PERAÍ
Talvez um dia ela caia nas próprias armadilhas.
Foi incentivada a ter amor próprio, acima de tudo. Amar-se para beneficiar-se. As coisas a volta eram secundárias. Foi isso que a vida lhe ensinou, aliás, foi isso o que as pessoas com as quais convivia ensinaram-na. Sempre havia alguém para lembrá-la de que ela não era igual – não que isso a incomodasse, mas tornava-se um desconforto. Viver no meio de pessoas iguais, que agiam iguais, isso a incomodava. E isso não era uma critica, era um fato. As pessoas não se copiavam, aqueles eram o que eram, cada qual com sua individualidade, mas ainda assim lhe pareciam todos do lado avesso. De tando ser tratada e lembrada de que era indiferente, e sentir-se por inúmeras vezes sozinha em meio a tanta companhias, amizades e amores, resolveu ser apática aquilo tudo. Não ceder ás emoções, não criar laços profundos, e ser tudo o que eles eram. Agir como tal, para se sentir aquilo. Conforme foi passando, menos ela exercitava seus sentimentos, e menos eles lhe pareciam úteis, afinal, ninguém os entendia. Ela era a única coisa heterogenia, ali. Até que, foi apresentada a alguém que era tão estranho àquela normalidade toda quanto ela. Sentiu-se desconfortável, de novo e pensou: como alguém como ela poderia fingir tanto, e por tanto tempo gostar de tudo aquilo. Quanto mais tentava se conhecer, mais estranha a ela e apatica aos outros se sentia. Ela era o que quisesse, e de tento ser, perdeu-se. Não se conhecia, não recordava-se do que realmente era. Dentre tantas que aprendeu a ser, pra conseguir passar sua estranheza desapercebida, esqueceu qual delas de verdade era.
sobre adaptar-se e os melhores amigos do mundo.
Tenho facilidade de me adaptar às pessoas - venho fazendo isso a minha vida toda. Eu não sou exatamente aquele tipo de pessoa cheia dos melhores amigos do mundo. Eu me adapto as pessoas conforme eu acho que me convêm, e isso acaba fazendo com que eu conheça muito gente legal e DIFERENTE, completamente diferente de mim. Não acho isso uma coisa ruim, na verdade esse é o fator determinante na minha vida. Minha melhor amiga sou eu mesma. Não tenho muito saco pra alugar as pessoas e choramingar da minha vida, dos meus medos e problemas. Tenho uma opinião bem formada a respeito disso: cada um com seus problemas. Ser uma boa ouvinte rouba tempo demais, e tu acaba ficando sem tempo de narrar tuas histórias. Apesar de ter essa opinião, eu gosto de ouvir as pessoas. O que me incomoda não é falar sobre mim, é ter que ouvir opiniões e conselhos. Por isso eu mesma me aconselho, e opino sobre a minha vida: O que eu quero ouvir é a mesma coisa que eu tenho pra me dizer. Simples. E as pessoas tem uma ideia muito estranha sobre ter os melhores amigos do mundo. As pessoas tem que se conhecer profundamente, e saber tudo o que a outra faz – all the time. Eu não sei ser assim, talvez eu nem saiba ser uma boa amiga, devido a isso. Vejo as pessoas desabafando, e pedindo uma opinião e o que eu faço? Digo o que EU gostaria de ouvir naquela situação. Mas, eu acho que eu ajo assim por não ter encontrado OS MEUS. Ou pelo menos uma pessoa que seja como eu. Tenha gostos parecidos e pense, se esforce e ENCARE as coisas da mesma forma. Como eu me adapto muito bem as pessoas, eu conheço um monte de gente parecida em alguns aspectos comigo, mas acaba não sendo da forma como disse agora. Na maioria dos casos ninguém encara as coisas da forma com que eu encaro. Talvez seja um pouco de egoísmo. Por isso eu me adapto facilmente as pessoas, eu não conheço ninguém igual a mim. Na verdade me adapto bem a qualquer coisa, desde que eu saiba que é temporário.
Eu descobri
RE: desculpas
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2:48
Eu realmente acho que as pessoas devam ter senso critico,
freeze without an answer, free from all the shame
Eu queria pedir duas desculpas:
Não quero que pareça um discurso interesseiro ou fútil,
Apesar
Inegavelmente eu sou diferente de tudo a minha volta.
sobre relações superficiais.
abre aspas
Musica pra mim
Duas coisas simples: um balão e um pouco de ar.