nas coisas que eu fazia e nas que faço percebi o quanto eu deixei meu lado MASCULO acabar aos poucos, e ao mesmo tempo como essas mudanças foram mínimas. Aboli o salto alto, mas aderi ás maquiagens. Aboli as saias e vestidos, mas aderi as bolsas e bijus. E antes de aderir á isso tudo, passei pela fase de guria estúpida que acha que pra gostar de rock, tu tem que usar blusa de banda, correntes e all stars. Resultado: Passei a parecer mais ainda um menino. Hoje eu entendi que pra eu gostar de algo, não preciso ser exatamente aquilo, nem parecer como a maioria das pessoas que gostam daquilo parecem. Quando eu resolvi entrar nessas de mudar, a intenção era, e ainda é mudar de por dentro, e deixar transparecer por fora, sem que isso afete quem esta do lado de fora. É só pra eu sentir o gostinho de ser eu mesma. Desde a infância tanta coisa mudou, e daqui até a velhice, muito mais vai mudar, mas desde sempre fica a essência, o caráter. Tudo que tu é até tu chegar a tua velhice, é exatamente o que tu foi quando era uma criança, e pra isso não importa muito quantas vezes tu mudou, e sim o quanto tu acrescentou á tua personalidade com essas mudanças. Desde a época da foto, da minha essência pouca coisa mudou, basicamente foi a troca do salto alto, pelo all star.

Estranhamente eu andava com um bom humor inacreditável.

Fazia muito tempo que eu não ficava assim. Talvez as esperanças que eu depositei nesse ano, os planos, os sonhos e tudo mais. Eu estava até estranhando. Pois bem, hoje eu fiz questão de por os pés na terra e lembrar que o morango é azedo e que a Disney fica longe, e das coisas vazias que se tornaram a minha vida. O balanço de final de ano que eu ainda não havia feito. Ok, talvez vazia seja um termo forte (ou eu prefira encarar assim), mas ta faltando algo. Ou talvez as coisas que eu acredito não sejam beem o que eu queria acreditar ou o que eu penso ser, ou ainda eu finjo ter coisas que eu não tenho pra me completar de alguma forma... é, eu acho que é isso. As coisas acontecem, eu fico puta da vida, esqueço e faço como se nada tivesse acontecido, e isso vem acumulando coisas que eu não tenho. É meio estranho, mas é isso mesmo. Eu não reclamo da minha vida, ela é ótima, tenho uam familia ótima, e é tudo maravilhoso. O problema, como de costume, sou eu e minhas atitudes perante as atitudes dos outros e as situações que o morango gigante que é a vida me proporciona. Mas eu não vou entrar em detalhes e me questionar os porquê's, muito menos me lamentar das coisas. Até porque o que aconteceu, o que vai acontecer e o que não acontece, é obra do destino, e o meu destino quem desenha sou eu, logo é tudo (de uma forma ou outra) ação e reação. Só quero notificar pra mim mesma o quão vazia EU sou, e o quanto isso não transparece pras outras pessoas. Não é possível que eu vá viver a vida toda de sonhos e de planos. Definitivamente eu quero mudar, é não é a mudança que eu sempre me proponho a fazer na segunda feira e que nunca acontece. É a mudança que não transparece, preenchimento. Eu NUNCA precisei de ninguém pra nada, e sempre agi como se precisasse. Eu NUNCA precisei da aprovação de
ninguém, e sempre agi como se precisasse. Eu nunca tive algumas coisas e agia como se tivesse, e esse é meu maior erro (mas eu não pretendo reparar). Eu SEMPRE agi conforme achava bonito e sempre com um discursinho de merda pronto, esperando alguém notar que eu não era como eu realmente sou. Ta na hora de tentar ser menos do que eu pareço e mais do que eu realmente sou. Eu to realmente cheia de ser quem eu sou e todos os meus valores, todos os dias. Nunca deu em nada, e acho que ta na hora de mudar pra ver se algo acontece. Até porque eu não tenho histórias realmente incríveis pra contar, minhas conversas são chatas e eu não consigo ser a mesma por muito tempo. Acho que dezessete anos já deu no que tinha que dar. As histórias se repetem quando são vazias e eu não quero repetir a minha, por mais dezessete anos.

