coadjuvando.
Não gosto de gente que entra na história pra ficar de segundo plano, elenco de apoio e até mesmo coadjuvente. Prefiro os protagonistas que, mesmo sem conteúdo, fazem a história render. Tu deveria perceber que coadjuvante é o ator que interpreta papeis secundários, não tem trama propria e vive na sombra do protagonista.
chronic, romance. Almost irreversible.
"Estávamos entre tres, na sala. Eu, ele e um amigo em comum, quando ele resolve desabafar. Meus olhos imediatamente dobraram de tamanho arregalados e com medo do rumo que o diálogo poderia tomar.
- Eu não sei direito o que eu faço. Ela ta arrependida.
- Pediu desculpas? Ela pelo menos se explicou?
- Não, mas eu senti sinceridade nela.
- Tu ainda gosta dela, não é mesmo? Deveria assumir, não pra mim, mas pra ti mesmo.
- A gente teve uma história juntos.
- Todas as histórias tem finais.
- Felizes, o que não foi o caso. Acho que precisamos de mais tempo pra isso...
Resolvo intervir.
- Talvez vocês já tenham vivido o final feliz de vocês, e não perceberam.
Ele me olhou fixamente por uns segundos e nós três sentimos o clima tenso, quando a namorada do Gu, o amigo, volta da cozinha.
O diálogo entre os dois persiste.
- Talvez esse romance de vocês seja um livro muito grande.
- Um Livro? – e ele ri deliciosamente – Nunca vi por esse ângulo.
- É, ou uma tragédia de Shakespeare.
- Não, creio que seja um romance mesmo, com muitas páginas que...
-... que já está cansativo pra quem lê – penso, mas pelo silencio percebo que isto foi dito e não apenas pensado, pego aquela taça de vinho e numa fração de segundos o álcool percorre minha corrente sanguínea.
Ele fica pensativo, e está visivelmente abatido com o romance. E eu, ainda temendo o rumo da história, entornava mais um gole considerável de vinho.
- Eu ainda amo ela.
Pronto. O chão sumiu, o vinho parecia ter pedras, e as coisas ficaram nebulosas em questão de segundos. Tento me recuperar. Eu sabia o final da história. Eu temia que fosse o final.
Intervi novamente.
- Talvez se transformasse esse romance longo em crônicas, não estivesse tão abatido. A próxima história estaria ali, na próxima página. Um novo incio, um novo romance. Nem sempre o final feliz é o que a gente imaginou.
Depois disso, mais um silencio tenso, e a sábia decisão de mudar de assunto."
Era de aquarios? hell-ô
Nada move o Sarney do lugar, o Collor chamando seu colega de parlapatão, o rubinho vencendo uma F1, a stéfhany do cross fox indicada ao vmb, 4 mil pessoas morrendo de gripe suina e todo mundo querendo usar máscara e ninguém se preocupa com os mais de 30 milhões que tem aids e que ninguém usa camisinha, o dado ganhou um reallity show chamado a fazenda (nada mais apropriado), aliás, um reallity show com sub-sub celebridades. Cadê a era da normalidade, paz e harmonia?
good guys and villains
Eu gosto de ser surpreendida... Me instiga a querer desvendar o que acontece. Não parecer obvio demais é uma coisa meio last week hoje. Talvez por que sejamos mais preguiçosos a pensar, e geralmente a história vem bem vomitadinha, pra ti não pensar demais. Mas eu fico feliz de saber que nem todas as histórias não são tão obvias assim. Quem julgaria que o vilão seria apenas uma vitima do mocinho? Quer dizer... A história toda te induz a trilhar um caminho, e a narrativa te manipula a achar que o mocinho é quem sofre. E que a suposta vitima é que é o vilão. O mais loco é que, com a narrativa te manipulando tu começa a inventar um final meio trágico pro 'vilão', e quando descobre que ele que é a vitima, se sente culpada. Mas, convenhamos: a vítima sempre vai ser um babaca. Um banana. Como vai cair nessa cilada de ser vilão por osmose? O fato do final ser surpreendentemente diferente do que o que eu crei lendo, não beneficiou a vitima nem o vilão. Só mostrou que eu como leitora - e as vezes espectadora, fico vulnerável as facetas dos personagens. E só me fez perceber que, por mais que existam muitas histórias que nos induzem a achar que sim, mocinhos não existem. Nunca existiram.
