E tem uma voz na minha cabeça que fala sem parar: "Todo mundo tem um limite. Se passa dele tu vira uma mentira. E aí?... assume teu limite. Não é tão ruim assim." Mas, curiosamente, eu não quero cala-la.
E tem uma voz na minha cabeça que fala sem parar: "Todo mundo tem um limite. Se passa dele tu vira uma mentira. E aí?... assume teu limite. Não é tão ruim assim." Mas, curiosamente, eu não quero cala-la.
Em plena madrugada o frio, um filme, o edredom e ele e o assunto fica arriscado. Comentou-me sobre seus antigos amores, e me pediu que falasse dos meus. Parei e pensei... não lembrei de um amor. Lembrei de inúmeras paixões, casos e romances, mas no âmbito amor deixei a desejar. Foi triste perceber que, enquanto ele fala dos seus amores, todos doces como nos filmes, eu tinha apenas paixões para comentar... Mas eu tinha algo a meu favor: ninguém havia despertado o meu amor, ele poderia se quisesse e conseguisse, por que estaria acostumado a viver dessa forma. Fiquei confusa, por um momento: com tantos amores que ele teve, por que estava sozinho? E por que, escolheu a mim, que não sei amar direito, pra tentar de novo... Ele, vendo minha confusão instantânea responde, sem que a ele eu tenha perguntado: cansou-se de amores doces e infinitos, queria algo que fosse intenso e que parecesse que a qualquer momento poderia acabar mesmo sabendo que poderia não ter um fim.
eu preciso admitir com toda a sinceridade que eu consigo carregar e todo teor de drama que eu consigo criar – e que não foge a realidade: ta tudo errado. Tudo. Mas ta errado porque eu faço as escolhas erradas. Escolho o momento errado de cuidar de mim, o momento errado de gastar, o momento errado de engolir o orgulho e continuar e o momento errado de deixar o orgulho me atropelar e me esmagar. Tenho uma grande aptidão em tomar pequenas, porém decisivas, atitudes erradas. Tudo na vida é uma reação em cadeia: o todo afeta tudo, o tudo afeta o todo. Nada tem pouca ligação com nada. Preciso cuidar de mim na hora certa: agora. Preciso pôr prática decisões que havia tomado antes e organizar o pequeno e turbulento caos que eu consegui instalar na minha vida. Só preciso descobrir por onde começar... No auge do meu drama eu até cogito a possibilidade alguém ter posto meu nome da boca do sapo, na encruzilhada ou sei lá o que, só pra tirar esse peso de mim, mas eu sei: a culpa é toda minha. Em poucos meses eu baguncei tudo na minha vida e consegui ficar, desesperadamente, sem porto algum. Não sei nem por onde começar, porque eu tenho um grande problema com isso: eu gosto de viver nesse caos e estou, da pior forma que eu conseguiria encontrar, aprendendo a lidar com isso.
Congrats, Grazielle.
que a gente não deve julgar ninguém pela aparência, nunca. É preconceituoso e a idéia quase sempre é erronia. A primeira imagem é sempre bem distorcida. Sou mestre nessa arte. Vejo a imagem, conceituo conforme eu acho que deve ser e CHAZAN... dou com os burros n’água: a pessoa sempre é melhor do que o que eu IMAGINAVA. A gente cria muita expectativa quando faz algo novo ou quando conhece pessoas novas e se frustra quase sempre. É quase impossível atender as nossas expectativas. Não as outras pessoas atendê-las, mas a gente mesmo atender isso. A gente cria uma expectativa de conhecer gente inteligente... como a gente, que gostas das mesmas coisas que a gente e costume ir nos mesmos lugares. Se vista da mesma forma e pense da mesma forma, goste das mesmas comidas, ouça as mesmas músicas... que seja quase a gente. E, é obvio, se frustra. Elas são completamente elas, e esperam que nós sejamos como elas. Ciclicamente. Isso acontece comigo sempre. Eu sempre imagino como vai ser antes de ser e decreto que seja daquela forma, que nunca vai ser. Daí, chega lá e... pronto: aprende a respeitar as diferenças, as individualidades, as chatices, as mesmices, os clichês, os legais e os iguais. Aceita e entende as pessoas que agregam. Quem não dá pra criar amizade, cuido pra não criar inimizades. A velha política da boa vizinhança, que sempre dá certo. Não consigo entender gente que, por não ser igual, ou por ter uma aparência diferente, se acha superior. Acho isso completamente BURRO e IGNORANTE. Todo mundo agrega, em algum momento, em alguma coisa, nem que seja uma vírgula numa linha. Pensar que alguém goste de ser separatista e radical ao ponto de só querer por perto os que são iguais me faz entender porque existe tanta gente solitária no mundo.