Elas ♥

(21:47) Nessááááh:eu to lendo o negócio da maionese que não te fez mal
ao cd da simone

(21:47) Grazi: ah aiuehaiuehaiuheiauheiuaheiua

(21:48) Nessááááh:bah só falou dos teus amigos que te deixaram na mãaão
eee nóóóóóóóós??

Então tá, um capítulo a parte, pra falar das tres.

A Fê, eu conheço desde a quarta série, a Vanessa dese o primeiro ano e a Pam desde esse ultimo ano. A Fe é a magrela, a modelo, tem umas caretas engraçadas e ás vezes ela emite uns sons estranhos, junto com as caretas, mas a gente atura por amor, sabe falar sério e sabe falar mal, que é melhor do quefalar sério. rs Acho que eu conheço ela á uns oito ou nove anos. Eu ainda devo um presente de aniversário pra ela -.- Mas eu JURO que ainda pago ele. Tudo que tu possa imaginar que tu possa precisar tem na casa dela. TUDO. Não passei pela situação de dizer que precisava de algo e ela não soltar a frase “Acho que eu tenho lá em casa, vou ver e amanhã te trago”. Além do mais, ela tem estrutura corporal de modelo, e cabeça tb rsrs

A Vanessa eu conheço desde o primeiro ano, e a gente não foi muito uma com a cara da outra. Na real mais eu do que ela. Ela andava com a pessoa mais insuportavelmente irritante da face da terra, a laranja, e por isso eu não gostava muito dela. Sabe aquele ditado “Vão-se os anéis e ficam-se os dedos”? Com a vanessa é Vão-se os anéis, os brincos, os cds, as canetas, as pulseiras... vai-se tudo. Ela têm um altar meu, na casa dela, com todas as minhas coisas.. mas bem na real eu não me importo muito. Toda vez que ela olhar minha pulseira de bolinhas na cama dela, ela vai lembrar de mim, e isso é o que vale. Ela incrivelmente transforma uma história triste numa comédia quando ela conta. Já dei boas risadas de histórias que era pra chorar, com ela contando. Sem contar que o capetinha baixa no corpo e o cara não sabe como controlar... INCOMODA o que pode, o que não pode e até cansar. Esse uiltimo ano foi mais tranquilo, porque tiveram anos que a gente brigava feito doidas, sabe-se lá porque. Mas é uma relação saudável, como ela mesmo disse uma vez.

E a Pam, a psicopata. Meu, ela tem umas caras de dar meedo. Mas a gente sabe que é só com certas pessoas que ela aflora o lado maníaco do parque. Essa cara de brava dela, pra quem não conhece até convence, mas na reeal, como eu já disse pra ela, ela é um 'docinho de coco' auheaiueh. A gente passou o ano todo falando mal de todo mundo, e folgando, e se divertindo. A gente matou aula, que era pra apresentar um trabalho pra ir pro banheiro tirar foto. A Pam é meio invocadinha, gosta de pagode (as tres, né), e gosta de um 'preto' como ela diz, e a Mulher Macho do grupo rs "Nunca vi rastro de cobra, nem como de lobisomen, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, porque eu sou é homen, porque eu sou é homen, menina eu sou é homen, e como sou"aiuehauie . É bem debochadinha. Era a paixão platônica de um sapo, e eu fui me escala nela pra fazer a prova de química e ela não sabia nada. Eu só lamento ela não ter estado desde o primeiro ano com a gente.

Menção Honrosa pro Maicon, que esteve com a gente esses tres anos, encomodando e soltando aquelas frases celebres como: “Como é que é meu amigo?”, “paizinho é baaaalaaa” e todas aquelas irritantes.