Politicamente correto é cacete.
Não gosto muito desses joguinhos de indiretas. Me parece coisa de gente que tem medo de ser censurada.
Falando nisso, eu acho essa gente que se censura pra parecer politicamente correto meio porco. Mas pior do que isso é simplesmente bancar que é. Um lixo essas atitudes. Odeio gente que faz alarde contra o 'sistema', contra o governo e contra politico colocando um sustenido seguido de um fora sarney sem espaços e acha que tá revolucionando a politica por que um dos caras do CQC fez isso no twitter. Ou então banca o revoltado sempre pela internet e nunca foi a uma câmara de vereadores se quer, pra tentar reivindicar os tais direitos pelos quais grita aos montes que tem. Eu não faço isso, mas não consigo ser hipócrita ao ponto de dizer que 'a gente' tem que fazer e não mover a bunda do sofá. Acho que pra tamanha revolta, tem que se fazer o mínimo pra ter embasamento em tais teorias politicas. O que, na maioria das vezes, não é o caso. É realmente lindo cobrar seus direitos, votar consciente, não jogar lixo no chão e não ter preconceitos. Isso deveria ser a base do carater de todo mundo, mas como não é assim e agente sabe, deixa pra quem sabe ser completamente assim. Não gosto de gente que veste essa fantasia de politicamente correto e esquece o rabinho de hipocrisia pra fora. Assume as facetas, tira a máscara de bom moço e boa moça e dá a cara a tapas. É melhor ser honesto consigo mesmo do que agradar. Até por que, se é pra agradar, agrada sendo verdadeiro e não fingindo ser o que não é, concordas? Todo mundo sabe o que tem que ser feito, e ninguém precisa saber o que tu quer que aconteça pra revolucionar o mundo e posar de exemplo. Se é isso que tu queres ser, mostra o que tu efetivamente faz por isso tudo, que vai servir de incentivo pras pessoas fazerem também e vai ser mais eficaz que um discursinho hipócrita que sempre põe a culpa no governo.
Politicamente correto? Onde? Desculpa, mas isso é uma coisa que eu não consigo aturar, por que é SEMPRE da boca pra fora. Eu pelo menos assumo com todas as letras que não me importo em ser isso, que sou egocêntrica e egoísta. Se agrada ou não, isso é conversa pra gente tratar no Gigabyte. Só posso dizer que a gente tá tudo no mesmo barco.
Gente hipócrita.
Isso tudo é uma regra não.
é apenas minha opinião.
Mas já que ela conta tanto
resolvi não deixá-la de canto. :)
e rimando!
@caio_f
Vi no blog da Helen esses tempos, o twitter do Caio Fernandes, e corri pra seguir ele e ler o que ele fala, e achei uma oportunidade digna pra mim citar ele aqui:
"Não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir. Pelo contrário: vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda"
"Não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir. Pelo contrário: vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda"
ops... i did it again.
A gente não pode só julgar o que é certo e errado, o que é bom e mal. Até por que só faz isso quem tá acima de tudo e isento de cometer erros ou maldades. O que não é o caso, nem de longe.
Tudo é questão de escolher: entre o certo, o errado, o bom, o mal, o bem, e o ruim. Sejamos mais honestos em admitir que a gente comete erros. E por opção, não por acaso. ;-)
Limites
Sabe uma coisa que eu detesto? Gente conformada, sem ambição, acomodada, acostumada. Que acha o suficiente pra sua vida passar os dias atrás de um caixa de supermarcado ou de um balcão de loja e acha que, por ser o suficiete pra sua vida, deve ser pro resto da humanidade. Eu acredito sim que tu é do tamanho do teus sonhos, do tamanho das coisas que tu almeja.
Não consigo acreditar que pra uma pessoa pode bastar o que ela tem, que ela não tenha planos, que ela não tenha motivos pra crescer! Que ache que ambição é algo indiferente. Simplesmente existir? Pra que? Sinceramente, esse é um projeto de vida que não me agrada. Não imagino um dia se quer da minha vida que eu me conforme com o que ela seja.