Dar liberdade demais pra que uma pessoa se torne intima ao ponto de poder opinar sobre as minhas coisas me assusta. Eu mudo de ideia como quem troca de roupa, e isso me deixa vulnerável às pessoas lembrarem de qualquer coisa que eu disse que nunca faria e que passei a fazer. Eu não acho isso errado, mas as pessoas adoram apontar esse tipo de coisa. Meu pai que sempre me dizia: “essa história de 'unha e carne' não dá certo...”. Ainda bem que eu sigo o conselho. Tenho grandes amigos, mas nenhum é o melhor amigo, desses que dizem saber tudo um do outro. Além disso conhecer demais uma pessoa faz com que ela perca a graça, fica previsível, chato, monótono. Afinal, tu conhece cada detalhe daquela pessoa. Prefiro as que eu não sei tudo, que tem mistério, e que preferem não deixar tudo evidente. Até por que... O que a gente faz depois que sabe exatamente tudo sobre ela? Essa história de trocar de ideia constantemente faz com que quando eu conheça tudo naquela pessoa, queira conhecer outra e aquilo que eu conheço de cor não me atrai mais. Eu nunca vou dar a liberdade de alguém ser tão intimo, assim como nunca vou querer ter essa liberdade com alguém. E eu acho isso justo comigo: eu prefiro descobrir uma pessoa, do que simplesmente conhecer.
Na verdade é a coisa que eu mais tenho feito. Não dá tempo de organizar tanta coisa na minha cabeça. E como a minha memória é algo entre a dóris e a dóris, do procurando nemo e do procurando nemo, respectivamente, perco tudo.
Mas eu tava lembrando de um video, e resolvi postar aqui.
PACIÊNCIA E PERSISTÊNCIA.
É isso.
05h32 am
Uma página em branco. Isso foi tudo que eu consegui expressar durante horas... nada que eu dissesse traduzia o que eu sentia. Eu sei que, mesmo não concordando, o destino providencia as escolhas certas pra nós..um tanto dolorosa, mas eu sei que é assim que tem que ser. Duas vidas. Só. Essa coisa de virar uma alma só sempre me incomodou. Acho que realmente é melhor assim. Eu sou destinada a ser sozinha: não sei dividir, não sei ceder, e isso torna quase impraticável ter alguém ao meu lado o tempo todo. Não existe ninguém compreensível ao ponto de poder entender que eu sou sim a pessoa mais egoísta que conheço, sei muito bem e lido com isso como se fosse a coisa mais natural do mundo. Faz parte da minha conduta, meu erro de caráter, meu desvio de personalidade. Todas essas coisas que adoram apontar em mim. Eu entendo perfeitamente... é difícil a gente mencionar sem parar as coisas que gosta, ou as coisas boas em uma pessoa, eu mesma não saberia listar ou citar as coisas das quais gosto, mas sei uma por uma das que não gosto, inclusive em ti. Essas ficam bem mais evidentes. Não estou mal, pelo contrário. Eu mesma não suportaria viver comigo assim, do jeito que você queria. Boas férias de mim. Por que eu sei que não vai durar pra sempre, só até amadurecer. Lembra o que eu disse sobre o destino? ...
Se é pra seguir,
Aponte ao menos em que direção.
Se faz sentir,
E amarro os pés, cabeça e o coração.
Se vai voltar,
Não sei, não disse, foi embora,
apague a luz e um beijo,
meu amor
Amor, amor,
Te encontro só num próximo verão.