Eu vou sentir uma puta falta de estar com eles todos os dias, se ferrando, e se divertindo. Eu já tava cansada de ir pra escola, e eles eram meus principais motivos (se não os únicos rs). Eu vou sentir falta de tudo, tudo. Desde o capetinha da Vanessa, as caretas da Fê, as caras de psicopatas da Pam, as frases chatas do maicon até das brigas. Mas sem dúvidas o que mais vai me fazer falta é a presença deles ali, todos os dias, seja conversando, seja estudando, seja rindo.

Gurias, eu espero muito mesmo, que vocês NUNCA esqueçam esses tres anos, e que daqui á uns quinze anos a gente se reuna com todads as mil fotos que tiramos pra relembrar. Mas quinze anos pra ve as fotos, e no máximo duas semanas sem se ver, é uma tortura já! Aiuheiuaheiahe

Se foi.

Queria agradecer pelo ano de 2008:
Agradecer ao escorpião seco que eu peguei no laboratório de ciências que não ressuscitou, as pessoas que não me bloquearam no msn, à dentista que conversava comigo enquanto obturava meu dente, e contava como foi o domingo dela. À minha mãe que estragou meu mp4, á minha cadela que me mordeu sabe-se lá porque e a todos os cachorros que diferentes dela, n~ão me morderam, aos mortos que mais uma vez não puxaram meus pés, e aos cemitérios que ficam longe da minha casa. Aos médicos que não deixaram bisturis dentro de mim nem me receitaram remédios errados, a tia da faxina da escola que só em encheu o saco, aos carros que não me atropelaram e aos aviões que não caíram em cima da minha casa.. ah e aos motoristas de ônibus que não passaram por cima de mim. Agradecer aos assaltantes que não me assaltaram, aos sequestradores que não me sequestraram, aos psicopatas que não me mataram, e os estupradores que não em estupraram. As lojas de roupas para gordas que foram a minha salvação na hora de comprar um jeans e á quem coloca aqueles preços absurdos nelas. Aos programas de televisão aos domingos que eu não assisti, aos jogos de futebol que eu não fui, aos frangos que não me passaram a gripe aviaria, ás vacas que não me passaram febre amarela, e a bolsa de valores que super influencia minha vida econômica. Ás escovas de dente que machucaram minha gengiva, aos raios solares que por pouco não me deixaram cega e a maionese que não me fez mal. Agradecer aos emos fedendo a asa nos festivais da vida, aos mesmos fedendo em qualquer lugar, e cabe também aqui agradecer pelos indies existirem. Agradecer também ao cara que desenhou o all star. Ao chupa-cabras que eu morro de medo e não apareceu, aos et's que não me abduziram, e os cavalos que não me deram patadas. A malhação que virou um RBD a lá High School Musical, aos fãs de RBD e aos inúteis RBD's. Aos pagodeiros que me infernizaram pra dançar, aos funkeiros por existir, e a mulher melancia por me mostrar o quão talentosa ela é. Aos eletro-domésticos que não me deram choques, aos pregos que não me machucaram e aos tombos que eu não levei. Ao meu professor de física, aos bordões que colocaram na minha cabeça (maras ou não), ao aBombadio por ser tão prepotente, a minha mãe, de novo, por todo natal escutar o cd da Simone. Ao natal por ter se transformado em data comercial e ao Tom Hanks por ter feito O Código Da Vince. E ao cara do colecionador de ossos tb. Aos meus amigos que não me ajudaram muito esse ano, que me deixaram na mão e aos que eu deixei na mão (juro que foi por motivos de força maior). Ao Vitor e ao Léo pela Zaga do grêmio, e ao Vitor & Léo pela fada querida deles que atormentaram esse ano, ao nxzero por ser tão... éca, a Amy Winehouse por ter feito o disco Frank e aos anos 60 que estão de volta.. Então um brinde a todas as coisas, animais e pessoas.

"Desejo a todo mundo que o sol brilhe a fu nesse 2009 que ta começando. Vamo que vamo!" Faz sentido, GraziNEle.

Sobre Padrão de Beleza, Padrão e Beleza.