Não estou reclamando, não. Mas eu planejo muita coisa, eu quero muita coisa, eu sonho muita coisa, e sinceramente, não acredito em quem põe limites pra esses sonhos. Essa coisa de saber onde vai chegar, de planejar, de calcular a vida me parece até meio porco. Me dá uma impressão de que pra pessoa tanto faz o que é a vida, o que importa mesmo é que ela nunca vai se decepcionar por não alcançar aquilo. Por que ela sim tem o pé no chão. E provavelmente colado do caminho de casa pro trabalho digno dela.
Odeio essas metaforas cretinas. Quer dizer que o fato de eu SONHAR em ter uma profissão me torna menos realista do que uma pessoa que sonha ser caixa de supermercado a vida toda? Eu realmente queria poder invejar isso. Sim, por que pelo menos eu não me frustaria quando perceber que eu posso não chegar onde eu quero. Mas vale o risco de cair de boca no chão, e de bater com a cara na porta.
O problema dessa gente toda que acha que eu sou diferente demais por TENTAR ser melhor é o medo de se jogar e a falta de objetivos. É ter uma vida medíocre como a gente tem, e não mover uma palha pra fazer diferente. É achar que profissão digna mesmo é auxiliar de fabrica. Sinceramente, tem que ter um puta saco pra acordar e viver o dia, sabedo que daqui á30 anos VAI SER IGUAL. E que não importe o quanto o tempo passe VAI SER SEMPRE IGUAL a vida daquela pessoa.
Cara, como pode uma pessoa ACEITAR SER MEDIOCRE A VIDA TODA? E o pior: ACHAR QUE EU TENHO QUE ACEITAR SER MEDIOCRE IGAUL, PELO RESTO DA VIDA! Juro que isso me incomoda tanto quanto me motiva.
Desculpa, mas eu já passei da fase de achar que o que eu tenho é suficiente. Quanto maior for o teu limite, maior o teu esforço pra alcançar aquilo, consequentemente mais longe tu chega, sem nem perceber. FODA-SE COMO TU VAI CHEGAR. O limite pra mim, vai ser sempre onde eu ainda não cheguei.
oi?
Existem muitas coisas que eu odeio (e eu garanto que eu odeio mais coisas do que gosto), mas uma das coisas que eu mais odeio e que fica entre as Top 3 nessa lista é ser mal interpretada. É ter uma pessoa distorcendo o que eu falo, do modo que ela acha que entendeu. E isso acontece sempre comigo. Talvez pela forma ríspida como eu coloco as coisas. Aí a culpa já é metade minha. Mas eu me nego a acreditar que eu seja tantas vezes ríspidas, quanto sou mal interpretada.
Parece até uma mania de perseguição: as pessoas tão sempre achando que eu falo (ou escrevo) alguma coisa pra atingir elas. Pra zuar com elas, criticar. Quanta falta de imaginação. Aí fico eu, tentando me explicar, e deixar a situação mais amena. A culpa sempre parece metade minha.
Tipo agora. Tendo que explicar que eu sou mal interpretada, e tendo que frisar que isso não é uma indireta. Realmente, a culpa deve ser minha.
Festa Colorida.
Mesmo nao fazendo parte da torcida do co-irmão gaúcho que jogou ontem a noite, fiquei extremamente ENVERGONHADA quando fiquei sabendo do vexame que a torcida pagou. Quando soube através da @SilvanaSM que o @andreolifelipe, do CQC havia apanhado no Beira-Rio achei graça, mas não imaginei que fosse o que eu li no blog dele:
"Se fosse apenas a torcida gritando, sem probelmas, isso é normal, comum em todos os locais. Não havíamos feito nada, nenhuma pergunta ou "piada", estávamos apenas chegando, caminhando até a área de imprensa. Neste caminho um bando se aproximou, afinal esses caras são machos apenas em bando. Começaram a xingar de todos os palavrões, e outros como "corintiano"e pior, paulista. Então quer dizer que tem que bater em quem é de fora ? Viva a porrada! Ou já que eu estou de preto e branco sou corintiano? ( sim, existe gente que pensa isso ). E por isso tem que apanhar, claro. Viva a porrada. E então começamos a se agarrado, chutado, socos, dedo na bunda ( é sério, não é brincadeira, dedada), eu tomei uma gravata e tive que me livrar. Se não fosse um santo segurança do estádio a gente ia apanhar feio. Eu, o cinegrafista e produtor. Por sorte o grandão apareceu. Um ou outro torcedor ainda tentou nos proteger ajudar, vale ressaltar.