Amor, amor,
Não chore se eu morrer de novo.
Amor, amor,
No espelho dos teus erros meu perdão.
Amor, amor,
Vou te deixar morrer de novo.
Se é pra seguir,
Aponte ao menos em que direção.
Se faz sentir,
E amarro os pés, cabeça e o coração.
Se vai voltar,
Não sei, não disse, foi embora.
Apague a luz e um beijo,
meu amor
Amor, amor,
Te encontro só num próximo refrão.
Amor, amor,
Não chore se eu morrer de novo.
Amor, amor,
No espelho dos meus erros teu vilão.
Amor, amor,
Vou te deixar morrer de novo.
Sou a alta auto estima mais baixa. Sou a falsa magra. Sou a mais alta das minhas amigas, mas não sou alta. Sou feliz, mas tenho uma eterna crise dentro de mim. Sou tímida, mas extrovertida. Sou quieta, mas tenho opinião de sobra. Tenho opinião formada sobre tudo, mas mudo de idéia como quem muda de canal. Odeio gente eclética. Odeio o mundo parado. Sou preguiçosa pra caralho. Faço mais de uma coisa ao mesmo tempo. Falo muito, sobre tudo, sobre todos, sobre qualquer coisa, mas você não me conhece. Você me ouve falando sobre que o acontece dentro de mim, mas você nunca tem certeza se o que você ouviu é o que eu quis dizer. E você não pensa muito nisso. A desconexa inteligente sou eu. A equilibrista que não despenca, sou eu. Você me acha muito sagaz, embora eu nunca entenda a piada. Piada nenhuma. E você não faz a menor idéia de como isso acontece, mas sabe que acontece.
Sou a coisa mais óbvia, comum, clichê, chata, besta, 1984, take me to your leader do mundo e meu maior desafio é viver assim."
Roubei do blog da nanielas, que aliás, eu adoro ler e recomendo.
Fazia tempo que eu não lia algo tão.. ~eu~.
exatamente como eu estou agora, eu tenho vontade de escrever. É uma coisa bem complicada, porque não é vontade de falar sobre algo. É vontade de escrever compulsivamente sobre qualquer coisa que vier na minha mente. Qualquer coisa mesmo. Coisas que já aconteceram, coisas que nunca aconteceram, coisas que me magoaram, coisas que eu invento, que eu minto, ou as verdades que eu tenho vergonha de dizer. Q U A L Q U E R C O I S A. Não lembro de ter postado um dos inúmeros documentos de textos com esses momentos. São confusos, e eu normalmente não falo nada com nada. A intenção é sempre por a menor letra legível possível e preencher o maior número de folhas que eu conseguir, pra tirar essas coisas que me incomodam. Nem corrigir eu corrijo, escrevo um mundo de palavras erradas, sem o corretor, pra'quela coisinha vermelha não me chamar atenção. A intenção é justamente não corrigir. Por isso que eu digo que o meu blog é emoção congelada sem a opção de editar. Embora seja difícil acreditar é assim mesmo. Eu não acreditaria. Mas é assim porque eu simplesmente preciso por pra fora de qualquer maneira o que eu sinto quando eu to assim e essa foi a forma que eu encontrei. É como se fosse outra pessoa querendo sair, sabe? Não sei explicar o que acontece. Mas acontece. E só passa depois que eu escrevo. Tem vezes que eu queria conseguir falar o que eu consigo escrever, mas não dá. A principio é porque a folha em branco não vai desatar a me dar conselhos que eu não quero e me contar causos parecidos que eu não to interessada em ouvir, mas ouço só por educação e consideração a pessoa que, com um pouco de paciência, se dispôs a me ouvir e tentar me ajudar. Na verdade é basicamente isso. Escrever compulsivamente até aquele sentimento (seja ele qual for: ódio ou amor) desapareça e pare de me perturbar esse tanto que conseguem. As vezes eu nem falo do que eu to sentindo, eu simplesmente escrevo um monte de palavras sem sentido, como essas, e meus sentimentos se acalmam, como agora. Não sei se vou postar, mas escrevi sobre qualquer coisa que aliviasse o incomodo sentimento que eu tava, e acabei escrevendo sobre escrever.