Padrão, pelo Aurélio é qualquer coisa que sirva de modelo e iguale tudo. Beleza é algo muito belo e agradável, segundo o mesmo. Ok, essa parte eu entendi, mas.. quem diz o que é padrão? Tá, tá... ai tu vem me dizer que são os meios de comunicação e que as modelos são exemplos de padrão e blablabla. Isso eu sei, o que eu queria saber é quem disse a celebre frase: “Nossa colegãm que corpo MARA, tu é padrão e deve ser copiada pelo resto do mundo!”e isso serviu de regra? Porque, nos anos vinte, por exemplo, o padrão era outro, quase o oposto do que é hoje, tudo bem que também não existia essa tecnologia de hoje, e os tempos, de fato, eram outros, e a apelação, também, mas não existia essa busca infinita de 'padronização' por parte da maioria das pessoas.. E eu não falo só de ser magra ou gorda. Falo da cor, da forma e do corte do cabelo, do silicone, do tamanho da bunda, da cor do batom e da forma, e o quanto, os cílios devem estar curvados. Tudo é minimamente escolhido, pra que todos estejam, vistam, entrem e sejam a moda. Não entrarei em detalhes sobre se eu acho que esses padrões são válidos ou não. A questão é a escravidão que isso trás. Tem gente que é obsecada por ter um corpo perfeito, ter a 'cor do verão', um cabelo liso e comprido. Não acho errado a pessoa querer se sentir bem, e é essa exatamente a questão. Não se quer mais ser bonita para se sentir bem e querer ser de fato saudável. Largou-se a individualidade na beleza, para agarrar-se á bonecos de fabricação em massa. É a linha tênue entre querer ser e querer estar bonita (o). Eu acredito, que todos tem que ser, de uma forma ou outra, tão bonito quanto se pensa, ou se quer ser, eu também penso assim, mas isso, diferente do que a mídia prega e as pessoas obedecem, é uma questão de auto-estima, e não de se auto-afirmar...

Trilha Sonora

Esses dias eu estava assistindo à uma novela, e quando o casal estáva se reconciliando e começou a tocar uma música. Toda vez que eles apareciam juntos, tocava essa música, a trilha sonora do casal. Fiquei um tempão tentando lembrar e/ou escolher uma pra mim. Acho incrível a forma como uma música descreve um momento teu, ou a tua vida inteira, mesmo que ela tenha sido escrita em um outro contexto, visando uma outra história, o momento de outra pessoa. Tu acaba infiltrando a tua história, na história de outra pessoa, que talvez não tenham nenhuma ligação plausível. Misturando e até mesmo invertendo totalmente o que de fato o autor daquela música quis passar. Isso vai de encontro á algo que eu sempre pensei, que tudo que uma pessoa escreve tem de ser interpretado conforme foi escrito, e se for de outra forma, de nada vale o que o cara escreveu. Talvez por pensar dessa forma eu não tenha conseguido escolher uma música que definisse minha história. Teria que ser um pouco de cada música, um trecho de cada letra, um acorde de cada violão. Nada pronto. De repente algo misturado, não sei. É mais fácil escolher a trilha de um casal de novela, do que da minha vida. Talvez porque um casal de novela, tenha a sua história inteira escrita, o destino inteiro traçado na ficção com inicio meio e fim e por mais que algo inacreditável na realidade deles aconteça, tudo na vida deles é previsível pra quem assiste, e na minha não.

Chega de tanta Prolixidade.