Muitos bradavam para não fazer piada que gaúcho é viado, homossexual, gay. Uma preocupação exagerada com o tema. É engraçado que muita gente gosta quando a gente ( a gente porque todo mundo faz ) faz "piada" que corintiano é ladrão, favelado, que são-paulino é boiola, ou tantas outras associações que são feitas há muito tempo, e que são BRINCADEIRAS, ainda mais no futebol, que é para ser um ambiente alegre, de festa. A hipocrisia é a pior coisa. Os mesmos que reclamam e acham ruim certas "piadas" ( sempre entre aspas ), riem de outras que, provavelmente, existem pessoas que não gostam. Humor, como tantas coisas na vida, é gosto."
Eu li alguns comentarios no blog dele dizendo que muito nós gaúchos já fomos avacalhados com xingamentos desse tipo, e que por isso era 'justificavel' tal atitude de alguns gaúchos. Agressão nenhuma é justificavel. A questão não é uma piada ou outra, a questão ainda é que existem idiotas, pela sacos, pra não dizer filhos-da-puta que não vão pra estadio pra torcer pro seu time, levantar ele, pra fazer a festa. Vão pra brigar, pra se ofender, pra tretar bem como seus JOGADORES fazem em campo, dando um lindo exemplo- e isso não é exclusividade do D'Alessando e cia. Muitos jogadores do Tricolor perdem a cabeça também. Se tu chegas com uma blusa azul no campo de treinamento do Inter, nego de olha torto, e se tu vai de camisa vermelha no olimpico, o mesmo acontece. Aqui a coisa é muito mais competitiva, e arriscaria dizer que é muito diferente do resto do país (arriscaria, por que não sei com fatos vistos, apenas com fatos lidos). OBVIAMENTE existem MUITOS TORCEDORES QUE VÃO PRA LEVANTAR SEU TIME E AJUDA-LO. Isso é Fato. Mas me envergonho de ler o que ele escreveu ai, e de saber que tem gente estúpida à esse ponto. Mas é preciso dizer que essa é uma pequena parcela ridicula e escrota da torcina GRE-NAL que acha que pra torcer tem que trocar socos e ofenças, ser mediocre. E depois, ser hipocrita ao ponto de o mesmo cara que faz isso levantar a bandeira da paz nos estádios. Os bons sempre pagam pelos maus. Eu espero muito que a festa de hoje á noite- com ou sem classificação (mas sempre acreditando nela), seja MUITO MAIS BONITA E RESPEITOSA do que foi no BEIRA-RIO, baseado no relado do Andreoli. Só existe uma expressão pra resumir isso tudo: LA-MEN-TÁ-VEL.
"(...) Pela primeira vez tive um insight do que é ser fã.
Sério! Nós que trabalhamos com arte, seja ela em qualquer forma, estamos acostumados a estar na outra ponta da corda e muitas vezes não entendemos o que move todas aquelas pessoas. Eu, pelo menos, sempre tive problemas para receber aplausos e entender o que faz todas aquelas adolescentes me tratarem do jeito que me tratam, afinal eu só estou fazendo meu trabalho!! Mas estes dias vi que é uma identificação que vai além da vontade do artista. É algo intrínseco, como se o que aquela pessoa fizesse, cantasse ou escrevesse fosse exatamente o que eu queria fazer ou ser. É admiração pura. E muitas vezes está em lugares que o próprio artista não imaginava que iria atingir as pessoas. É algo mágico e bonito.
Fora a qualidade musical indiscutível, todo o mistério que o acompanhava era fundamental para ocupar o lugar que o mundo lhe reservou: o maior artista que já pisou na terra. (...)