Eu disse que era confuso...
Assim como não se deve misturar bebidas,
misturar pessoas também pode dar ressaca.”
Martha Medeiros
...cada um no seu quadrado.
eu planejei algo que deu certo, completamente certo. Na verdade deu tudo errado até o momento que começou a conspirar as coisas ao meu favor. Queria falar sobre, mas acho que não precisa. Foi um final de semana foda, com gente boa, divertida, boa musica. Obvio que, como não poderia deixar de faltar, eu passei um trabalhinho carregando barraca até Atlântida Sul, sem a menor necessidade. Mas eu corria o risco de não ter onde ficar. Tem muita gente que diz que já passou o "tempo" em que era bom. Tem gente que acha que só toca musica ruim, tem gente que reclama e blábláblá. Fato é que eu não consigo compartilhar da mesma ideia. EU GOSTO, e eu faço bobagem por metro quadrado pra ir, tipo faltar o trabalho sem dar satisfação pra NINGUÉM, e pegar dinheiro que eu não tenho pra ir. Eu gosto e eu me diverti como nunca num Planeta, como esse e com essa gente louca. Anyway.... to esperando, ansiosamente, o Planeta 2012. Aliás, falta muito?
que você não esta disposta a dar. Mas se torna menos penoso quando isso vem de alguém que não faz a menor questão de demonstrar que isso é puro e somente interesse. Só precisa naquele momento. Menos penoso porque eu me sinto na obrigação, na deliciosa obrigação, de negar. De dizer NÃO. Não posso, não quero, não sei, NÃO TEM COMO, NÃO. NÃO. NÃO, NÃÃÃÃÃÃÃÃO. Quase orgástico dizer isso. Eu, que sou movida pelo meu ego, meu orgulho e meu egoísmo, quase não caibo em mim de felicidade de poder negar alguma coisa boa, pra uma pessoa que não tem a menor intensão de ser tão boa quanto o que eu posso fazer por ela. E não falo de gratidão... falo simplesmente de reconhecer NA SUA MEDIOCRIDADE E DEPENDEICA que poderia ser mais humilde, E MUITO MENOS ARROGANTE. E EU NÃO PRECISO DE FAVORES. EU CORRO ATRÁS DO QUE EU QUERO. Sou grosseira no momento em que eu tenho que ser, mas reconheço e com muito orgulho e admiração, quem me fez alguma coisa boa, quem me ajudou em algum momento. Quem faz por merecer ser lembrado, faz por merecer eu me esforçar pra conseguir algo. Eu lamento muito, mas NÃO, NÃO E NÃO. Sou ruim, mas não coloco minhas dificuldades como algo digno de pena, E SOU HUMILDE PRA RECONHECER NO MOMENTO CERTO QUE SIM, PRECISO DOS OUTROS, muito mais que outras pessoas, que FINGEM não precisar. Não sou grossa, arrogante e prepotente sem necessidade.
TUDO QUE VAI, VOLTA. E volta duplicado.
Eu, sinceramente, não gostaria de ter o mesmo papel que tu na vida: sozinho e implorando, mendigando a ajuda de alguém que acredite que tu é uma vitima. E eu to sem tempo pra gente arrogante.
Eu aprendi uma coisa na minha breve estada na realidade: só é sozinho quem quer.
** eu escrevi isso há algum tempo atrás, e hoje, vasculhando uns documentos achei. Lembro de não publicar naquele momento porque, além de eu estar com raiva e poder, talvez, ter sido um pouco ríspida, eu poderia estar sendo grossa sem necessidade, fazendotempestade em copo d'água e blá blá blá. A verdade dói pra muita gente, e eu prefiro evitar ME aborrecer com quem não merece. Precisava desabafar e usei o br.office writer pra isso, já que eu não sei lidar com gente que faz papel de vítima compulsivamente. Mas, como isso é emoção congelada, e no ápice dela, resolvi depois de tudo calmo, postar este texto. Não devo muita explicação, mas pense que: se não tem teu nome, pode não ser pra ti.**