Eu sofro constantemente com o que eu falo. Há tempos eu venho escrevendo algo como 'como eu me expresso mal', mas como o assunto mesmo prevê, eu me expresso muito mal, e o texto não saia de jeito nenhum, ai resolvi deixar toda aquela prolixidade de lado, e escrever exatamente o que eu estou pensando. Na verdade não aconteceu nada ultimamente para que eu relembrasse esse assunto, na verdade é a falta do que falar, mesmo tanta coisa estando acontecendo, tanto boas quanto ruins. Mas esse é um fato que me incomoda de verdade. Porque na maioria das vezes ( e quando eu digo maioria é sempre, e sempre é o contrario de nunca) eu falo algo, e a criaturinha, o leitourinho interpreta como o convém. Logo, pra que eu escrevo? Sem querer ser pretensiosa, mas se tu escreve algo, não é pra ti parar na frente do espelho e ler pra ti, certo? Meu professor de biologia sempre disse: “Quando tu escreve algo, é pra outra pessoa ler, então tu tem que convencer aquela outra pessoa de que tu está certo.” Então qual a finalidade das pessoas interpretarem do jeito que ás convém? Isso mostra que o texto não é convincente e se nem o vincente gosta, quem vai gostar? Outro assunto que eu venho tentando abordar e nunca com sucesso é o fato de quando tu sabe que tu escolheu a carreira certa à seguir? Eu sie qual a área, mas não me decidi qual segmento dessa área seguir, e isso me deixa cada vez mais confusa. Pra ajudar na confusão mental que isso vem causando me mim, comprei uma TITITI genérica. Imaginem, se a tal TITITI já é o cumulo do ridículo, a genérica é no mínimo... urgh! Nem sei explicar. Fato é que paguei exatos R$1,89, porque tinha uma super promoção assim na capa: “Aproveite! De R$ 1,99 por R$ 1,89” Não pude recusar, onde encontraria tal promoção? Por fi, depois de ficar perplexa com essa estupenda promoção comprei-a, mas ainda não tive coragem de ler ela. É meio difícil acreditar que uma pessoa estuda quatro anos de jornalismo, isso quando não demora mais de 10 anos para se formar, e seu trabalho é escrever uma super Matéria da Mulher Melancia e sua incrível melancia na praia. Chega a ser revoltante. Ah e sobre as mulheres frutas, é melhor você cuidar o que come, frutas grandes demais, são fortemente contaminadas com agrotóxicos. VIVA AS MULHERES LEGUMES E VERDURAS... Enfim, acho que por ora era isso, não sei quando/se volto. Pode ser amanhã, ou pode não ser. Depende o grau de prolixidade que eu queira passar.
Ao som de Amy Winehouse - Valerie.

Aluga-se Amigos.

Esse final de semana eu percebi muitas coisas que estava pintado na minha testa e eu nunca notei.
Na verdade eu sempre soube mas nunca assumi. Eu sou uma rocha em certos assuntos, pode falar, pisar, bater, gritar, que eu não me abalo, mas respondo á altura. Mas sei lá, quando o assunto é amizade, eu sou completamente o oposto. Talvez por crer que a amizade é mais forte e mais complicado que um casamento até. Por isso mesmo sempre tratei das amizades com um cuidado maior, e tenho amigos com os quais nunca tive afinidade, só amor, e nunca tinha percebido como isso traz um certo abismo entre a gente. Isso me mostrou o quão engraçado é saber que tu não é descartável, mas perfeitamente substituivel, quando pra ti, isso não é nem uma hipótese. Pena que nem todos pensam iguais. E, convenhamos, quer coisa mais legal que afinidade? Isso tudo eu refleti, por causa de um show que eu queria ir, e meus superamigos se negaram com seus supermotivos à não ir comigo. Mas eu fui mesmo assim. E me diverti mais, do que se talvez, um deles tivesse ido, Me surpreendo de ainda me surpreender com eles. Então, Alguém se habilita a aluga-los?!

Mais ou menos.

Eu sou mais ou menos descuidada. Na verdade um pouco é o acaso que torna as situações favoráveis, e um pouco é descuido mesmo. Sou mais ou menos arrogante, um pouco é amargura, um pouco é arrogância alheia. Eu sou mais ou menos irritada, um pouco são as pessoas, um pouco eu mesma. Eu sou mais ou menos sonhadora, um pouco é a vontade do mais, um pouco é o medo de cair. Eu sou mais ou menos rotulada, um pouco é a impressão arrogante, um pouco é o sorriso falso. Eu sou mais ou menos impulsiva, um pouco é vontade, um pouco é verdade. Eu sou mais ou menos inconsequente, um pouco é por descuido, um pouco é a idade. Eu sou mais ou menos maltratada, um pouco são os outros, um pouco sou eu. Eu sou mais ou menos amada, um pouco é querer, o outro é deixar. Na verdade, eu sou mais ou menos o que eu queria ser, ou não.