(...)É insuportável ter que aturar pessoas tão gabaritadas no assunto como Datena, Nelson Rubens e Sonia Abrão entre outros nos presentearem com suas opiniões ta embasadas. Me poupem! Ver o Datena dizer que ele é um péssimo exemplo pra sociedade mostra o quanto ele não conhece o assunto que estava cobrindo. Por acaso ele não sabe que foi ele que criou e escreveu a música do projeto We Are The World? Ele não sabe que o cara já destinou, comprovadamente, mais de 300 milhões de dólares para caridade? Vou até escrever o numero pra dar uma idéia melhor: US$ 300.000.000.00 (!!!!). Se deixar levar pela opinião pública é algo que nunca vi acontecer com o Datena antes e isto mostra a pré-disposição das pessoas a rejeitarem o cara pela sua aparência. E será que ninguém consegue avaliar por um momento o que causou aquilo?! O sofrimento que deve estar por trás desta transformação tão absurda. (...)"
FO-DA. Concordo em tudo que o papito falou. E diria mais: the last legend.
O resto ta aqui no Blog do Marcos Mion
Three.
Tu não achas o três um número ruim? Nunca me trouxe sorte, nem no jogo, nem no amor. Eu não sei escolher entre três coisas. Não sei, ainda mais quando se trata de três amores. Tudo bem, há quem diga que isso não existe, que ninguém consegue amar, gostar ou se apaixonar por duas pessoas ao mesmo tempo, que dirá três. Esse número me persegue ferrenhamente, insistentemente, mortalmente. (três adverbios) Mas tudo se completa. Talvez se, um dia eu conseguisse achar em uma pessoa só o que os três têm, eu fiaria com uma só... ou não. Não imagino alguém que seja como eles, nem me imagino com alguém que não sejam os três. Minha vida sentimental é cheia de fantasmas. E toda vez que eu começo um novo relacionamento, os velhos fantasmas me atraem como nunca atraíram. E foi o que aconteceu. É o que acontece. Eu não tenho três amores, eu tenho um relacionamento e dois fantasmas. E talvez, se eu encontrar alguém interessante que me queira, sejam três fantasmas. Fato é que eu não sei me desvencilhar deles, de nenhum dos três. Química, sentimento e brincadeira. Os três não me deixam, não me largam, até por que não os deixo longe de mim. Alimento cada um deles, porque isso alimenta meu ego. Talvez esse seja o quarto e o maior de todos: o Ego.
Como tem gente disponível à sofrer:
De amor, de saudade, de miséria. Como tem gente disponível à sofrer. Isso é assustador.
Ela
Quanto mais ela sonha, mais desapegada da realidade ela fica. Há quem diga que isso é ruim, mas há quem acredite nos propósitos dela.
Não ter marido aos 35 anos não era nada assustador, embora as amigas – todas casadas, afirmassem categoricamente que sim. E não por falta de oportunidades, de homens, de romances. Era por escolha mesmo. Não se deixava amar. Gostava mesmo de fazer eles se apaixonarem, correr atrás, lhes fazer rastejar em busca do amor dela. E ela continuava inabalável. Parecia até que ela não se comovia com o sentimento dos rapazes. E ás vezes era isso que acontecia...
Vários passaram por isso. Sexo á noite, bilhete com um recadinho pela manhã e quando ela dava azar, eles nunca ligavam. Mas isso raramente acontecia. E se divertia tanto com tantas declarações, tantos amores repentinos, tantas paixões que ela não sentia a menor necessidade de alguém pra lhe regrar, alguém com quem ela acordasse todo dia, lhe fizesse servir café, e lhe desse uma criança de brinde. Não se imaginava cuidando de uma criança! Não se imaginava toda noite com o mesmo homem, e o pior: acordar todo dia com ele.
Talvez por inveja, talvez por zelo, a sua melhor amiga avisava: Tu ainda vai te apaixonar ferrenhamente. Mas ela não dava bola. Sabia que esse dia ia chegar, sabia que esse dia ia voltar. O fato é que ela queria aproveitar tudo que ela ainda não havia experimentado, queria ter tudo que não tinha ainda. Mesmo que isso lhe custasse à felicidade de uma vida a dois. Expressão a qual, ela não entendia, nem nunca fez esforço para entender. A única preocupação era não se deixar amar. E isso ela tirava de letra.
A dúvida.
É, ou eu rasgo a tua foto ou atiro no que pra mim ainda vem pela frente.
É, ou eu rasgo a tua foto ou retiro a carta que sustenta todo o castelo. Se eu não quero mais viver no presente, melhor então me desfazer do passado.
É, ou eu rasgo a tua foto e me viro ou eu não rasgo a tua foto e me mato.
Capaz.. Incapaz...
É ou eu rasgo a tua foto ou eu viro um prisioneiro do primeiro fracasso.
É ou eu rasgo a tua foto ou eu piro eu quebro toda a decoração da cela. Se eu não posso mais viver nos teus braços, melhor então cortar o que me segura.
Ou eu rasgo a tua foto e eu sigo ou eu não rasgo e sedo aos gritos de "Pula!"
Capaz... Incapaz...
Ou eu rasgo a tua foto e eu vivo ou mesmo esqueço dessa foto e te mato.
Capaz... Incapaz... http://twitter.com/graziburns
É, ou eu rasgo a tua foto ou retiro a carta que sustenta todo o castelo. Se eu não quero mais viver no presente, melhor então me desfazer do passado.
É, ou eu rasgo a tua foto e me viro ou eu não rasgo a tua foto e me mato.
Capaz.. Incapaz...
É ou eu rasgo a tua foto ou eu viro um prisioneiro do primeiro fracasso.
É ou eu rasgo a tua foto ou eu piro eu quebro toda a decoração da cela. Se eu não posso mais viver nos teus braços, melhor então cortar o que me segura.
Ou eu rasgo a tua foto e eu sigo ou eu não rasgo e sedo aos gritos de "Pula!"
Capaz... Incapaz...
Ou eu rasgo a tua foto e eu vivo ou mesmo esqueço dessa foto e te mato.
Capaz... Incapaz... http://twitter.com/graziburns
Não tenho apelidinhos legais e nem sorte.
Meu humor é negro e super sem graça - só eu entendo, e eu consigo rir dele. Ainda não sei se quero Publicidade ou Jornalismo, mas eu sei que quero dinheiro, logo estou escolhendo as profissões erradas. Acho tudo muito caro e odeio sopa. Meu inglês é terrivel por que minhas professoras nunca souberam mais do que o verbo To be. Eu acho que escrevo e alguém lê, mas afinal.. a troco de que alguém leria o que eu escrevo? Odeio rosa e acho as groupies muito legais. tenho cara de debochada, e de fato sou. falo igual bicha e odeio quem escreve errado. Eu digito errado - o que não quer dizer que eu não saiba escrever, é que meus dedos são nervosos. Ás vezes (ás vezes?) eu escrevo coisas sem nexo algum e posto, ai eu leio umas trinta vezes, depois de dois dias não sei por que escrevi aquilo. Se eu fosse outra pessoa me acharia chata e desagradavel, inescrupulasa e de gosto duvidoso. Mas isso tudo nunca ninguém vai entender. Das duas uma: Ou sou um genio ou uma retardada. Fico com a primeira opção pra não me sentir ridicula. bgs
Sobre sentimentos.
Não gosto da forma como a gente julga os sentimentos ditos ruins nas outras pessoas. Às vezes os sentimentos tem uma conotação ruim, mas acabam sendo executados de outra forma, necessários às vezes, e os jure nem sabe por que. Não falo de negativismo, egocentrismo, individualismo. Falo de egoísmo, interesse, prepotência, arrogância. Falo a gente, por que eu escrevendo e tu provavelmente lendo julga que esses sentimentos que eu citei são ruins. E pessoas que usam eles são pessoas más. Na verdade eu sempre acreditei que fosse até descobrir que eu preciso delas.