Mutação ou Construção?

Já parou pra pensar o quanto ainda tem em ti, de ti mesmo? O quanto tu ainda é tu e não a imagem que tu criou de ti? Ás vezes, mesmo sem perceber, tu acaba sendo um pouco de muitas pessoas. É como se tu tivesse construindo a tua imagem e precisasse dos pontos de partida. A partir daquilo ali tu constrói o que tu quer ser. E tu já parou pra pensar também o quanto tu tem da mesma pessoa que tu era há tempos atrás? Se tu ainda gosta da mesma banda, tem os mesmos amigos, ainda tira notas boas e ainda pensa da mesma forma. É difícil tu permanecer por muito tempo sem mudar, porque pra cada iniciativa, pra cada novidade, pra cada mudança tu age de forma diferente, logo tu não é a mesma. Acho que o que determina se uma pessoa é a mesma ainda é o fato dela mudar constantemente, e continuar a mesma. A mesma estranha que belisca as bochechas pra ficar rosadinhas, que demora quinze minutos passando rímel e que passa três diferentes, que fala sozinha, que usa enxaguante bucal só porque arde a boca. Essas coisinhas estranhas e que eu faço sempre é que determinam se eu continuo a mesma, e a imagem que eu passo não corresponde. Eu continuo a mesma, e não importa o quanto eu acrescente das pessoas, e a imagem que eu passe, eu sempre vou fazer as mesmas coisas, independentemente de eu ser a mesma ou mudar. Ao mesmo tempo em que eu sofro mutações, eu construo com elas, a mesma coisa que eu era antes.

Sobre amor, paixão e platonismo ALHEIO.

Têm pessoas que perdem o sentido quando se apaixonam, aliás, perdem totalmente a noção do que é viver a sua vida. Precisam viver cada segundo da vida do outro, ligar mil vezes por dia, dizer toda hora o quanto gosta da outra pessoa. Paixão arrebatadora, amor á primeira vista, paixão fulminante, amor de infância, e todas as variações que esses sentimentos permitem. Eu sempre acreditei que paixão fosse mais sustentável que amor, porque paixão, como dizem por ai “é coisa que dá e passa”, é menos doloroso, porque é carnal. Na verdade paixão é uma espécie de tesão prolongado e romântico, nada mais. Amor é uma vez só na vida. É aquele de verdade, que dói antes de fazer feliz. Que torna as pessoas mais permissivas e manipuláveis. Treme as pernas, acelera o coração, e todo esse papo que as pessoas dizem por ai. Todo mundo que é apaixonado, diz que ama, quando percebe que era paixão, diz que esqueceu. Um absurdo, as pessoas não amam mais como antigamente. Existe também toda aquela história de alma gêmea, tampa da caneta, frigideira e essa papagaiada que o povo inventa pra dizer que entrou uma pessoa que á completa. Que cria uma ideia falsa de que alguém só é feliz, se encontra a sua. Baita mentira. E se tu encontrou, mas não é correspondido, será que vale? Ah, essa história de amor e paixão é um ponto sem fim. Na verdade existe um amor, no qual eu acredito de verdade, o Platônico. É um amor que tu cria, alimenta, e se despede quando quiser. Não precisa se preocupar onde ele está, que horas chega, quando volta, porque simplesmente tu sabe que aquilo é lúdico, fantasiado por ti mesmo. E só tu acredita nele. Me parece ser mais puro, porque tu não quer nada em troca. Tu ama pelo simples fato de amar. Tu procura pelo simples fato de.. amar. Porque é AMOR. É singelo. Não precisa de nada em troca pra ser alimentado. E tu não precisa procurar por que ele geralmente está no mesmo lugar. E não é no coração. É na parte mais sentimentalmente inatingível do ser humano, o Cérebro. E o coração, esse é só um músculo... só.