Eu acredito que essa separação entre sentimentos bons e ruins começa na quando a gente define os traços da personalidade. Sei lá, é como se quando a gente começasse a deformar (ou formar, como queira) a nossa personalidade, ganhássemos uma caixinha cheia de sentimentos estranhos misturados e uma tabela, e tivéssemos que separar sem saber do que se trata nem o que é, entre bons (aqueles que só as pessoas boas devem ter, como os heróis, os mocinhos e todo resto que vai pro céu) e ruins (que só as pessoas más sentem – vilões, usurpadores e aproveitadores). Como a gente não faz idéia do que aquelas palavras representam e o medo de errar já acompanha a gente, seguimos um modelo pré-estabelecido, a tabelinha vulgarmente conhecida como hipocrisia.
Pois bem, eu sempre deixei claro que eu mudo de idéia fácil, não tenho compromisso com erro, e até hoje essa minha “caixinha” tem todos os sentimentos misturados e a tampa aberta... vez ou outra eu tiro uma delas pra fora, uso muito e classifico.
Quando me acontece algo que aquela tabelinha julga “ruim” ou “errado”, eu separo esses sentimentos como me convêm, classifico como bom.
A verdade é que a gente vive uma vidinha medíocre de aparências, certezas e acertos e na pior das hipóteses aceitação e conformismo. Te conformas com o que tu tens e tenta deixar sempre a palavra felicidade em cima do resto todo, pra MOSTRAR que tu és feliz. E quando aparece alguém sem saco pra equilibrar a realização lá em cima, e corre atrás da felicidade, mesmo que por meios nada convencionais e sem a tabelinha pra mostrar o que é bom e ruim todo mundo julgas os sentimentos e intenções ruins, tu te tornas uma pessoa má. Mas isso é tão errado quanto os meios tortos que a gente arruma pra correr atrás.
A verdade é que as pessoas gostam de separar tudo na vida pelo convencional e não-convencional, por pura preguiça de vasculhar a caixinha de sentimentos, provar cada um e concluir o que é bom ou ruim. O nível de bondade ou maldade dos teus sentimentos na no teu grau de hipocrisia, mas isso só tu sabe.
Eu, Tu, Ele. Ele....
E ele não queria ser de uma só, queria tudo, queria mais. Insaciável e coração congelado define ele. Depois de sofrer, resolveu fazer quem sempre o quis sofrer. Rebeldia e vingança. A doce sensação que faz a pele sentir um arrepio.
Eu sempre quis mais do que ser só a segunda opção. Mas confesso que me divertia muito mais assim. Me sentia muito mais bem quista sendo a segunda... Ele tinha aquela lá só pelas aparências, comigo era carnal, era tesão. Não existiam cobranças, nem culpa por nada. Mas mesmo assim, às vezes eu sentia vontade de ser ela. Aquela que ele dormia abraçado, que ele ligava pra saber como tava, aquela pra quem ele mandava flores do dia dos namorados. Não que ele não me mandasse flores, não me ligasse nem dormisse comigo de conchinha, fazia, mas sempre preocupado em que horas tinha que voltar.
Ás vezes eu me sentia melhor que ela, maior, mais poderosa. Afinal, ele trocava momentos de carinho com ela, por caricias comigo. Mas também sentia inveja, por que por mais que fossem só aparências, era ela quem ele apresentava pros amigos, pra família. E era com ela que ele estava naquela foto.
Me senti traída, quanta contrariedade, não?
twiste azul-neon
Há quem leve a vida muito à serio. Que saboreia demais a amargura, sabendo que não precisa; pelo prazer de estar fazendo-o. Há quem diga que a vida é difícil, é sofrida. Certamente quem diz, não sabe o que é dor e sofrimento. Há quem diga que nada vale a pena, que tudo está errado. Pra mim é uma questão de ponto de vista. Há quem nos ache reles humanos, e há quem se ache um bailarino, um grande dançarino gozador, palhaço da vida. Que ao invés de procurar o amargo pra saborear, quer o doce, o leve. Que ao invés de sempre reclamar do que é ruim, olha o lado azul néon da vida. Há quem queira ser humano, e há quem queira ser dançarino. Depende de ti, escolher uma valsa densa e longa, ou um twiste. Sou uma dançarina gozadora desse imenso twiste que é a vida.
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